Agro Notícias
Chuvas intensas fazem soja germinar no pé e causam prejuízos a produtores

O excesso de chuvas nas últimas semanas em Sorriso e em diversas regiões de Mato Grosso já começa a causar prejuízos significativos aos produtores rurais, especialmente àqueles que realizaram o plantio tardio ou que ainda não conseguiram concluir a colheita.
Produtores relatam que áreas com soja já madura permanecem expostas à umidade constante, o que tem provocado um fenômeno preocupante: a germinação da semente ainda no pé. Em registros feitos no campo, é possível observar grãos brotando dentro das próprias vagens, além de estruturas apodrecidas e comprometidas pela ação prolongada da umidade.
Esse processo ocorre quando a soja atinge o ponto de maturação, mas não é colhida a tempo devido às chuvas frequentes. A umidade elevada cria condições ideais para que a semente inicie o processo de germinação ainda presa à planta, tornando o grão impróprio para comercialização dentro dos padrões exigidos.
Além da germinação precoce, outro problema recorrente é a chamada “soja ardida”, caracterizada por grãos escurecidos e deteriorados, resultado da ação de fungos e da fermentação causada pela exposição prolongada à água. Essa condição reduz significativamente o valor do produto, podendo gerar descontos severos ou até a recusa da carga pelas unidades compradoras.
O impacto econômico preocupa produtores, já que Mato Grosso é o maior produtor de soja do país, e Sorriso ocupa posição de destaque como um dos principais polos agrícolas do mundo.
Outro fator agravante é a dificuldade de acesso das máquinas às lavouras. O solo encharcado impede a entrada das colheitadeiras em diversas áreas, prolongando ainda mais o tempo de exposição das plantas maduras às condições climáticas adversas.
Especialistas alertam que, quanto maior o período em que a soja permanece no campo após atingir o ponto ideal de colheita, maiores são os riscos de perdas tanto em qualidade quanto em produtividade.
Apesar dos desafios, produtores seguem monitorando as condições climáticas e aguardam janelas de tempo seco para avançar com a colheita e reduzir os prejuízos.
Agro Notícias
Jato avaliado em até R$ 300 milhões chama atenção durante a Show Safra em Lucas do Rio Verde

Um jato executivo modelo Gulfstream G550 virou destaque durante a Show Safra, realizada em Lucas do Rio Verde. Avaliada em até R$ 300 milhões na versão nova, a aeronave chamou a atenção de quem passou pelo local.
Além do G550, a presença de diversos aviões particulares também impressionou durante a feira, que reúne produtores e empresários do agronegócio.
Conforme apurado pelo site Olhar Direto, o jato G550 pertence ao dono de uma empresa brasileira de grande porte nos setores de tecnologia e logística de pneus. O modelo tem capacidade para até 19 passageiros e autonomia para voos de longa distância.
A Show Safra é considerada um dos principais eventos do agronegócio da região. Na edição do ano passado, movimentou cerca de R$ 10 bilhões em negócios e atraiu mais de 170 mil visitantes.
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