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Mato Grosso

Justiça Comunitária entrega óculos e doações a reeducandos da colônia penal Agrícola de Palmeiras

A Justiça Comunitária do Poder Judiciário de Mato Grosso entregou diversos produtos de doações e óculos de grau confeccionados aos reeducandos da Colônia Penal Agrícola de Palmeiras, localizada na Agrovila de Palmeiras zona rural de Santo Antônio de Leverger.
 
A ação do programa começou no início de agosto, quando a equipe de voluntários esteve no local realizando consultas oftalmológicas com os reeducandos que necessitavam usar óculos, fornecendo informações, tirando dúvidas e dando atenção aos homens privados de liberdade que cumprem pena no local.
 
Também foram entregues sapatos doados pela empresa Studio Z, parceira do programa Justiça Comunitária.
 
A entrega de 25 óculos foi realizada no dia 25 de agosto e o pedido partiu do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário de Mato Grosso (GMF/MT), supervisionado pelo desembargador Orlando Perri.
 
“Esse atendimento vem ao encontro de um desejo do nosso coordenador, o juiz José Antônio Bezerra Filho, e da presidente Maria Helena Póvoas, de diversificar nosso público. Nessa gestão, a Justiça Comunitária tem a missão de diversificar o público, de quem já atendemos em todo o estado e agora atendendo mulheres, população de rua, reeducandos. Foi um atendimento para reconhecimento desse público, para entendermos o que eles mais precisam, como eles são e como será feito o trabalho”, explica Tatiane Guerra, assessora da Justiça Comunitária.
 
Ela afirma ainda que já há uma ação prevista em setembro como um projeto-piloto em parceria com GMF especificamente para reeducandos e seus familiares, com a inspiração de multiplicar para todo o estado, com a realização de ações mais elaboradas e específicas para esse público novo.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: foto horizontal colorida da visita da equipe da Justiça Comunitária à colônia penal. Os agentes e os reeducandos estão enfileirados, em pé, de mãos dadas, com os agentes virados para frente da câmera e os reeducandos de costas, preservando a identidade deles. O cenário é de chão de terra e árvores no entorno.
Segunda imagem: foto horizontal colorida de um reeducando segurando os óculos que acabou de ganhar. Na imagem só aparece seu corpo do pescoço para baixo, ele segura a caixinha do óculos com a mão esquerda e o óculos na mão direita. Está diante de uma mesa com papéis e uma caneta. Ele veste uma camiseta do Senar branca e verde.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Mato Grosso

Mudança no Estatuto da AMM propõe mudanças sobre calendário eleitoral e representatividade dos prefeitos

A Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, para esta terça-feira (4), promete colocar em discussão um dos temas mais relevantes da gestão da entidade: a possível alteração do Estatuto Social, incluindo mudanças nas regras do processo eleitoral da associação.

Além de deliberar sobre o projeto de reforma da sede da AMM, os prefeitos associados analisarão propostas de alteração dos artigos 14, 15, 25 e 39 do Estatuto. Embora o edital de convocação detalhe quais dispositivos serão modificados, o conteúdo das alterações será apresentado durante a assembleia.

O principal ponto de debate é a possibilidade de antecipação das eleições da diretoria da entidade para o segundo semestre deste ano.

Os argumentos favoráveis à mudança

Defensores da alteração avaliam que o Estatuto deve ser um instrumento flexível, capaz de se adaptar às necessidades institucionais da AMM e às demandas dos municípios.

Na avaliação de apoiadores da proposta, antecipar o processo eleitoral pode trazer previsibilidade administrativa, permitindo que a futura diretoria tenha mais tempo para organizar sua equipe, elaborar o planejamento estratégico e preparar a transição antes do início do mandato.

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Outro argumento é que o próprio Estatuto prevê que suas regras possam ser alteradas pela Assembleia Geral, considerada a instância máxima de deliberação da entidade. Nesse entendimento, qualquer mudança aprovada pela maioria dos prefeitos presentes refletirá uma decisão coletiva e democrática dos associados.

Há ainda quem sustente que discutir o calendário eleitoral não significa comprometer a legitimidade da futura gestão.

Para esse grupo, o mais importante é que todas as regras sejam debatidas, aprovadas em assembleia e aplicadas de forma transparente, independentemente da data escolhida para a eleição.

Também pesa o argumento da continuidade administrativa. Segundo defensores da proposta, uma eleição realizada com antecedência pode reduzir o período de indefinição política dentro da entidade, permitindo que a nova diretoria participe da preparação das principais pautas municipalistas para o ano seguinte.

As críticas à proposta

O ex-presidente da AMM e ex-prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (MDB), manifestou preocupação com uma eventual alteração no calendário eleitoral.

Na avaliação de Bortolin, um eventual retorno ao modelo anterior poderia permitir que gestores em fim de mandato participassem da definição da direção da entidade para um período em que já não estarão mais à frente de seus municípios.

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Para os críticos, esse modelo reduziria a representatividade dos prefeitos que efetivamente exercerão seus mandatos durante a gestão da próxima diretoria da AMM.

Decisão caberá aos prefeitos

Independentemente das posições favoráveis ou contrárias, a decisão será tomada pelos próprios prefeitos associados durante a Assembleia Geral Extraordinária, órgão máximo de deliberação da entidade.

Caso as alterações estatutárias sejam aprovadas pelo quórum previsto no Estatuto Social, as novas regras passarão a orientar o funcionamento institucional da AMM, incluindo, eventualmente, o calendário das próximas eleições.

O debate evidencia duas visões distintas sobre a governança da associação. De um lado, há quem defenda maior flexibilidade para adequar o Estatuto às necessidades administrativas da entidade.

De outro, gestores sustentam que o modelo atual fortalece a legitimidade da representação municipalista ao assegurar que a diretoria seja escolhida pelos prefeitos que exercerão efetivamente seus mandatos.

A expectativa é que a assembleia esclareça o alcance das alterações propostas e permita que os prefeitos deliberem sobre o futuro da principal entidade representativa dos municípios de Mato Grosso.

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