Agro Notícias
Jornada CNA – Painel aponta os desafios e a importância da formação profissional
Brasília (26/04/2022) – Os desafios para a formação profissional foram debatidos no segundo encontro da Jornada CNA – Eleições 2022, promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, na terça (26), em Brasília.
O painel contou com a participação do diretor de Inovação e Conhecimento do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e diretor-geral da Faculdade CNA, André Sanches; do superintendente de Educação Profissional e Superior do Senai, Felipe Morgado, e o administrador de empresas e escritor brasileiro, autor de diversos livros sobre carreiras e gestão empresarial, Max Gehringer.
O evento faz parte de uma série de debates sobre temas fundamentais para o País, com a participação de especialistas, políticos, lideranças e autoridades. A primeira Jornada discutiu as reformas tributária, administrativa e política.
A partir do que for debatido nesses eventos, a CNA irá formular as propostas do setor produtivo para apresentar aos candidatos à Presidência da República e aos parlamentares.

Felipe Morgado destacou que mais da metade das atividades de trabalho poderão ser automatizadas com a tecnologia atual e da próxima década. Segundo ele, o mundo do trabalho digital requer pessoal cada vez mais qualificado e o maior desafio será aumentar a produtividade, inovação e eficiência dos trabalhadores.
“O futuro do emprego depende de velocidade, inovação tradicional, inovação disruptiva e difusão tecnológica. O foco estratégico deve estar na formação, requalificação, aperfeiçoamento e especialização de trabalhadores”, afirmou.
Ele também ressaltou a importância da educação técnica e profissional como estratégia e a aderência às metas do Plano Nacional de Educação (PNE). Para Morgado, o ensino médio precisa ser “passaporte” para o futuro, possibilitando uma inserção qualificada no mercado de trabalho.

O diretor de Inovação e Conhecimento do Senar e diretor-geral da Faculdade CNA apresentou um panorama da educação no campo e apontou o descompasso entre a escolaridade e as novas competências tecnológicas do setor rural brasileiro.
André Sanches fez um balanço sobre o cenário atual da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e apresentou um histórico, números e ações propositivas do Senar. “A Educação Profissional e Tecnológica conecta escola e mercado de trabalho, proporciona a aprendizagem contínua para trabalhadores de todas as idades e contribui para o desenvolvimento social e econômico”, disse.

Max Gehringer trouxe um panorama das profissões “da moda” ao longo das décadas e apontou quais áreas devem continuar crescendo no futuro. Na opinião dele, é importante que os jovens procurem uma formação técnica, que servirá de base para a graduação e opção de trabalho mais cedo.
“Precisamos ter o aprendizado das disciplinas básicas no ensino fundamental e concentrar o ensino médio em uma formação técnica, que prepare os jovens para entrar no mercado de trabalho”, declarou.
Assessoria de Comunicação CNA
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Agro Notícias
Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.
A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.
O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.
Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.
Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.
Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.
No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.
“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.
Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.
“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.
Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima
Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.
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