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Conflito no Oriente Médio pode impactar exportações e logística do agro brasileiro

O avanço do conflito no Oriente Médio tem gerado preocupação sobre os possíveis impactos na economia mundial nos próximos meses. A instabilidade em rotas logísticas estratégicas e nos mercados de energia pode afetar rapidamente as cadeias globais de produção e comércio, com reflexos também para o agronegócio brasileiro.

Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 12,4 bilhões em produtos agrícolas para países do Oriente Médio, região que representou 7,4% das exportações nacionais. O principal destino foi o Irã, responsável por 23,6% do total, com compras que somaram US$ 2,9 bilhões, seguido pela Arábia Saudita (23,3%) e pelos Emirados Árabes Unidos (20,4%).

Entre os principais produtos exportados estão carne de frango, milho, açúcar, carne bovina e soja. O destaque é a carne de frango: cerca de 29% das exportações brasileiras do produto tiveram como destino o Oriente Médio, o equivalente a 1,5 milhão de toneladas. O Brasil é atualmente o maior produtor e exportador mundial de carne halal, atendendo aos padrões exigidos pelos países islâmicos.

O Irã também foi o maior comprador de milho brasileiro em 2025, com 9 milhões de toneladas, volume bem acima da média de cerca de 5 milhões registrada na última década. Caso o conflito comprometa o fluxo comercial na região, o mercado de milho pode ser um dos mais afetados. Já produtos como soja e açúcar têm menor exposição, representando apenas 1,3% e 1,5% das exportações totais desses itens, respectivamente.

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Outro ponto de atenção envolve a logística internacional. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural do mundo, e o Bab el-Mandeb, rota de acesso ao Canal de Suez, são considerados gargalos estratégicos para o comércio global. Qualquer instabilidade nesses pontos pode provocar atrasos, aumento de custos e mudanças nas rotas de transporte.

Com o aumento da percepção de risco, também há tendência de elevação nos prêmios de seguro marítimo e nos custos logísticos, o que pode impactar diretamente as exportações. Esse cenário pode reduzir a competitividade do agro brasileiro, especialmente em um momento em que produtores já enfrentam custos elevados e restrições de financiamento.

Apesar disso, especialistas destacam que o agronegócio brasileiro tem histórico de adaptação e diversificação de mercados. Ainda assim, a evolução do conflito e possíveis impactos nas rotas comerciais e no fluxo global de energia serão fatores determinantes para o desempenho do setor nos próximos meses.

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Alerta

Ex-combatente volta da Ucrânia sem avisar e surpreende esposa no interior de MT

O Mato-grossense Manrique Martins, conhecido como Comodoro, chamou atenção nas redes sociais ao publicar um vídeo mostrando o retorno da Ucrânia para o Brasil. No leste europeu, Manrique serviu na Legião Internacional. Na chegada, ele surpreendeu a esposa e viralizou na internet.

Nas imagens, Manrique aparece usando roupa militar enquanto caminha por uma rua de Comodoro (a 625 Km de Cuiabá). A publicação registra o momento do retorno e a surpresa preparada para a companheira, sem que ela soubesse que ele havia voltado.

Com um buquê de flores nas mãos, Manrique entrou na unidade de saúde onde a esposa trabalha. No local, ele conversou com uma enfermeira, que o conduziu até uma sala e ajudou a preparar a surpresa.

Manrique ficou à espera da companheira até o momento em que ela entrou no ambiente. Ao perceber que o marido havia retornado, a mulher demonstrou surpresa e felicidade. Os dois se abraçaram por um longo período e caíram no choro, em uma cena marcada pela emoção do reencontro.

O vídeo foi publicado nas redes sociais e rapidamente gerou repercussão. Na gravação, o ex-combatente aparece de forma descontraída durante o retorno, enquanto a publicação faz referência à chegada inesperada para a mulher.

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A postagem ocorre após Manrique compartilhar outro vídeo em que faz um alerta a brasileiros que pensam em viajar para a Ucrânia ou para a Rússia para participar da guerra.

ALERTA

No relato, Manrique afirma que serviu na Legião Internacional e pede que jovens desistam da ideia de participar do conflito. Segundo ele, recrutadores fariam promessas de altos pagamentos para convencer estrangeiros a viajar para a região. “Por favor, não vá”, diz o brasileiro no vídeo.

Ele afirma ainda que os valores prometidos vão até R$ 50 mil por mês ou US$ 10 mil, mas as ofertas não corresponderiam à realidade.

Manrique também relata que alguns jovens seriam atraídos pela adrenalina e pela ideia de vivenciar uma guerra. Ele cita a influência de jogos eletrônicos de tiro como um dos possíveis fatores para esse interesse. (HNT)

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