Animais
Jacaré ‘Celso’ é agredido por visitantes no Parque das Águas

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o jacaré Celso, famoso mascote do Parque das Águas, em Cuiabá, sendo agredido por três homens visitantes do local.
No vídeo, registrado por uma testemunha nesse sábado (25), é possível ver um dos homens usando um pedaço de madeira e batendo diversas na cauda do jacaré, como se tentasse empurrar o animal para dentro do lago.
Apesar de estar recendo os golpes dos envolvidos, o jacaré não reage com agressividade e permanece imóvel. Ainda nas imagens, os homens são vistos rindo da situação e, em seguida, se afastando do animal.
Até o momento, não há informações sobre as identidades dos agressores.
Por nota, a Prefeitura de Cuiabá afirmou ao Primeira Página que não tem intenção de retirar o animal do local e que para segurança das pessoas, a orientação é evitar a aproximação.
“O animal está há tempos no Parque das Águas e nunca foi registrado ataque as pessoas. Por questão de segurança, o animal não deve ser incomodado”, diz trecho da nota.
Jacaré símbolo do parque
Símbolo do parque cuiabano, Celso já protagonizou diversas aparições no local. A mais recente foi no início deste mês, durante um período de baixas temperaturas na capital mato-grossense.
Na época, Celso foi filmado imóvel na pista de caminhada ao lado de um grupo de capivaras todos fora do lago, aparentemente evitando a água gelada.
No vídeo, o jacaré aparece abaixo de um feixe de luz do poste de iluminação do local, e permanece imóvel mesmo com a passagem de pessoas correndo e caminhando ao lado dele.
Ao lado de Celso, um grupo com mais de 10 capivaras também ficam paradas no gramado ao lado da pista, observando as possíveis movimentações do réptil. Algumas capivaras até parecem tentar atravessar a pista, mas acabam intimidadas pelo animal.
Em outubro do ano passado, o jacaré Celso chamou atenção ao ficar atravessado e imóvel na pista de caminhada do Parque das Águas. Diante da situação, visitantes tentaram retirar o animal da faixa de pedestres puxando-o pelo rabo. O animal não reagiu e ninguém ficou ferido.
Entretanto, após esse episódio, o poder público decidiu adotar medidas relacionadas à criação de um protocolo de segurança no local. Segundo o diretor-geral da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) Felipe Wellaton, uma das medidas adotadas seria a instalação de placas de sinalização.
Animais
Ministério Público conclui que Cão Orelha não morreu por agressões de adolescentes e pede o arquivamento

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) anunciou, nesta terça-feira (12/5), que as evidências periciais refutam a possibilidade de que os adolescentes em investigação tenham agredido o cão comunitário Orelha, que foi encontrado ferido na Praia Brava, no norte de Florianópolis (SC).
Após revisar quase 2 mil arquivos, o MPSC concluiu que a morte do animal está relacionada a uma condição pré-existente e grave, e não a qualquer agressão por parte de humanos.
Com base nas investigações, a procuradoria solicitou na última sexta-feira (8/5) o arquivamento do caso referente à morte de Orelha.
Conforme o MP, relatórios policiais indicavam que o jovem suspeito e o animal haviam estado juntos na praia por aproximadamente 40 minutos, mas a perícia revelou um descompasso de cerca de 30 minutos entre os horários registrados pelas câmeras de um condomínio e pelo sistema de monitoramento público, conhecido como Bem-Te-Vi.
As imagens evidenciam que, enquanto o adolescente estava nas proximidades do deck da praia, Orelha se encontrava a cerca de 600 metros de distância.
“O estudo revelou que nos momentos em que o adolescente esteve na área do deck, o cão estava situado a aproximadamente 600 metros. Portanto, a suposição de que ambos compartilharam o mesmo espaço por cerca de 40 minutos não é válida”, ressaltou o MPSC.
Adicionalmente, as análises periciais mostraram que o cão mantinha plena mobilidade e um padrão normal de locomoção quase uma hora após o momento em que se acredita que a suposta agressão teria ocorrido, o que afasta a hipótese de que ele teria retornado da praia já debilitado por agressões.
Saúde do cão Orelha
Os laudos veterinários anexados ao processo excluíram a possibilidade de traumatismo recente passível de maus-tratos. Segundo o perito que realizou a exumação, todos os ossos do animal foram analisados e não foram encontradas fraturas ou lesões relacionadas à ação humana.
Os exames revelaram sinais de osteomielite na região do maxilar esquerdo — uma infecção óssea crônica e grave, possivelmente associada a doenças periodontais avançadas.
Imagens do crânio anexadas ao processo mostram uma lesão profunda e antiga, com perda de pelos, descamação e inflamação, compatíveis com uma infecção de longo prazo. A localização da ferida, abaixo do olho esquerdo, corresponde ao edema observado pelo veterinário que atendeu o animal.
O MPSC também destacou que a fotografia obtida durante o atendimento veterinário mostrava apenas inchaço no olho esquerdo do cão, sem outros sinais evidentes de violência.
De acordo com as Promotorias de Justiça, o conjunto de provas demonstra que Orelha faleceu devido a um quadro clínico grave que levou à eutanásia.
O órgão ainda mencionou a morte da cadela Pretinha, companheira de Orelha, ocorrida poucos dias depois, em decorrência da doença do carrapato, ressaltando a situação de vulnerabilidade sanitária dos animais.
Conclusão
Além do arquivamento do caso, o Ministério Público solicitou que cópias do processo fossem enviadas à Corregedoria da Polícia Civil de Santa Catarina para investigar possíveis irregularidades na apuração.
O órgão também pleiteou a investigação sobre eventuais vazamentos de informações sigilosas relacionadas ao adolescente investigado e anunciou a abertura de uma apuração específica sobre a possível monetização de conteúdos falsos relacionados ao caso nas redes sociais, com o suporte do CyberGAECO.
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