Agro Notícias
Faculdade CNA forma novos gestores do agro
A Faculdade CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) promoveu nesta semana a cerimônia de colação de grau dos estudantes dos cursos superiores em Gestão do Agronegócio, Gestão Ambiental, Gestão de Recursos Humanos e Processos Gerenciais. A cerimônia foi transmitida direto da sede da instituição, em Brasília, seguindo as medidas de prevenção à Covid-19.
Entre os 66 formandos estiveram 10 alunos dos cursos de Gestão Ambiental, Gestão de Recursos Humanos e Processos Gerenciais do polo de São Joaquim (SC). Alguns deles acompanharam a solenidade no Sindicato Rural de São Joaquim. Em seguida, foram recepcionados com um jantar de confraternização.
O presidente do Sistema Faesc/Senar-SC e vice-presidente da CNA, José Zeferino Pedrozo, foi o patrono das turmas. Fez um resgate histórico da Faculdade desde que foi criada, em 2013, destacando seu crescimento até chegar ao estágio atual, com 53 polos de ensino distribuídos pelo Brasil. “A Faculdade CNA vem contribuindo com a nobre missão de formar novos profissionais qualificados para o agro. É uma honra participar desse momento especial para os formandos e seus familiares, que são vitoriosos, pois a educação é fator para mudança de vida”.
Pedrozo aproveitou também para reconhecer a dedicação dos coordenadores dos polos, presidentes de Federações, superintendentes, presidentes de Sindicatos e demais envolvidos na formação dos novos profissionais. “Homenageio a todos, em nome do presidente do Sindicato Rural de São Joaquim, Antônio Marcos Pagani de Souza, que também é vice-presidente de finanças da nossa federação”.
Antonio Marcos Pagani acompanhou a solenidade de São Joaquim e também parabenizou os formandos pela colação de grau, desejando sucesso em suas carreiras profissionais. Também agradeceu ao João Martins e ao José Zeferino Pedrozo pela concretização do polo da Faculdade CNA em São Joaquim. “Estamos orgulhosos por contribuirmos com a formação de novos profissionais que saem preparados para exercer para atuar em empresas do agronegócio ou para fortalecer suas atividades nas propriedades rurais de suas famílias”.
Além de São Joaquim, também se formaram alunos das turmas de Boa Vista (RR), Campina Grande e João Pessoa PB), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Gandu e Luis Eduardo Magalhães (BA), Manhuaçu (MG), Palmas (TO), Rio Bananal (ES) e Santa Izabel do Pará (PA).
O diretor-geral da Faculdade CNA, André Sanches, parabenizou os formandos pela conquista e pela confiança depositada na instituição. Agradeceu o apoio do presidente da CNA, João Martins, do diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, e de todos que contribuíram para a expansão nos últimos anos. O paraninfo dos formandos, professor Rodrigo Hugueney, também ressaltou a coroação de encerramento do ciclo de estudos.
HOMENAGENS
Os professores homenageados pelas turmas foram Luiz Fernando Kitajima, Thiago Masson, Conceição Guth e Elisangela Lopes. O colaborador escolhido pelos formandos foi Jackson Silva. Os presidentes das Federações de Agricultura e superintendentes do Senar dos Estados e representantes dos polos de ensino envolvidos na formatura gravaram mensagens em vídeo para homenagear os alunos na solenidade.
Agro Notícias
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.





