Saúde
Brasil se aproxima de 5.000 mortes por dengue em 2024

O Brasil está prestes a alcançar a marca de 5.000 mortes por dengue neste ano. Até o dia 5 de agosto, o Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde registrou 4.961 óbitos e mais de 6.400.000 casos prováveis de dengue. Esses dados representam aproximadamente 3.000 casos para cada 100 mil habitantes. A faixa etária mais atingida é a de 20 a 29 anos, seguida pelas faixas de 30 a 39, 40 a 49 e 50 a 59 anos. O Estado de São Paulo concentra a maioria dos casos, com mais de 2 milhões de registros, seguido por Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. Além da dengue, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu um alerta sobre o risco de aumento da febre oropouche. A entidade, que faz parte da OMS (Organização Mundial da Saúde) nas Américas, destacou mudanças preocupantes nas características da doença, incluindo a possibilidade de transmissão da mãe para o bebê durante o parto ou a gestação.
O alerta foi emitido após a confirmação de duas mortes no interior de São Paulo. As autoridades estão investigando casos de bebês que nasceram com anencefalia e microcefalia, possivelmente associados à doença. Até o momento, a Organização Mundial da Saúde confirmou mais de 8.000 casos de febre de oropouche em pelo menos cinco países das Américas: Brasil, Bolívia, Cuba, Colômbia e Peru. As autoridades de saúde continuam a monitorar a situação e a investigar novos casos para conter a disseminação dessas doenças.
Saúde
MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.
Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.
A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.
“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.
O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.
Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.
O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.
Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.
As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.
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