Agro Notícias
CTECNO Parecis marca 10 anos de pesquisa e apresentará os resultados em visita técnica

O evento contará com a presença do biólogo Richard Rasmussen e do ex-ministro da Agricultura Antônio Cabrera
Com as inscrições abertas para a visita técnica, o Centro Tecnológico Parecis (CTECNO Parecis), em parceria com Instituto Mato-grossense de Agronegócio (Iagro MT) e a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), abordará estratégias validadas por pesquisas de longa duração, com foco em produtividade, rentabilidade e sustentabilidade dos sistemas de produção em solos arenosos. Entre os principais tópicos que serão discutidos no evento estão, a rotação e sucessão de culturas, o uso de insumos foliares na soja, o manejo da calagem e da adubação em solos arenosos e estratégias integradas para o controle eficiente de plantas daninhas. Além disso, o evento contará com a presença do biólogo e apresentador Richard Rasmussen e do produtor rural e ex-ministro da Agricultura Antônio Cabrera. A visita técnica ocorrerá no dia 15 de janeiro com início às 7h30 e contará com a apresentação de resultados de pesquisas de longa duração ao longo do dia.
O CTECNO Parecis celebra os 10 anos de dedicação a pesquisas de campo na safra 2025/26. Em comemoração, essa será a primeira visita técnica do ano ao maior centro independente de pesquisa em solos arenosos do país. O coordenador do CTECNO Parecis, Rodrigo Hammerschmitt, contou que serão apresentados resultados relevantes sobre o manejo da acidez do solo e controle das plantas daninha.
“Entre os temas de grande relevância será abordado o manejo da acidez do solo, com resultados de longo prazo relacionados à calagem, indicando quando corrigir, quanto aplicar e os impactos tanto da deficiência quanto do excesso de corretivos sobre o solo e as culturas. Por fim, o manejo de plantas daninhas será discutido de forma integrada ao sistema de produção, incluindo estratégias como dessecação antecipada, uso de herbicidas pré e pós-emergentes e manejo da resistência”, explicou.
As pesquisas são feitas a partir das queixas dos produtores rurais que possuem solos arenosos, os pesquisadores transformam as dúvidas em resultados nos campos de ensaios científicos. Desta forma, as informações apresentadas farão com que os produtores rurais tenham a produção e o desenvolvimento mais assertivos das lavouras, de acordo com as necessidades do solo e da planta.
“A participação dos produtores rurais no Dia de Campo do CTECNO Parecis representa uma oportunidade estratégica de contato direto com resultados de pesquisas conduzidas em condições reais de campo, especialmente em solos arenosos, ao longo de 10 anos de estudos contínuos. Esse histórico confere robustez, confiabilidade e previsibilidade às informações apresentadas. O conjunto das informações fornecerá ao produtor ferramentas práticas para produzir mais, com menor risco e maior rentabilidade, sustentadas por resultados confiáveis de pesquisas de longa duração”, destacou Rodrigo.
Durante os 10 anos, os pesquisadores já contribuíram com a melhoria da produção em diversos locais do estado e a Aprosoja MT, junto dos mais de 9,2 mil associados, tem orgulho de apoiar essa longa história de conquista e divulgação cientifica.
A inscrição é gratuita e poderá ser feita através do site da Aprosoja MT até o dia 15 de janeiro. O CTECNO Parecis está localizado na Rodovia MT 488, anexo à Fazenda Vô Arnoldo – Grupo Agroluz Agrícola.
Para mais informações, os interessados podem entrar em contato com o Canal do Produtor pelo telefone (65) 3027-8100.
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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.





