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Mato Grosso

Bolsonaristas estão dividos em MT, mas presidente Valdemar pede PL ‘unido’ para 2026

O racha promovido na direita em Mato Grosso, mais especificamente no PL, em virtude do pré-candidato da sigla ao Governo do Estado, Wellington Fagundes (PL), ter comprado briga com várias lideranças conversadores ao insistir na aliança com o MDB, visando abrir espaço para a disputa do Senado Federal pela nora, Janaína Riva (MDB), segue rendendo nos bastidores políticos.

Na última semana, o presidente estadual do PL, Ananias Filho, esteve em Brasília para reunião com o dirigente nacional, Valdemar Costa Neto, em busca de reforço político à pré-candidatura de Fagundes. O objetivo era uma sinalização clara de apoio da Executiva Nacional ao projeto. Durante o encontro, Costa Neto destacou a importância da unidade e pediu coesão entre os filiados da sigla no estado.

“Não tenho dúvidas disso, Ananias. Você é um campeão, trabalha bem. Vamos juntar nosso pessoal, unidos”, afirmou Valdemar, em vídeo divulgado nas redes sociais, onde deixou transparecer sua preocupação com os conflitos internos da legenda. Os prefeitos de Cuiabá e Rondonópolis, Abílio Brunini e Cláudio Ferreira, respectivamente, ambos do PL, foram até Brasília e confirmaram pessoalmente a Costa Neto que não subirão em palanque que tiver o MDB.

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Visivelmente irritado, Wellington deu entrevista e chamou a postura de ‘hipócrita’, citando que o PL precisa do MDB, por exemplo, para aprovar a anistia, no Congresso Nacional. Dias depois, contudo, o discurso do veterano sofreu um duro golpe com o líder do MDB na Câmara Federal votando e discursando contra a urgência do projeto que pode dar novo rumo à polêmica dos manifestantes de direita, alvos de pesadas penas sentenciadas pelo Supremo Tribunal Federal.

“Tivemos uma reunião em Brasília, uma conversa franca e tranquila. O PL de Mato Grosso vai ser exemplo novamente para o Brasil. Vamos fazer uma bancada forte. O PL vai vir unido, com campanhas bonitas e fortes. A direita é nossa, o PL é a casa da direita”, declarou Ananias, que tem ligação pessoal histórica com Fagundes e que tenta apaziguar os ânimos.

Toda a situação acabou por enfraquecer o projeto de Wellington e até o de Janaína, já que Abílio e Cláudio tiveram de relembrar o motivo de serem contra a união e assim enfatizaram as condenações de José Riva, pai e articular da emedebista, que é conhecido por liderar os maiores esquemas de corrupção conhecidos na história de Mato Grosso. Desde então, os dois prefeitos estão cada dia mais próximos do atual vice e pré-candidato a novo chefe do Palácio Paiaguás, Otaviano Pivetta (REPUBLICANOS).

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Se no Governo do Estado ainda bate cabeça, ao que tudo indica pelo menos em relação ao Senado Federal o PL já tem fechada e coesa a questão em torno do atual deputado federal, José Medeiros (PL), como o nome que disputará a vaga pela legenda bolsonarista. O Senado Federal, que terá duas vagas em disputa no ano de 2026, é prioridade do ex-presidente, Jair Bolsonaro, que quer reforçar sua influência no parlamento, único poder capaz de fazer frente ao STF.

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Mato Grosso

Governo rescinde contratos e multa empresas em R$ 7,2 milhões por falhas na MT-170

Além das multas, empresas poderão ter de devolver aos cofres públicos os valores gastos para recuperar os trechos danificados

O Governo de Mato Grosso decidiu romper os contratos dos dois consórcios responsáveis pela pavimentação dos primeiros 90 quilômetros da MT-170, entre Castanheira e Colniza, após problemas registrados no asfalto pouco tempo depois da conclusão dos serviços.

As empresas também receberam multas que, somadas, ultrapassam R$ 7,2 milhões. Além das penalidades, os consórcios ficarão impedidos de celebrar novos contratos com o Governo do Estado pelo período de dois anos.

As decisões foram assinadas pelo secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira e Silva, na sexta-feira (7), e publicadas no Diário Oficial desta segunda-feira (10).

O Estado também determinou que os consórcios sejam responsabilizados pelos custos necessários para reparar os danos identificados na rodovia. O ressarcimento poderá incluir despesas que ainda serão calculadas conforme os serviços de recuperação.

A maior penalidade foi aplicada ao Consórcio Sanches Tripoloni-Trafecon-MT Sul, responsável por um trecho de 50,7 quilômetros, correspondente ao Lote 1.

Nesse caso, a Sinfra estabeleceu multa moratória de aproximadamente R$ 565,6 mil e outra, de caráter compensatório, no valor de R$ 3,51 milhões. As duas penalidades totalizam cerca de R$ 4,07 milhões.

O consórcio também deverá ressarcir integralmente os prejuízos que tenham relação com os defeitos encontrados na obra.

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No segundo lote, com 39,3 quilômetros, a responsabilidade era do Consórcio Construtor Agrimex. A empresa recebeu multa moratória de R$ 522 mil e multa compensatória de R$ 2,63 milhões, chegando a aproximadamente R$ 3,15 milhões.

Para esse contrato, a secretaria estabeleceu que o ressarcimento deverá considerar, entre outros itens, os gastos com recuperação do pavimento, contratação de outras empresas, correção de passivos ambientais e demais despesas que sejam comprovadamente decorrentes dos problemas encontrados.

A decisão ocorre após o pavimento apresentar sinais de deterioração em um período considerado curto depois da execução. Em alguns pontos, o material chegou a se desfazer, levando o Estado a cobrar providências das empresas responsáveis.

No Lote 1, segundo informações reunidas durante o processo administrativo, a Sinfra notificou as contratadas diversas vezes. Foram quatro notificações registradas em 2023, outras 16 em 2024 e mais seis em 2025.

A situação também foi acompanhada pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), que realizou inspeções na rodovia para verificar as condições do pavimento.

Entre os problemas analisados esteve a espessura da camada asfáltica. Estudos anteriores consideravam uma camada de 7,5 centímetros de CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente), enquanto a solução executada utilizou cinco centímetros, uma diferença de aproximadamente 33%.

A Sinfra, entretanto, afirma que a alteração não pode ser apontada isoladamente como causa dos defeitos. Segundo a secretaria, a mudança foi autorizada em uma Mesa Técnica realizada em 2022, com participação do próprio Tribunal de Contas.

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Na avaliação do Estado, os problemas encontrados estão associados a falhas nos projetos e na execução dos serviços contratados.

Antes mesmo da rescisão, o Governo já havia informado que buscaria responsabilizar as empresas pelos custos necessários para recuperar a rodovia.

A administração estadual também acionou mecanismos de seguro-garantia relacionados aos contratos, numa tentativa de reduzir o impacto financeiro da recuperação do trecho para os cofres públicos.

Os contratos agora encerrados foram firmados em 2014, quando a estrada ainda fazia parte da antiga BR-174. Na época, os acordos incluíam tanto a elaboração dos projetos básico e executivo quanto a execução das obras de pavimentação.

Posteriormente, o trecho passou para a responsabilidade estadual e recebeu a denominação de MT-170.

A rodovia é considerada estratégica para o deslocamento e o escoamento da produção da região Noroeste de Mato Grosso, especialmente no corredor entre Castanheira e Colniza.

Com a publicação das decisões, os contratos referentes aos primeiros 90 quilômetros do trecho estão oficialmente rescindidos. Além das multas já aplicadas, o Estado ainda poderá cobrar dos consórcios os valores necessários para recuperar os pontos da rodovia afetados pela deterioração do pavimento.

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