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Receita de exportações brasileiras de ovos crescem 61,7% em 2022

A receita das exportações brasileiras de ovos (in natura e processados) totalizaram em agosto US$ 1,499 milhão de dólares, registrando um aumento de 20,5% frente aos US$ 1,243 milhão de dólares obtidos no mesmo período do ano passado. Os dados constam no levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Em volume, no oitavo mês deste ano, os embarques brasileiros de ovos alcançaram 446 toneladas, com uma queda de 21,5% no desempenho alcançado em 2012, com 568 toneladas. 

Já no acumulado entre janeiro e agosto, as vendas brasileiras para o mercado externo totalizaram receita de US$ 16,270 milhões, apresentando uma alta de 61,7% ante ao efetivado no mesmo período de 2021, com US$ 10,060 milhões. Em volume, as vendas chegaram a 7,583 mil toneladas nos oito primeiros meses deste ano, com elevação de 13,5% em comparação com as 6,678 mil toneladas em 2021.

Entre os principais destinos das exportações brasileiras de ovos, os Emirados Árabes seguem na liderança, com  4,332 mil toneladas importadas entre janeiro e agosto. 

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Fonte: AgroPlus

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Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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