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Diamantino em destaque: Circuito Nelore de Qualidade 2025 bate recordes, com 49.700 animais avaliados

Com etapas no Brasil, na Bolívia e no Paraguai, maior campeonato de avaliação de carcaças do mundo registrou participação histórica

A Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) anuncia os vencedores do Circuito Nelore de Qualidade 2025, o maior e mais importante programa de avaliação de carcaças do mundo. Organizada como um campeonato, a edição de 2025 surpreendeu ao alcançar um recorde histórico, com 49.700 animais avaliados, em 12 estados brasileiros, Paraguai e Bolívia. O destaque ficou para duas etapas seguidas que superaram tudo o que já havia sido feito. Em Diamantino (MT), o Circuito atingiu o primeiro recorde, com 5.908 animais avaliados. Logo depois, em Mozarlândia (GO), outros 6.650 animais participaram.

O presidente da ACNB, Victor Paulo Silva Miranda, destaca que o crescimento contínuo do Circuito é reflexo direto do comprometimento dos criadores. “O Circuito Nelore de Qualidade cresceu, ganhou ainda mais representatividade e mostra, ano após ano, a força da raça Nelore na pecuária. No total, 388 pecuaristas levaram animais para avaliação. É uma imensa alegria ver tantos produtores participando, investindo em tecnologia e buscando melhoria contínua.”

Realizado desde 1999, o Circuito Nelore de Qualidade se consolidou como o maior campeonato de avaliação de carcaças de bovinos do mundo. Ao longo desses anos, tornou-se referência ao incentivar o aprimoramento contínuo da raça e reunir a participação de pecuaristas de diferentes regiões do Brasil e de países da América do Sul.

A edição de 2025 reforçou essa trajetória ao estabelecer um novo recorde e evidenciar o alto padrão dos animais avaliados. Para o presidente da ACNB, “ver esse volume – que é recorde – aliado a tanta qualidade enche de orgulho e reforça o quanto o Nelore está preparado para os desafios de um mercado cada vez mais exigente. Cada resultado representa investimento, dedicação e responsabilidade de todos os envolvidos”.

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América do Sul – Na competição em nível continental, o Melhor Lote de Carcaças de Machos da América do Sul ficou com a Agropecuária Maragogipe (Brasil). O segundo lugar foi de Dalton Dias Heringer (Brasil), o terceiro da Agroganadera Primavera (Paraguai), o quarto com Luis Fernando Solancic Vargas (Paraguai) e o quinto lugar ficou para a CFSO Agropecuária (Brasil).

Entre as fêmeas, a Ganadera La Celestina (Paraguai) levou a medalha de ouro. Wallace Antunes Gonçalves (Brasil) ficou com prata e a de bronze foi para Luís Fernando Solancic Vargas (Paraguai). Na sequência, Carlos Ricardo Camargo Garcia, do Brasil, e Marcelo Fernando Muñoz Añez, da Bolívia, ocuparam o quarto e o quinto lugar, respectivamente.

Os campeões do Brasil – Na premiação nacional, os vencedores foram Parm Agropecuária – Paula Ferreira Martins, que levou o prêmio de Melhor Carcaça de Machos Terminados em Pastagem; Antônio Aparecido Savegnago foi o vencedor no campeonato Melhor Carcaça de Fêmeas Terminadas em Pastagens. Em Machos Castrados, o ganhador foi Ricardo José da Silva e, entre os Machos com Pai Identificado, o campeão foi Dalton Dias Heringer.

No campeonato de Melhor Lote de Carcaças de Machos, o ouro ficou com a Agropecuária Maragogipe Ltda., seguida por Dalton Dias Heringer, que levou a prata, e pela CFSO Agropecuária, que conquistou o bronze.

Já no campeonato de Melhor Lote de Carcaças de Fêmeas, Carlos Ricardo Camargo Garcia garantiu a medalha de ouro, enquanto Wallace Antunes Gonçalves ficou com a prata e Antônio Aparecido Savegnago completou o pódio com o bronze.

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O Circuito também reconhece o papel essencial da indústria, destacando os frigoríficos parceiros (Friboi, Frisa, Masterboi, Fribal e Cooperfrigu) e reforçando a importância da integração de todos os elos na cadeia de valor.

A etapa realizada em Mozarlândia (GO) foi a maior da história do programa, com 6.550 animais avaliados.

Bolívia – O campeonato de Melhor Lote de Machos Confinamento premiou Mário Ignácio Anglarill Serrate com a medalha de ouro, Andre Saavedra Aponte com a prata e Mônica Marchett com o bronze. Ainda houve medalhas de ouro para Sarah Maria Gutierrez Mansilla (Melhor Lote de Machos a Pasto), Mário Ignácio Anglarill Serrate (Melhor Lote de Fêmeas de Confinamento) e Alberto Asato (Melhor Lote de Carcaças de Fêmeas a Pasto).

A entrega de medalha de ouro também aconteceu para outros quatro campeonatos: foram premiados os pecuaristas Mário Ignácio Anglarill Serrate (Melhor Ganadería de Machos de Confinamiento), Marcelo Fernando Muñoz Añez (Melhor Ganadería de Hembras de Confinamiento) e Alberto Asato (que venceu nas competições de Melhor Ganadería de Machos de Pasto e Melhor Ganadería de Hembras de Pasto). A Fridosa Alimentos foi reconhecida como frigorífico parceiro.

Paraguai – Na edição paraguaia do Circuito, o Melhor Lote de Carcaças de Machos ficou com a Agrícola Ganadera San Marcos, medalha de ouro. A prata foi da Agroganadera Primavera e a bronze, de Luís Fernando Solancic Vargas.

Entre as fêmeas, a Ganadera La Celestina ficou com o primeiro lugar, seguida por Luís Fernando Solancic Vargas (segundo) e Agrop. Ind. For. Central Del Paraguay (terceiro). A Minerva Foods foi o frigorífico parceiro.

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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