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Mato Grosso

Projeto de Beto que dá nome ao Parque Novo Mato Grosso é aprovado

A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso aprovou, em segunda votação, o projeto de lei de autoria do deputado estadual Beto Dois a Um que denomina oficialmente como “Parque Novo Mato Grosso” o espaço público multieventos localizado no km 10 da MT-251, Rodovia Emanuel Pinheiro – Estrada de Chapada. Com a aprovação em plenário, o texto agora segue para sanção do governador Mauro Mendes, última etapa para que a proposta seja transformada em lei.

A obra do Governo do Estado está fase avançada e a escolha do nome tem como objetivo fortalecer a identidade do local e promover o desenvolvimento sustentável da região, valorizando a preservação ambiental e incentivando o turismo. Segundo o deputado, “o Parque Novo Mato Grosso representa um novo tempo para o estado, em que o avanço tecnológico, a inovação e o cuidado com os recursos naturais caminham juntos”. A iniciativa pretende transformar o espaço em um ícone do estado, capaz de atrair visitantes e fomentar a economia.

Localizado a cerca de 11 quilômetros da Trincheira Engenheiro Roberto Flávio Abbott de Castro Pinto, entre a Rodovia Helder Cândia (MT-010), que liga Cuiabá ao Distrito de Nossa Senhora da Guia, e a própria Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), o parque tem uma área total de 300 hectares. O terreno foi doado pelo Grupo Bom Futuro, após chamamento público realizado pelo Governo de Mato Grosso.

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Com estrutura projetada para ser uma das mais completas do país, o Parque Novo Mato Grosso contará com autódromo, estacionamento para mais de 12 mil veículos, espaço para shows e eventos com capacidade para até 100 mil pessoas, kartódromo, lago com 100 hectares para práticas esportivas, museu do agro, pista de motocross, pista de caminhada de 5 km, pista de skate, pista de ciclismo, pista de bicicross, parque da família e pista para arrancadão. A dimensão e diversidade das instalações reforçam o potencial do espaço como um polo de lazer, esporte, cultura e turismo para toda a população mato-grossense e visitantes.

A expectativa é que, com a sanção do governador Mauro Mendes, o nome “Parque Novo Mato Grosso” passe a integrar oficialmente o mapa turístico e cultural do estado, consolidando o local como um símbolo do futuro que Mato Grosso quer construir: mais sustentável, inovador e conectado com a sua riqueza natural.

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Mato Grosso

Governo rescinde contratos e multa empresas em R$ 7,2 milhões por falhas na MT-170

Além das multas, empresas poderão ter de devolver aos cofres públicos os valores gastos para recuperar os trechos danificados

O Governo de Mato Grosso decidiu romper os contratos dos dois consórcios responsáveis pela pavimentação dos primeiros 90 quilômetros da MT-170, entre Castanheira e Colniza, após problemas registrados no asfalto pouco tempo depois da conclusão dos serviços.

As empresas também receberam multas que, somadas, ultrapassam R$ 7,2 milhões. Além das penalidades, os consórcios ficarão impedidos de celebrar novos contratos com o Governo do Estado pelo período de dois anos.

As decisões foram assinadas pelo secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira e Silva, na sexta-feira (7), e publicadas no Diário Oficial desta segunda-feira (10).

O Estado também determinou que os consórcios sejam responsabilizados pelos custos necessários para reparar os danos identificados na rodovia. O ressarcimento poderá incluir despesas que ainda serão calculadas conforme os serviços de recuperação.

A maior penalidade foi aplicada ao Consórcio Sanches Tripoloni-Trafecon-MT Sul, responsável por um trecho de 50,7 quilômetros, correspondente ao Lote 1.

Nesse caso, a Sinfra estabeleceu multa moratória de aproximadamente R$ 565,6 mil e outra, de caráter compensatório, no valor de R$ 3,51 milhões. As duas penalidades totalizam cerca de R$ 4,07 milhões.

O consórcio também deverá ressarcir integralmente os prejuízos que tenham relação com os defeitos encontrados na obra.

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No segundo lote, com 39,3 quilômetros, a responsabilidade era do Consórcio Construtor Agrimex. A empresa recebeu multa moratória de R$ 522 mil e multa compensatória de R$ 2,63 milhões, chegando a aproximadamente R$ 3,15 milhões.

Para esse contrato, a secretaria estabeleceu que o ressarcimento deverá considerar, entre outros itens, os gastos com recuperação do pavimento, contratação de outras empresas, correção de passivos ambientais e demais despesas que sejam comprovadamente decorrentes dos problemas encontrados.

A decisão ocorre após o pavimento apresentar sinais de deterioração em um período considerado curto depois da execução. Em alguns pontos, o material chegou a se desfazer, levando o Estado a cobrar providências das empresas responsáveis.

No Lote 1, segundo informações reunidas durante o processo administrativo, a Sinfra notificou as contratadas diversas vezes. Foram quatro notificações registradas em 2023, outras 16 em 2024 e mais seis em 2025.

A situação também foi acompanhada pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), que realizou inspeções na rodovia para verificar as condições do pavimento.

Entre os problemas analisados esteve a espessura da camada asfáltica. Estudos anteriores consideravam uma camada de 7,5 centímetros de CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente), enquanto a solução executada utilizou cinco centímetros, uma diferença de aproximadamente 33%.

A Sinfra, entretanto, afirma que a alteração não pode ser apontada isoladamente como causa dos defeitos. Segundo a secretaria, a mudança foi autorizada em uma Mesa Técnica realizada em 2022, com participação do próprio Tribunal de Contas.

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Na avaliação do Estado, os problemas encontrados estão associados a falhas nos projetos e na execução dos serviços contratados.

Antes mesmo da rescisão, o Governo já havia informado que buscaria responsabilizar as empresas pelos custos necessários para recuperar a rodovia.

A administração estadual também acionou mecanismos de seguro-garantia relacionados aos contratos, numa tentativa de reduzir o impacto financeiro da recuperação do trecho para os cofres públicos.

Os contratos agora encerrados foram firmados em 2014, quando a estrada ainda fazia parte da antiga BR-174. Na época, os acordos incluíam tanto a elaboração dos projetos básico e executivo quanto a execução das obras de pavimentação.

Posteriormente, o trecho passou para a responsabilidade estadual e recebeu a denominação de MT-170.

A rodovia é considerada estratégica para o deslocamento e o escoamento da produção da região Noroeste de Mato Grosso, especialmente no corredor entre Castanheira e Colniza.

Com a publicação das decisões, os contratos referentes aos primeiros 90 quilômetros do trecho estão oficialmente rescindidos. Além das multas já aplicadas, o Estado ainda poderá cobrar dos consórcios os valores necessários para recuperar os pontos da rodovia afetados pela deterioração do pavimento.

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