Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agro Notícias

Colheita do algodão em Mato Grosso chega a 80%; instituto aponta que destruir soqueiras é essencial

Restos culturais de algodão podem ocasionar inúmeros prejuízos para os produtores, uma vez que as soqueiras são pontes para a proliferação de pragas A colheita do algodão avança em Mato Grosso a cada dia. Com quase 80% dos 1,115 milhões de hectares semeados já foram colhidos e, de acordo com o Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), a destruição de soqueiras (restos culturais) é essencial para evitar que haja proliferação de doenças e pragas, em especial o bicudo do algodoeiro.

De acordo com especialistas do IMAmt, as algodoeiras mato-grossenses estão trabalhando em ritmo intenso apesar de algumas ainda estarem na fase de regulagem inicial dos maquinários. Embora os trabalhos de colheita estejam ganhando ritmo, a preocupação acerca do bicudo do algodoeiro tem crescido em meio as propriedades, tanto que a recomendação tem sido a instalação de tubo mata bicudo nesse final de ciclo da cultura e, principalmente, a realização da destruição dos restos culturais.

A destruição das soqueiras é obrigatória por lei, tanto que em Mato Grosso existe o vazio sanitário do algodoeiro, normatizado pela instrução normativa que é o período do ano durante o qual não pode haver plantas de algodoeiro com risco fitossanitário.

Leia Também:  Exportações podem bater todos os recordes de 2019

O pesquisador do IMAmt, Edson Andrade Junior, pontua que a destruição de soqueira é essencial para evitar os rebrotes das plantas, que são verdadeiras fontes de pragas e doenças para o novo ciclo, em especial para o bicudo do algodoeiro, a ramulária e as principais lagartas que atacam a cultura do algodão.

O bicudo é um besouro de coloração cinzenta ou castanha e mandíbulas afiadas, utilizadas para perfurar o botão floral e a maçã dos algodoeiros. O inseto é considerado a principal praga dos algodoeiros nas Américas se não controlado pode causar perdas de até 70% da produção.

Conforme o IMAmt, uma das principais formas de eliminação dos restos culturais do algodão é a química, através do uso de herbicidas. Os especialistas do IMAmt pontuam que a destruição química das soqueiras pode ser dividida em três métodos: Destruição iniciada no toco, Destruição no rebrotes e Destruição “planta em pé”.

A informação é da assessoria.

Só Notícias

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Agro Notícias

Safra 2026/27: custo da soja sobe e atraso nas compras preocupa produtores em MT

O aumento dos custos de produção e a dificuldade de comercialização do milho deixam produtores de Mato Grosso mais cautelosos para a safra 2026/27. O custeio da soja deve chegar a R$ 4.321,32 por hectare, com alta de 3,35% em relação à temporada anterior, enquanto parte dos insumos para o próximo plantio ainda não foi comprada.

A pressão sobre as margens começa antes mesmo da implantação da nova lavoura. Fertilizantes e corretivos tiveram reajuste de 5,74%, enquanto as operações mecanizadas avançaram 22,74%, principalmente devido ao aumento no custo do diesel, conforme o projeto de Custo de Produção Agropecuária de Mato Grosso (CPA-MT), realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e Senar-MT.

O cenário é agravado por uma segunda safra de milho marcada por problemas climáticos e preços pouco remuneradores. Em Diamantino, o produtor Altemar Kroling alcançou entre 154 e 156 sacas por hectare no ciclo passado. Até agora, porém, a maior produtividade obtida nesta temporada foi de 132 sacas.

O excesso de chuva no início do cultivo prejudicou aplicações, enquanto a falta de precipitações no período de enchimento dos grãos reduziu o potencial produtivo. “No início e no final do cultivo do milho nós tivemos problemas. Vai ser um ano que vai produzir assim bem abaixo do que a gente estimava”, avalia Kroling ao Patrulheiro Agro.

Leia Também:  SOJA/CEPEA: Preços registram recordes nominais no Brasil
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA