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Saúde

Sorriso: Ônibus adaptado, avaliado em R$1,1 milhão, é entregue para Secretaria de Saúde

A Prefeitura de Sorriso realizou na manhã de 11 de junho, a entrega de um ônibus com capacidade para 44 passageiros, avaliado em R$ 1,1 milhão. O veículo é equipado com dispositivo de poltrona móvel (DPT), para garantir acessibilidade; ar condicionado e banheiro, o que propiciará conforto em viagens mais longas, já que será usado para o serviço de transporte dos pacientes em tratamentos fora do domicilio (TFD), como Cuiabá e demais destinos.

“Nossa população merece ser atendida da melhor forma possível; afinal, quem está doente requer urgência e estamos falando de pacientes que precisam de tratamento fora do Município, passam muitas horas no trânsito e merecem conforto“, destacou o prefeito Ari Lafin no momento da entrega. O prefeito pontuou que a frota da Saúde foi toda renovada. “Fizemos investimentos na ordem de R$ 11 milhões para renovar totalmente a frota da Saúde; carros novos significam segurança no trânsito para quem dirige e para quem necessita de deslocamento em busca de tratamento; é cuidado com a nossa população”, acrescenta.

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O vice-prefeito, Gerson Bucego, reforçou a preocupação da Administração Municipal em garantir segurança e agilidade no transporte de pacientes. “Diariamente são realizadas até quatro viagens para Sinop onde muitos dos nossos pacientes realizam hemodiálise e saber que a clínica está em fase final e desafogará esse gargalo, melhorando a qualidade de vida do nosso paciente é um grande alívio”, destacou.

Já o secretário-adjunto de Saúde e Saneamento, Sílvio Stolfo, agradeceu o apoio da Câmara de Vereadores. “O valor em emendas impositivas que os vereadores tem nos repassado, principalmente para a realização de cirurgias, tem nos permitido atuar e avançar em outras frentes”, disse. Sílvio também agradeceu o vereador Wanderley Paulo, autor da emenda impositiva no valor de R$ 1 milhão que possibilitou a aquisição do ônibus. “Foram R$ 1 milhão de emenda impositiva e mais R$ 100 de recursos próprios, o que nos possibilitou a aquisição de um veículo que atende e supre as necessidades dos nossos pacientes”, completa.

Autor da emenda, o vereador Wanderley Paulo destacou que “o prefeito, vice, secretário, toda a equipe da Saúde sempre nos permitiram trabalhar em conjunto; como vereadores fazemos o elo com a comunidade, recebemos os anseios e repassamos ao Executivo, hoje agradeço a Administração por entender a importância desses pedidos e pela aquisição do ônibus”, disse.

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Segundo Sílvio, o ônibus já está à disposição do setor de transportes e dará início a função para qual foi adquirido: propiciar saúde à população.

Fonte: JKNoticias 

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Saúde

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso em 2025

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso no ano passado, segundo dados do Painel de Monitoramento de Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde. O levantamento registra 7.310 partos de jovens entre 15 e 19 anos e outros 324 de meninas com menos de 14 anos, uma média de aproximadamente 20 nascimentos por dia.

Além de evidenciar uma realidade marcada pela gravidez precoce, os números também chamam atenção para casos que podem estar relacionados ao estupro de vulnerável, especialmente entre as menores de 14 anos, e para os impactos sociais enfrentados por essas adolescentes.

No cotidiano da assistência social, a gravidez na adolescência costuma representar uma ruptura nos projetos de vida. Segundo a psicóloga do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Pedregal, Emanuele Costa, muitas jovens passam a enxergar a maternidade como único caminho possível.

“É como se a vida dela se resumisse à maternidade, e é isso que vai determinar todo o resto da vida dela”, afirma.

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A profissional explica que parte das adolescentes procura atendimento espontaneamente, enquanto outras são encaminhadas pelas unidades de saúde. No Cras, elas recebem acolhimento, orientação e acompanhamento para acesso aos benefícios socioassistenciais.

Entre os principais desafios está a evasão escolar. A gravidez, as limitações impostas pela gestação, o período do puerpério e a dificuldade de conciliar os cuidados com o bebê fazem com que muitas interrompam os estudos.

“Nós analisamos se houve ou não a evasão escolar, para ver a possibilidade de essa jovem voltar para a escola. Isso é uma grande questão na gravidez na adolescência, pois muitas deixam de ir ou têm muita dificuldade para voltar. Elas precisam de uma rede de apoio consolidada para conseguir, neste momento, voltar à escola e não ficarem desamparadas em relação aos cuidados com o filho”, destaca.

De acordo com Emanuele, outro aspecto recorrente é a ausência de planejamento para o futuro. Diferentemente de outros adolescentes, que costumam projetar objetivos como concluir os estudos, ingressar na universidade e conquistar independência financeira, muitas jovens grávidas acabam limitando suas expectativas à maternidade.

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“Muitas vezes, se ouve na adolescência: ‘eu quero estudar, me formar, passar no Enem e depois comprar uma casa’. Com elas, não. É como se agora a vida dela fosse só isso. Eu vou ser mãe e pronto, não tem planejamento para a vida futura”, relata.

A psicóloga também observa que, na maioria dos atendimentos, os pais das crianças estão ausentes. O suporte costuma vir das mães ou avós das adolescentes, que assumem papel fundamental na construção da rede de apoio.

“Pela nossa vivência, o amparo vem desse lado materno da própria mãe trazer a filha, conversar e tentar restabelecer esse vínculo que, muitas vezes, chega fragilizado. Nisso entra o papel da assistência social e do serviço de fortalecimento de vínculos. É para garantir que a rede de apoio seja mantida, porque essa é uma das principais bases para que a jovem consiga ter uma vida menos vulnerável e fique menos exposta a situações de risco”, conclui.

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