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Saúde

Brasil se aproxima de 5.000 mortes por dengue em 2024

O Brasil está prestes a alcançar a marca de 5.000 mortes por dengue neste ano. Até o dia 5 de agosto, o Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde registrou 4.961 óbitos e mais de 6.400.000 casos prováveis de dengue. Esses dados representam aproximadamente 3.000 casos para cada 100 mil habitantes. A faixa etária mais atingida é a de 20 a 29 anos, seguida pelas faixas de 30 a 39, 40 a 49 e 50 a 59 anos. O Estado de São Paulo concentra a maioria dos casos, com mais de 2 milhões de registros, seguido por Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. Além da dengue, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu um alerta sobre o risco de aumento da febre oropouche. A entidade, que faz parte da OMS (Organização Mundial da Saúde) nas Américas, destacou mudanças preocupantes nas características da doença, incluindo a possibilidade de transmissão da mãe para o bebê durante o parto ou a gestação.

O alerta foi emitido após a confirmação de duas mortes no interior de São Paulo. As autoridades estão investigando casos de bebês que nasceram com anencefalia e microcefalia, possivelmente associados à doença. Até o momento, a Organização Mundial da Saúde confirmou mais de 8.000 casos de febre de oropouche em pelo menos cinco países das Américas: Brasil, Bolívia, Cuba, Colômbia e Peru. As autoridades de saúde continuam a monitorar a situação e a investigar novos casos para conter a disseminação dessas doenças.

Fonte: JovemPan
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Saúde

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso em 2025

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso no ano passado, segundo dados do Painel de Monitoramento de Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde. O levantamento registra 7.310 partos de jovens entre 15 e 19 anos e outros 324 de meninas com menos de 14 anos, uma média de aproximadamente 20 nascimentos por dia.

Além de evidenciar uma realidade marcada pela gravidez precoce, os números também chamam atenção para casos que podem estar relacionados ao estupro de vulnerável, especialmente entre as menores de 14 anos, e para os impactos sociais enfrentados por essas adolescentes.

No cotidiano da assistência social, a gravidez na adolescência costuma representar uma ruptura nos projetos de vida. Segundo a psicóloga do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Pedregal, Emanuele Costa, muitas jovens passam a enxergar a maternidade como único caminho possível.

“É como se a vida dela se resumisse à maternidade, e é isso que vai determinar todo o resto da vida dela”, afirma.

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A profissional explica que parte das adolescentes procura atendimento espontaneamente, enquanto outras são encaminhadas pelas unidades de saúde. No Cras, elas recebem acolhimento, orientação e acompanhamento para acesso aos benefícios socioassistenciais.

Entre os principais desafios está a evasão escolar. A gravidez, as limitações impostas pela gestação, o período do puerpério e a dificuldade de conciliar os cuidados com o bebê fazem com que muitas interrompam os estudos.

“Nós analisamos se houve ou não a evasão escolar, para ver a possibilidade de essa jovem voltar para a escola. Isso é uma grande questão na gravidez na adolescência, pois muitas deixam de ir ou têm muita dificuldade para voltar. Elas precisam de uma rede de apoio consolidada para conseguir, neste momento, voltar à escola e não ficarem desamparadas em relação aos cuidados com o filho”, destaca.

De acordo com Emanuele, outro aspecto recorrente é a ausência de planejamento para o futuro. Diferentemente de outros adolescentes, que costumam projetar objetivos como concluir os estudos, ingressar na universidade e conquistar independência financeira, muitas jovens grávidas acabam limitando suas expectativas à maternidade.

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“Muitas vezes, se ouve na adolescência: ‘eu quero estudar, me formar, passar no Enem e depois comprar uma casa’. Com elas, não. É como se agora a vida dela fosse só isso. Eu vou ser mãe e pronto, não tem planejamento para a vida futura”, relata.

A psicóloga também observa que, na maioria dos atendimentos, os pais das crianças estão ausentes. O suporte costuma vir das mães ou avós das adolescentes, que assumem papel fundamental na construção da rede de apoio.

“Pela nossa vivência, o amparo vem desse lado materno da própria mãe trazer a filha, conversar e tentar restabelecer esse vínculo que, muitas vezes, chega fragilizado. Nisso entra o papel da assistência social e do serviço de fortalecimento de vínculos. É para garantir que a rede de apoio seja mantida, porque essa é uma das principais bases para que a jovem consiga ter uma vida menos vulnerável e fique menos exposta a situações de risco”, conclui.

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