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AÇÚCAR/CEPEA: Apesar do maior volume negociado, média semanal do Indicador recua

Cepea, 28/6/2022 – As negociações envolvendo o açúcar cristal estiveram mais aquecidas no mercado spot de São Paulo ao longo da última semana, contexto que foi favorecido pelo fato de alguns compradores terem adquirido quantidades mais expressivas do adoçante. No período, os preços médios estiveram entre R$ 126,00 e R$ 127,00/saca. No balanço da semana (de 20 a 24 de junho), a média do Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, foi de R$ 126,68/saca de 50 kg, pequena retração de 0,22% em relação à da semana anterior (de R$ 126,96/sc). Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), as cotações do açúcar demerara seguiram em queda, devido à valorização do dólar frente ao Real, que, vale lembrar, estimula as exportações brasileiras, aumentado a oferta no mercado global. Além disso, as desvalorizações do petróleo tipo Brent na maior parte da semana também pressionaram as cotações do demerara, tendo em vista que esse cenário pode levar usinas a intensificarem a participação do açúcar no mix de produção, aumentando a oferta do adoçante e, consequentemente, o volume a ser exportado pelo Brasil. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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