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Agro Notícias

Futuro em Campo leva alunos de Cuiabá para imersão no agronegócio em fazenda de Alto Paraguai

Iniciativa da Aprosoja MT aproximou mais de 60 crianças da realidade do campo e da produção de alimentos

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) realizou nesta terça-feira (02.09), mais uma edição do programa Futuro em Campo, desta vez em propriedade rural localizada no município de Alto Paraguai, que integra o núcleo de Diamantino. A ação recebeu mais de 60 alunos da Escola Presbiteriana de Cuiabá, que puderam vivenciar de perto o funcionamento de uma fazenda.

O programa tem como objetivo aproximar as novas gerações da realidade do agronegócio ao promover uma experiência prática e educativa sobre as etapas que envolvem a cadeia produtiva da soja e do milho, desde o plantio até o armazenamento e distribuição dos alimentos, além de estimular o interesse pelas oportunidades no setor. Conforme o vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, proporcionar esse contato direto com o campo é essencial para formar cidadãos mais conscientes sobre a origem dos alimentos. “A Aprosoja MT tem esse compromisso de interagir com a cidade, de preparar os alunos de hoje para que eles venham com mais vontade e com mais conhecimento para o campo e ajudar no desenvolvimento do nosso país”, ressalta.

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A delegada coordenadora do núcleo de Diamantino, Helena Maria Sandri, também destaca a importância da iniciativa. “Para nós foi uma honra ter recebido o Futuro em Campo aqui, onde nós trouxemos as crianças aqui para essa fazenda para elas estarem aprendendo mais sobre o dia a dia no campo, desde a sementinha plantada até a chegada do alimento em sua mesa”, afirma.

Segundo o proprietário da fazenda Renascer, Mário Antunes Basílio, receber as crianças é uma alegria para toda a sua família. “Nós temos as raízes no campo e quando nós podemos proporcionar isso, a gente traz a lembrança da alegria que foi termos essa origem. Para nós é um privilégio a agricultura estar nas nossas veias e a gente tem esse prazer, essa alegria de poder compartilhar e dar a oportunidade de que eles façam parte da nossa casa nesse dia”, enfatiza.

Para a diretora da Escola Presbiteriana, Gislene Rage Curvo, a visita tem grande valor pedagógico e toda a equipe escolar estava em busca dessa oportunidade. “Já tem uns dois anos que essa turminha tem uma curiosidade a respeito do campo e a Aprosoja MT veio somando para a gente trazer informações para as crianças. Então a gente veio realmente querendo conhecer, os pais e professores abraçaram a ideia e hoje nós estamos aqui para levar isso tudo para a nossa escola também”, conta.

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A estudante Ana Beatriz Silva do Monte, de 10 anos, compartilha como ela e os colegas estavam ansiosos pela visita. “Estou muito feliz por vir aqui na fazenda, conhecer coisas novas, fico muito feliz com essas coisas e até me relaxa ver como tudo isso funciona. Acho muito legal porque eles mandam isso para a cidade e a gente consegue comer e se alimentar para ficar forte. Eu fico muito feliz porque os produtores têm um coração bom e eu sou muito agradecida por eles estarem fazendo isso pela gente”, justifica.

Por meio do Futuro em Campo, a Aprosoja Mato Grosso busca fortalecer os laços entre a sociedade urbana e a produção agrícola, mostrando na prática o papel estratégico do campo na vida de todos os brasileiros.

Vitória Kehl Araujo

Assessoria de Comunicação
Telefone: 65 3644-4215
E-mail: [email protected]

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Agro Notícias

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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