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Exportação de soja em grãos feita por Mato Grosso este ano é 17% maior

O ministério de Indústria e Comércio divulgou os dados mensais referentes à exportação de soja em em grãos em Mato Grosso, em outubro. De acordo com os registros, o Estado exportou 358,6 mil toneladas do grãos no mês o que representa 27,41% menor quando comparado a outubro do ano passado.

Essa redução ocorreu, “principalmente, por uma menor demanda da China em consequência dos casos de peste suína no país. No entanto, quando o acumulado de janeiro a outubro de 2019 é comparado à média do acumulado dos últimos cinco anos, os embarques este ano apresentam uma alta de 17,11 %”.

De acordo com o levantamento, a venda de “2,7 milhões de toneladas maior, registrando o 2º maior volume no acumulado para o período, gerou uma receita de US$ 6,5 bilhões de janeiro a outubro para o Estado mato-grossense. Esse recuo das embarcações no mês de outubro é comum, visto que resta pouca soja disponível no mercado nesta época e a maior parte do volume negociado é voltado para o mercado interno”, avalia o IMEA – Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), em seu boletim semanal, divulgado ontem.

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Só Notícias (foto: arquivo/assessoria)

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Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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