Política Nacional
Câmara cria ‘Dia do Patriota’ na data da facada em Bolsonaro, símbolo de força do bolsonarismo

A Câmara de Cuiabá aprovou por 15 votos favoráveis, na semana passada, o projeto de lei que cria o Dia Municipal do Patriota, a ser celebrado todos os anos em 6 de setembro. De autoria do vereador policial federal Rafael Ranalli(PL), o texto foi encaminhado ao Executivo para sanção e inclui a data no calendário oficial de eventos do município.
Pela proposta, a nova comemoração tem como objetivos valorizar princípios patrióticos, estimular o civismo, o amor à pátria e o respeito à tradição, à família e à ordem, além de incentivar atividades culturais, educacionais e cívicas voltadas à cidadania e aos chamados valores morais. Na justificativa, Ranalli afirma que a iniciativa busca reforçar o sentimento de pertencimento, a responsabilidade coletiva e a participação social.
A escolha do 6 de setembro, porém, tem forte peso político. A data antecede o feriado da Independência e é a mesma em que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, então candidato ao Palácio do Planalto, levou uma facada durante ato de campanha em Juiz de Fora, em 2018. Para a direita, o episódio virou símbolo de força, reação e enfrentamento ao que apoiadores do ex-presidente tratam como discurso de ódio da esquerda.
Ao criar o Dia do Patriota exatamente nessa data, Ranalli não só coloca uma nova comemoração no calendário de Cuiabá, mas também carimba um dos episódios mais marcantes do bolsonarismo. O gesto reforça a ligação do vereador com a base bolsonarista e fortalece sua imagem como um dos nomes mais alinhados a esse grupo em Mato Grosso.
O atentado de 2018 teve como autor Adélio Bispo de Oliveira, preso em flagrante após atacar Bolsonaro. Ele foi filiado ao PSOL entre 2007 e 2014.
Durante a votação, o bolsonarista comemorou a aprovação dizendo que “o dia do Bolsonaro passou”, em áudio captado pela transmissão.
Nacional
Pesquisa BTG/Nexus mostra empate de Lula com Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado no 2º turno

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (3) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa pela Presidência da República, tanto no primeiro quanto no segundo turno das eleições de 2026. Apesar da vantagem numérica, os cenários apresentados pelo levantamento configuram empate técnico dentro da margem de erro.
Este é o primeiro levantamento realizado após as convenções partidárias que oficializaram as candidaturas dos principais concorrentes à Presidência.
No cenário de primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 37%. Em relação à pesquisa anterior, divulgada em 27 de julho, o presidente perdeu um ponto percentual, enquanto o parlamentar ganhou quatro pontos.
Com isso, a diferença entre os dois caiu de nove para quatro pontos percentuais, menor distância registrada entre ambos desde abril na série histórica do instituto. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado configura empate técnico.
Nos cenários simulados de segundo turno, Lula também aparece numericamente à frente, mas dentro da margem de erro em duas disputas. Contra Flávio Bolsonaro, o petista soma 46% das intenções de voto, enquanto o adversário alcança 45%. No levantamento anterior, o placar era de 47% a 43%.
Já em uma eventual disputa com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula registra 46%, contra 42% do adversário. Na pesquisa anterior, os dois apareciam com 45% e 43%, respectivamente.
O presidente mantém vantagem mais confortável sobre o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 46% contra 40%. No levantamento anterior, o cenário era de 46% para Lula e 42% para Zema.
Em uma disputa contra Renan Santos, líder do Movimento Brasil Livre (MBL) e candidato pelo partido Missão, Lula aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o adversário registra 37%. Na pesquisa anterior, o cenário era de 47% a 39%.
O levantamento também mostra empate entre Lula e Flávio Bolsonaro no índice de rejeição. Ambos aparecem com 49%. Em comparação com a pesquisa anterior, a rejeição ao presidente aumentou um ponto percentual, enquanto a do senador recuou na mesma proporção.
Os demais candidatos registraram os seguintes índices de rejeição:
Ronaldo Caiado (PSD): 29%;
Romeu Zema (Novo): 31%;
Renan Santos (Missão): 28%.
A pesquisa também mediu a avaliação do governo federal. Segundo o levantamento, 47% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula, enquanto 48% desaprovam o governo, resultado que também configura empate técnico dentro da margem de erro.
Na avaliação qualitativa da administração federal, 37% classificam o governo como “ótimo ou bom”, 43% consideram a gestão “ruim ou péssima” e 18% a avaliam como “regular”.
O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre os dias 31 de julho e 2 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa BTG Pactual/Nexus está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02874/2026.
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