Polícia
TJ nega liberdade a pecuarista que matou esposa com 14 tiros

Fonte: RD News
Em 26 de julho de 2020 a jovem Micaelen Santos Lima foi assassinada a tiros, na casa onde morava na zona rural de Aripuanã (935km de Cuiabá). Foram vários disparos de arma de fogo, sendo identificadas sete perfurações na região do rosto e da cabeça, uma no tórax, três na barriga, duas no braço direito e uma na mão esquerda. O principal suspeito de ter cometido o crime é o marido dela, o pecuarista José Renato Pires de Freitas, com quem Micaelen tinha um filho – de dois anos à época – e com quem vivia em constante atrito. A prisão preventiva dele, por ter supostamente cometido o crime de feminicídio, foi decretada em 30 de julho de 2020.
Apesar de estar foragido há mais de nove meses, deixando a criança aos cuidados da filha mais velha, José Renato entrou com habeas corpus pedindo a substituição da prisão por medidas mais brandas. O recurso foi analisado em 7 de maio e o pedido foi negado pelos desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, sob relatoria do desembargador Rui Ramos Ribeiro.
Para o magistrado, resta justificada a manutenção da prisão cautelar como forma de se resguardar a ordem pública e a aplicação da lei penal, tendo em vista ter o paciente supostamente matado sua esposa com vários disparos de arma de fogo, o que, à princípio, demonstra uma intensa crueldade na prática do crime. O desembargador salientou ainda o fato de o pecuarista estar em lugar incerto e não sabido há vários meses.
“Estando suficientemente fundamentada a necessidade de se manter a prisão, não há que se falar em violação à garantia constitucional da presunção de inocência. Os bons predicados pessoais, por si só, não garantem a pretendida liberdade. Uma vez demonstrada a necessidade de resguardar-se a ordem pública, torna-se incabível a substituição da segregação por medidas cautelares previstas no art. 319 do Código Processual Penal, por se mostrarem inadequadas e insuficientes”, observou o desembargador Rui Ramos Ribeiro.
Quebre o Ciclo
Na época do crime, a família da vítima revelou que Micaelen era constantemente agredida pelo marido, inclusive ameaçada de morte, sempre tendo como pano de fundo o ciúmes por parte do companheiro. Infelizmente, a jovem foi mais uma vítima que entrou para as estatísticas de feminicídios registrados em Mato Grosso em 2020.
“No Estado, o número de feminicídios registrados de janeiro a novembro de 2020 aumentou 42% no comparativo ao mesmo período no ano anterior. Ao todo, 54 vítimas foram assassinadas em razão do gênero, ou seja, foram mortas pelo fato de ser mulher. Em 2019, haviam sido computados, nesse mesmo período, 38 feminicídios”
No Estado, o número de feminicídios registrados de janeiro a novembro de 2020 aumentou 42% no comparativo ao mesmo período no ano anterior. Ao todo, 54 vítimas foram assassinadas em razão do gênero, ou seja, foram mortas pelo fato de ser mulher. Em 2019, haviam sido computados, nesse mesmo período, 38 feminicídios.
Além disso, segundo balanço divulgado no início do ano pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), outros 36 homicídios dolosos (quando há intenção de matar) envolvendo mulheres foram registrados em 2020 (janeiro a novembro). No ano anterior, houve 43 casos registrados (-16%). Somados os feminicídios e homicídios dolosos, cujas vítimas foram mulheres de todas as idades, houve um aumento de 11% no número de casos no comparativo de 2020 com 2019.
Os municípios que registraram maior número de ocorrências de feminicídios e homicídios dolosos praticados contra mulheres, nesse período, foram Cuiabá (6), com três casos de cada crime; Rondonópolis (6), com três casos cada; Peixoto de Azevedo (4), com três feminicídios e um homicídio doloso; Pontes e Lacerda (4), com três feminicídios e um homicídio doloso; Aripuanã (3), sendo um feminicídio; Alta Floresta (3), com dois feminicídios; Lucas do Rio Verde (3), com um feminicídio; Querência (3), sendo dois feminicídios; e Sorriso (3), com alarmantes três feminicídios.
Para impedir que esses números cresçam ainda mais em 2021, é necessário que a mulher denuncie as agressões sofridas.
Campanha
O fortalecimento de ações no combate à violência contra a mulher é uma das seis diretrizes que norteiam os trabalhos da atual gestão do Poder Judiciário de Mato Grosso (biênio 2021/2022), presidida pela desembargadora Maria Helen Póvoas. Para isso, a instituição lançou, em março deste ano, a campanha ‘A vida recomeça quando a violência termina: quebre o ciclo’.
“A campanha Quebre o Ciclo nasceu durante uma conversa com minha equipe. A ideia era produzir uma campanha de utilidade pública, que pudesse causar impacto nos mais variados públicos: vítimas, agressores, policiais, magistrados, vizinhos, família, sociedade. Mas o movimento do Quebre o Ciclo é muito mais que uma campanha publicitária. Trata-se de uma série de medidas adotadas pela Presidência do Tribunal de Justiça, que vão desde disseminar orientações por meio da imprensa, até formar parcerias com os poderes Executivo e Legislativo para fortalecer, nos municípios, a rede de proteção à mulher vítima de violência doméstica”, explicou a desembargadora na ocasião.
Fonte: RD News
Polícia
Homem é morto e mulher fica ferida após ataque a tiros em Nova Mutum
Casal chegava em casa quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta; mais de 15 disparos teriam sido efetuados
Um homem morreu e uma mulher ficou ferida após um ataque a tiros ocorrido na madrugada deste domingo (27), no bairro Jardim Ágata, em Nova Mutum.
Segundo as informações apuradas inicialmente, o crime aconteceu por volta de 0h10, na região da Rua das Canelas com a Rua D. As vítimas chegavam em casa em uma caminhonete Chevrolet S10 branca quando foram surpreendidas por dois homens que estavam em uma motocicleta.
Os suspeitos se aproximaram do veículo e efetuaram mais de 15 disparos contra o casal. Após o ataque, os dois fugiram e, até a última atualização do caso, ainda não haviam sido localizados.
O homem foi atingido diversas vezes e morreu ainda no local. A mulher também foi baleada e recebeu atendimento de uma equipe do Corpo de Bombeiros antes de ser encaminhada ao Hospital Regional Hilda Strenger Ribeiro. Até o momento, não há informação oficial sobre o estado de saúde dela.
A Polícia Militar realizou o isolamento da área para os trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
Durante os procedimentos no local, os policiais encontraram uma porção de substância entorpecente na porta do motorista da caminhonete. O tipo e a quantidade do material não foram informados. A presença da substância, por enquanto, não permite estabelecer qualquer relação com a motivação do crime, que segue sob investigação.
As identidades do homem que morreu e da mulher ferida ainda não haviam sido oficialmente divulgadas até a publicação das primeiras informações.
A Polícia Civil deve investigar as circunstâncias do homicídio, a motivação do ataque e trabalhar na identificação dos dois suspeitos que estavam na motocicleta.
O caso provocou movimentação das forças de segurança durante a madrugada e será acompanhado pelas autoridades ao longo das próximas horas.
A reportagem poderá ser atualizada assim que novas informações oficiais forem divulgadas pelas forças de segurança.
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