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Mato Grosso registra 12 feminicídios no primeiro trimestre

Dos 207 homicídios registrados em Mato Grosso no primeiro trimestre deste ano, 24 envolvem vítimas femininas, e 12 foram identificados como feminicídios. O levantamento foi feito pela Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (CEAC) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), com base nos dados lançados no Sistema de Registro de Ocorrências Policiais (SROP) e informações fornecidas pelas Diretorias Metropolitana e de Interior da Polícia Judiciária Civil (PJC-MT).

Os números foram apresentados à Câmara Temática de Defesa da Mulher da Sesp, em reunião realizada nesta terça-feira (14.05). Os casos tipificados como feminicídios correspondem a 50% das mortes de mulheres no estado, registradas entre janeiro e março de 2019. Vale ressaltar que este é um levantamento prévio, que ainda pode sofrer alteração, em função do andamento das investigações. Isso porque em alguns casos o feminicídio é uma circunstância que surge no decorrer do inquérito.

A Região Integrada de Segurança Pública (Risp) de Cuiabá não registrou feminicídio. Os casos estão distribuídos pelas Risp’s de Várzea Grande (3), Sinop (1), Rondonópolis (2), Tangará da Serra (1), Primavera do Leste (2), Pontes e Lacerda (1), Água Boa (1) e Nova Mutum (1).

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A CEAC da Sesp-MT também fez o levantamento das principais ocorrências envolvendo vítimas femininas de 18 a 59 anos no período de janeiro a abril de 2019. Em Mato Grosso, o crime de ameaça continua sendo o de maior incidência, com 6.781 casos, mas apresentou redução de 2% em relação ao mesmo período de 2018, quando houve 6.936 ocorrências. Lesão corporal aumentou de 3.255 para 3.263, e o estupro apresentou redução de 146 para 122 casos.

Ciclo de violência

Nesta faixa etária e neste período, foram registrados 22 homicídios em Mato Grosso, mesmo número constatado em 2018. Já o assédio sexual teve aumento de 40% nos registros, já que no primeiro quadrimestre de 2019 foram 70 casos, contra 50 no ano passado.

Segundo a coordenadora da Câmara Temática de Defesa da Mulher da Sesp-MT, Jozirlethe Criveletto, a compreensão a respeito do início do ciclo de violência é essencial para evitar mortes. “Temos visto, principalmente no interior do nosso estado, mulheres que são vítimas de feminicídios, a maioria praticados dentro de casa. Este é o último grau do ciclo de violência, e é preciso combater desde o início, quando começam as ameaças, as injúrias, o relacionamento abusivo e, nesse sentido, é necessária a reeducação de toda a sociedade”, frisou.

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Canais de ajuda

As mulheres que precisam de auxílio podem recorrer ao Disque 180, e às Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher ou qualquer delegacia do município que reside. Em Cuiabá, a DEDM está localizada na Rua Joaquim Murtinho, nº 789, Centro Sul. Há ainda o Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) da Defensoria Pública de Mato Grosso, que atende pelo telefone (65) 3613-8204, e no Edifício Top Tower Center, na Capital, e o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso: (65) 3613-9934.

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Jovem chega morta à UPA com traumatismo craniano; marido relata queda da cama

Daniele dos Reis Silva chegou sem vida à UPA de Rondonópolis, e a Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte; casal tinha uma filha de seis meses

A morte de Daniele dos Reis Silva, de 22 anos, está sendo investigada pela Polícia Civil de Mato Grosso após a jovem dar entrada sem vida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Rondonópolis, na segunda-feira (29), com um grave traumatismo craniano. Segundo o marido, ela sofreu uma queda da cama dentro da residência onde morava, no Redisencial Altamirando 2.

Conforme o relato apresentado à polícia, Daniele foi socorrida pelo companheiro e por um vizinho. O marido afirmou que chegou a acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas, diante da demora no atendimento, decidiu levá-la de carro até a UPA.

Ao chegar à unidade de saúde, a equipe médica constatou que a jovem já estava sem sinais vitais. A gravidade do traumatismo craniano e as dúvidas sobre a dinâmica do caso levaram ao acionamento da Polícia Militar.

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A ocorrência passou a ser investigada pela Delegacia de Homicídios, com apoio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que realizou os primeiros levantamentos na residência onde a suposta queda aconteceu. O marido acompanhou os trabalhos periciais e apresentou sua versão dos fatos.

O Conselho Tutelar também foi acionado porque Daniele deixou uma filha de apenas seis meses. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou a causa da morte nem confirmou a dinâmica do ocorrido.

O caso segue sob investigação e aguarda os laudos periciais.

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