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Cidades

Mercado atribui prejuízo a caos no Portão do Inferno e entra em recuperação judicial

O juiz Márcio Aparecido Guedes, da 1ª Vara Cível de Cuiabá, autorizou o início do processo de recuperação judicial do grupo Favo de Mel, empresa do setor varejista que atua com supermercado, mel e derivados em Chapada dos Guimarães (64 km de Cuiabá). O negócio acumula dívidas que chegam a R$ 2,6 milhões.

No pedido apresentado à Justiça, a empresa responsabiliza uma série de fatores pela queda brusca no fluxo de caixa, entre eles a crise logística provocada pelos bloqueios e pelas obras paralisadas no Portão do Inferno, trecho da MT-251 que vem sofrendo sucessivos deslizamentos e intervenções do Governo do Estado.

Segundo a Favo de Mel, o impacto no turismo setor essencial para Chapada foi devastador. A empresa afirma que o movimento de visitantes despencou em razão dos bloqueios e da insegurança na estrada, somando-se à inflação pós-pandemia, à alta da Selic e aos custos operacionais crescentes.

“A pandemia da Covid-19, a inflação de custos, a taxa Selic elevada, os bloqueios na MT-251, a queda do turismo e reformas prolongadas na cidade afetaram severamente o fluxo de caixa”, registra trecho da ação. A empresa alega ainda que passou a enfrentar inadimplência, negativação e perda de acesso ao crédito.

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Obras abandonadas e prejuízos acumulados
As intervenções realizadas pelo Governo de Mato Grosso no Portão do Inferno não resolveram o problema dos deslizamentos, conforme consta no processo. O projeto foi interrompido após o próprio Executivo apontar falhas na execução, deixando moradores e empresários em meio à incerteza e a prejuízos contínuos.

A Favo de Mel sustenta que o cenário de instabilidade e o afastamento de turistas agravaram sua crise financeira, tornando inviável a manutenção das operações sem recorrer à proteção judicial.

Próximos passos da recuperação
Com a recuperação judicial autorizada, a empresa terá 180 dias de blindagem contra ações de execução e cobranças judiciais. Nesse período, deve apresentar:

lista completa de credores,

plano de recuperação, com a proposta para pagamento e reorganização das dívidas.

O objetivo é permitir que a companhia reorganize suas finanças e evite a falência, preservando empregos e garantindo a continuidade das atividades em Chapada dos Guimarães.

A decisão marca mais um capítulo da crise enfrentada por empresários locais desde o agravamento dos problemas no Portão do Inferno trecho que continua afetando diretamente a economia e o turismo na região.

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Cidades

Comissão da ALMT aprova projetos sobre turismo rural, QR Codes turísticos e ambulantes em MT

A Comissão de Indústria, Comércio e Turismo da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, nesta terça-feira (12), uma série de projetos voltados ao turismo, desenvolvimento econômico e comércio ambulante no estado.

A reunião extraordinária foi realizada na Sala das Comissões Deputado Oscar Soares e analisou 11 propostas.

O encontro foi presidido pelo deputado estadual Júlio Campos (União), que destacou projetos ligados à modernização do turismo e incentivo à atividade econômica em Mato Grosso.

Entre os destaques está o Projeto de Lei 2116/2025, de autoria do deputado Beto Dois a Um (Podemos), que cria a Política Estadual de Sinalização Digital para Serviços ao Turista. A proposta prevê a utilização de QR Codes em pontos turísticos integrados ao site Descubra Mato Grosso.

“Hoje todo mundo tem o seu celular e, através desse sistema digital, poderá acessar os polos turísticos do estado através do QR Code”, afirmou Júlio Campos.

Outro projeto aprovado foi o PL 2150/2025, que institui a Rede Estadual de Aprendizagem Intermunicipal em Turismo Rural.

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