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Mato Grosso

Núcleo de Atuação Estratégica inicia atividades

Reduzir a Taxa de Congestionamento líquida do Primeiro Grau do Poder Judiciário de Mato Grosso é um dos objetivos do Núcleo de Atuação Estratégica (NAE), que iniciou suas atividades nessa segunda-feira (9 de maio), sob a responsabilidade da Corregedoria-Geral da Justiça. “A população será uma das mais beneficiadas com esse núcleo, já que haverá um aumento da produtividade e do número de sentenças”, ressaltou o coordenador do NAE e juiz auxiliar da Corregedoria, Emerson Luis Pereira Cajango.
 
Com a recente evolução do conceito de Núcleo de Justiça 4.0, perpetrado pela Resolução n. 398/2021 do Conselho Nacional de Justiça, em decisão unânime o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) aprovou a Proposição nº 15/2021, que autorizada atuação dos Núcleos também no acervo pré-existente, de modo a distribuir os avanços tecnológicos proporcionados pela nova estrutura a todos os jurisdicionados.
 
“Estamos sempre em busca da melhoria da prestação de serviço e o NAE é mais uma estratégia para ajudar a desafogar a taxa de congestionamento. Selecionamos quatro magistrados, que estão com suas unidades em dias e não serão prejudicadas ao acumular as atividades do NAE, para dar suporte às unidades judiciárias que estão precisando de auxílio. A pandemia contribuiu e muito para a transformação digital do TJMT e os núcleos são importante ferramentas neste processo”, destacou o corregedor-geral, desembargador José Zuquim Nogueira.
 
Para o coordenador do NAE o momento é de desafio. “Chegou a hora da ação, teremos 60 dias para comprovar que podemos fazer algo diferente, fazermos entregas melhores. É uma missão muito grande, por isso demos ampla liberdade para todos nomearem seus times, agora vamos à busca de resultados”, ressaltou Cajango.
 
O NAE atuará nas seguintes unidades judiciárias: Núcleo de Justiça Digital de Direito Bancário, 1ª Vara de Direito Bancário da Comarca de Cuiabá, 6° Juizado Especial Cível da Comarca de Cuiabá, 2ª Vara Criminal da Comarcar de Cuiabá, 3ª Vara Criminal da Comarcar de Cuiabá, Juizado Especial Cível da Comarca de Rondonópolis e Juizado Especial Cível da Comarca de Sinop.
 
Foram designados quatro magistrados para atuação nestas unidades, são eles: Cristiane Padim da Silva, José Mauro Nagib Jorge, João Filho de Almeida Portela e Edna Ederli Coutinho. Durante o período de intervenção nas unidades o NAE será responsável pelo cumprimento das decisões, sentenças e determinações emanadas pelos magistrados do núcleo. Além disso, contará com quadro próprio de assessoria, o que possibilitará que os magistrados designados contem com assessoria especializada, sem prejudicar suas unidades de origem, que permanecerão contando com quadro de assessores exclusivo.
 
“O NAE é uma das estratégias que o Tribunal encontrou para auxiliar os colegas com grande número de processos, então o intuito é primeiramente ajudá-los e com isso colaborar para diminuir a congestão da taxa. Sabemos que algumas unidades possuem uma demandam maior do que outras e esperarmos nesses meses poder atuar de uma forma incisiva para termos bons resultado já no primeiro semestre”, afirmou a juíza Edna Coutinho.
 
Válido reforçar, ainda, que o Núcleo vai ao encontro do Planejamento Estratégico 2021-2026, dentro do Programa de Transformação Digital, cujo projeto 8.1 – Judiciário Digital – tem como objetivo promover a transformação digital e celeridade da prestação jurisdicional, garantindo maior satisfação do cidadão atendido pela Justiça e aumento da acessibilidade ao Poder Judiciário, trazendo, dentro do seu escopo, a implantação dos Núcleos de Justiça 4.0.
 
Essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência.
 
Foto 1: Fotografia colorida, na reunião o Desembargador Zuquim conversa com os participantes, todos estão sentados.
 
Foto: 2: Estão perfilados o juiz, José Mauro, a juíza Cristiane, o corregedor Zuquim, a juíza, Edna, o coordenado do NAE, Emerson Luis e o juiz João Filho.
 
Larissa Klein
Assessoria de imprensa CGJ

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Mato Grosso

Governo rescinde contratos e multa empresas em R$ 7,2 milhões por falhas na MT-170

Além das multas, empresas poderão ter de devolver aos cofres públicos os valores gastos para recuperar os trechos danificados

O Governo de Mato Grosso decidiu romper os contratos dos dois consórcios responsáveis pela pavimentação dos primeiros 90 quilômetros da MT-170, entre Castanheira e Colniza, após problemas registrados no asfalto pouco tempo depois da conclusão dos serviços.

As empresas também receberam multas que, somadas, ultrapassam R$ 7,2 milhões. Além das penalidades, os consórcios ficarão impedidos de celebrar novos contratos com o Governo do Estado pelo período de dois anos.

As decisões foram assinadas pelo secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira e Silva, na sexta-feira (7), e publicadas no Diário Oficial desta segunda-feira (10).

O Estado também determinou que os consórcios sejam responsabilizados pelos custos necessários para reparar os danos identificados na rodovia. O ressarcimento poderá incluir despesas que ainda serão calculadas conforme os serviços de recuperação.

A maior penalidade foi aplicada ao Consórcio Sanches Tripoloni-Trafecon-MT Sul, responsável por um trecho de 50,7 quilômetros, correspondente ao Lote 1.

Nesse caso, a Sinfra estabeleceu multa moratória de aproximadamente R$ 565,6 mil e outra, de caráter compensatório, no valor de R$ 3,51 milhões. As duas penalidades totalizam cerca de R$ 4,07 milhões.

O consórcio também deverá ressarcir integralmente os prejuízos que tenham relação com os defeitos encontrados na obra.

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No segundo lote, com 39,3 quilômetros, a responsabilidade era do Consórcio Construtor Agrimex. A empresa recebeu multa moratória de R$ 522 mil e multa compensatória de R$ 2,63 milhões, chegando a aproximadamente R$ 3,15 milhões.

Para esse contrato, a secretaria estabeleceu que o ressarcimento deverá considerar, entre outros itens, os gastos com recuperação do pavimento, contratação de outras empresas, correção de passivos ambientais e demais despesas que sejam comprovadamente decorrentes dos problemas encontrados.

A decisão ocorre após o pavimento apresentar sinais de deterioração em um período considerado curto depois da execução. Em alguns pontos, o material chegou a se desfazer, levando o Estado a cobrar providências das empresas responsáveis.

No Lote 1, segundo informações reunidas durante o processo administrativo, a Sinfra notificou as contratadas diversas vezes. Foram quatro notificações registradas em 2023, outras 16 em 2024 e mais seis em 2025.

A situação também foi acompanhada pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), que realizou inspeções na rodovia para verificar as condições do pavimento.

Entre os problemas analisados esteve a espessura da camada asfáltica. Estudos anteriores consideravam uma camada de 7,5 centímetros de CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente), enquanto a solução executada utilizou cinco centímetros, uma diferença de aproximadamente 33%.

A Sinfra, entretanto, afirma que a alteração não pode ser apontada isoladamente como causa dos defeitos. Segundo a secretaria, a mudança foi autorizada em uma Mesa Técnica realizada em 2022, com participação do próprio Tribunal de Contas.

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Na avaliação do Estado, os problemas encontrados estão associados a falhas nos projetos e na execução dos serviços contratados.

Antes mesmo da rescisão, o Governo já havia informado que buscaria responsabilizar as empresas pelos custos necessários para recuperar a rodovia.

A administração estadual também acionou mecanismos de seguro-garantia relacionados aos contratos, numa tentativa de reduzir o impacto financeiro da recuperação do trecho para os cofres públicos.

Os contratos agora encerrados foram firmados em 2014, quando a estrada ainda fazia parte da antiga BR-174. Na época, os acordos incluíam tanto a elaboração dos projetos básico e executivo quanto a execução das obras de pavimentação.

Posteriormente, o trecho passou para a responsabilidade estadual e recebeu a denominação de MT-170.

A rodovia é considerada estratégica para o deslocamento e o escoamento da produção da região Noroeste de Mato Grosso, especialmente no corredor entre Castanheira e Colniza.

Com a publicação das decisões, os contratos referentes aos primeiros 90 quilômetros do trecho estão oficialmente rescindidos. Além das multas já aplicadas, o Estado ainda poderá cobrar dos consórcios os valores necessários para recuperar os pontos da rodovia afetados pela deterioração do pavimento.

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