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Chinesa que fabrica máquinas agrícolas busca parceria em MT

A empresa chinesa Sinomach Heavy Industry, especializada em equipamentos tecnológicos para a cadeia agrícola, está visitando Mato Grosso com o objetivo de impulsionar a produtividade dos agricultores locais.
Com o suporte da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec), a Sinomach realizou importantes reuniões de negócios em Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop entre os dias 22 e 24 de maio, buscando promover suas soluções tecnológicas em troca de commodities agrícolas.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destacou que a visita da Sinomach é um reflexo direto da Missão China realizada em novembro de 2023.
“Estivemos na China com o governador Mauro Mendes e uma comitiva de empresários, onde estabelecemos diálogos com empresas chinesas. Visitamos a fábrica da Sinomach e o governador apresentou as potencialidades de Mato Grosso, abrindo portas para futuros negócios. A Sedec tem se dedicado a promover Mato Grosso no cenário global e a atrair investimentos que fortalecem nossa cadeia econômica”, disse César Miranda.
A agenda da comitiva continua na segunda e terça-feira (27 e 28), em Cuiabá. O grupo visitará empresas, a Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) e a Associação de Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir).
A Sinomach é uma estatal chinesa de destaque mundial, conhecida por sua linha de energia fotovoltaica e fabricação de diversos tipos de máquinas pesadas, abrangendo todos os processos da cadeia agrícola
A comitiva da empresa incluiu o diretor Shuo Wang, o chefe engenheiro Fanhong Kong, o assistente Zhun Zou, o conselheiro do Brasil Daniel Xie e o representante mato-grossense Pedro Jamil.
Durante três dias, o grupo se reuniu com a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), empresários e cooperativas dos municípios visitados, estabelecendo diálogos sólidos e fortalecendo laços com os produtores de Mato Grosso.
O chefe engenheiro da Sinomach, Fanhong Kong, afirmou que as reuniões foram positivas, criando diversas oportunidades de negócios vantajosos para ambos os lados.
“Tivemos muitos resultados positivos com as visitas técnicas. Acredito que Mato Grosso seja o maior produtor do setor agrícola, e nós, da Sinomach, somos o maior fabricante de equipamentos da China. Ambas as partes têm várias oportunidades de cooperação. Queremos exportar nossas máquinas e comprar grãos, proporcionando um cenário de ganha-ganha para todos”, explicou Fanhong Kong.
O secretário de Desenvolvimento Econômico de Lucas do Rio Verde, Wellington Souto, ressaltou a importância do trabalho da Sedec para os municípios, abrindo portas para o desenvolvimento.
“Consideramos que o trabalho da Sedec e do secretário César Miranda é fundamental para o desenvolvimento do estado e da nossa região, especialmente ao direcionar comitivas de investidores para o nosso município. Estamos sempre disponíveis para receber essas empresas”, afirmou Wellington Souto.
Fonte: PowerMix
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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.





