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Conab pesquisa custos de produção de produtos típicos em Minas e na Bahia

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está conduzindo, ao longo desta semana, novos levantamentos de custos de produção de produtos típicos da região, em Minas Gerais e na Bahia.

Em Minas Gerais, a pesquisa abrange informações sobre a mangaba no município de Rio Pardo e o pequi em Santo Antônio do Retiro. Na Bahia, os técnicos coletarão dados referentes à banana em Bom Jesus da Lapa e ao feijão caupi no município de Guanambi.

Durante esses trabalhos, serão coletadas informações fundamentais para a atualização e cálculo dos coeficientes técnicos, insumos utilizados, máquinas, equipamentos, serviços e outros elementos que compõem os pacotes tecnológicos dos sistemas de produção.

O custo de produção desempenha um papel essencial como ferramenta de controle e gerenciamento das atividades produtivas. Através dele, são gerados dados que auxiliam na tomada de decisões pelos produtores rurais e na formulação de estratégias pelo setor público e privado.

Além disso, essas informações desempenham um papel crucial no governo federal, sendo um dos principais parâmetros na elaboração dos preços mínimos.

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Elas também são utilizadas no cálculo dos valores de garantia, que servem como referência para o Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), bem como nas avaliações para a obtenção de crédito através do Financiamento para Estocagem de Produtos Agropecuários (FEE) e nas políticas de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), e na Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio).

Fonte: Pensar Agro

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IBGE aponta safra recorde de 113,2 milhões de toneladas em MT, mas algodão acende alerta com queda de 11%

 

 

Mato Grosso caminha para encerrar 2026 com mais uma demonstração do peso do agronegócio sobre a economia estadual. A nova estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 113,2 milhões de toneladas de grãos, volume 2,3% superior ao registrado no ano passado e equivalente a aproximadamente 32,1% de toda a produção brasileira.

Os números referentes ao mês de agosto foram divulgados nesta terça-feira (15) e confirmam Mato Grosso isoladamente na liderança nacional da produção agrícola. A estimativa praticamente não sofreu alteração em relação ao levantamento anterior, mas revela movimentos importantes dentro das principais culturas do estado.

A área destinada à produção agrícola deve chegar a aproximadamente 22,85 milhões de hectares, expansão de 3,1%. O crescimento mostra que, mesmo diante de custos elevados, oscilações das commodities e pressão sobre a rentabilidade do produtor, a atividade agrícola continua ampliando sua dimensão territorial e econômica em Mato Grosso.

O principal impulso vem do milho segunda safra. A previsão é de uma colheita de aproximadamente 57,08 milhões de toneladas, crescimento de 4,6%. Com esse desempenho, o cereal supera inclusive a soja em volume produzido no estado.

A soja, principal produto da pauta agrícola e de exportações mato-grossenses, deverá alcançar 50,66 milhões de toneladas, crescimento de aproximadamente 1%. O avanço da produção, entretanto, ocorre em um cenário de redução de 1,1% na produtividade, sinalizando que a expansão da área cultivada ajuda a sustentar o resultado final.

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A estimativa aponta produção de 6,38 milhões de toneladas de algodão herbáceo em caroço, retração de aproximadamente 11%. A redução chama atenção porque Mato Grosso concentra parcela expressiva da cotonicultura brasileira e possui uma cadeia econômica que vai muito além das propriedades rurais, alcançando beneficiamento, transporte, armazenagem, exportação e geração de empregos.

Na prática, uma queda dessa magnitude pode significar menor movimentação econômica principalmente nas regiões fortemente dependentes da cultura, ainda que o desempenho positivo de milho e soja mantenha elevado o volume geral produzido pelo estado.

O feijão aparece na direção oposta. A produção estimada chega a aproximadamente 424 mil toneladas, avanço de 16,2%, um dos maiores crescimentos percentuais entre as principais culturas acompanhadas no levantamento.

Os números também reforçam outro desafio econômico para Mato Grosso: transformar produção recorde em maior geração de riqueza dentro do próprio estado.

Uma safra superior a 113 milhões de toneladas aumenta a pressão sobre rodovias, ferrovias, estruturas de armazenamento e corredores de exportação. Ao mesmo tempo, amplia a importância dos investimentos em industrialização de milho, soja e outras matérias-primas para evitar que parcela relevante dessa riqueza deixe Mato Grosso ainda na forma de produtos com menor valor agregado.

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O avanço da produção de milho, por exemplo, ocorre justamente em um momento de expansão da indústria de etanol de milho no estado, segmento que vem criando uma nova demanda interna pelo cereal e estimulando investimentos em usinas, armazenagem, energia e logística.

Com quase um terço dos grãos produzidos no Brasil, Mato Grosso permanece altamente dependente do desempenho do campo para movimentar arrecadação, transportes, comércio, serviços e investimentos privados.

A fotografia apresentada pelo IBGE nesta terça-feira mostra, portanto, duas realidades dentro da mesma safra: de um lado, produção total em crescimento e milho avançando com força; de outro, algodão em retração de dois dígitos e produtividade da soja sob pressão.

O estado continua produzindo mais. O desafio econômico é fazer com que o tamanho dessa safra se converta, na mesma proporção, em renda, industrialização, empregos e investimentos dentro de Mato Grosso.

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