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Mato Grosso

Emocionado, Governador diz que fazer pelo povo, o faz lembrar de sua vida na roça com os pais

O governador Mauro Mendes se emocionou durante a cerimônia de entrega de 57 quilômetros de asfalto novo nas MTs-361 e 468, na região de Santo Antônio do Leverger, no sábado (31.5).

O trecho da MT-361 até a Serra de São Vicente recebeu o nome de Expedicionário Antônio Mendes Ferreira, pai do governador, que lutou pelo país na Segunda Guerra Mundial. A indicação da homenagem foi do deputado estadual Wilson Santos.

“Meu pai criou nove filhos num sítiozinho ali no interior de Anápolis, com muita dificuldade, mas com muito trabalho, com muita honestidade. Criou seus nove filhos, junto com a minha mãe, uma mulher muito guerreira e trabalhadora. Lá nesse sítio, a gente enfrentava estrada de chão, poeira, lama o ano inteiro. Então, quando hoje nós estamos entregando o trecho da Agrovila das Palmeiras, ligando até a BR-163, é para mim uma alegria grande, porque é como se eu tivesse fazendo, por todas essas pessoas, aquilo que eu gostaria de ter feito pelos meus pais”, relatou.

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De acordo com o governador, a entrega desse trecho simboliza uma conquista histórica para a região.

“Essa comunidade ficou mais de 40 anos sofrendo. Demorava mais de duas horas para sair da agrovila, andar mais de 20 km e chegar até a BR-163. Esse é um sofrimento que conseguimos acabar em muitos lugares de Mato Grosso. E agora temos mais uma comunidade rural da agricultura familiar que foi atendida”, pontuou.

O governador recordou que foi criado na roça, e por isso sabe a importância de apoiar os pequenos agricultores.

“Nunca antes na história desse mato grosso nós fizemos tanto investimento na agricultura familiar, com equipamentos, máquinas, assistência e asfalto. São mais de R$ 720 milhões investidos. E quando eu faço isso, eu lembro da minha mãe, que morreu aos 83 anos de idade. Uma mulher que acordava às cinco da manhã e trabalhava até às oito da noite. Criou nove filhos na roça, em uma pequena agricultura familiar. Então toda vez nós tomamos qualquer decisão que vai beneficiar a agricultura familiar, no fundo eu estou lembrando da minha mãe, das dificuldades, do cabo da enxada de sol a sol, vivendo daquilo que conseguia plantar e produzir”, concluiu.

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Também estavam na solenidade: a senadora Margareth Buzetti; o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi; os deputados estaduais Wilson Santos e Beto Dois a Um; a prefeita de Santo Antônio de Leverger, Francieli Magalhães; o presidente do Conselho Administrativo da Nova Rota do Oeste, Cidinho Santos; os secretários de Estado Fabio Garcia (Casa Civil), Allan Kardec (Ciência, Tecnologia e Inovação), Marcelo de Oliveira (Infraestrutura) e Laice Souza (Comunicação); o presidente da MT Par, Wener Santos; entre outras autoridades locais.

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Mato Grosso

Mudança no Estatuto da AMM propõe mudanças sobre calendário eleitoral e representatividade dos prefeitos

A Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, para esta terça-feira (4), promete colocar em discussão um dos temas mais relevantes da gestão da entidade: a possível alteração do Estatuto Social, incluindo mudanças nas regras do processo eleitoral da associação.

Além de deliberar sobre o projeto de reforma da sede da AMM, os prefeitos associados analisarão propostas de alteração dos artigos 14, 15, 25 e 39 do Estatuto. Embora o edital de convocação detalhe quais dispositivos serão modificados, o conteúdo das alterações será apresentado durante a assembleia.

O principal ponto de debate é a possibilidade de antecipação das eleições da diretoria da entidade para o segundo semestre deste ano.

Os argumentos favoráveis à mudança

Defensores da alteração avaliam que o Estatuto deve ser um instrumento flexível, capaz de se adaptar às necessidades institucionais da AMM e às demandas dos municípios.

Na avaliação de apoiadores da proposta, antecipar o processo eleitoral pode trazer previsibilidade administrativa, permitindo que a futura diretoria tenha mais tempo para organizar sua equipe, elaborar o planejamento estratégico e preparar a transição antes do início do mandato.

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Outro argumento é que o próprio Estatuto prevê que suas regras possam ser alteradas pela Assembleia Geral, considerada a instância máxima de deliberação da entidade. Nesse entendimento, qualquer mudança aprovada pela maioria dos prefeitos presentes refletirá uma decisão coletiva e democrática dos associados.

Há ainda quem sustente que discutir o calendário eleitoral não significa comprometer a legitimidade da futura gestão.

Para esse grupo, o mais importante é que todas as regras sejam debatidas, aprovadas em assembleia e aplicadas de forma transparente, independentemente da data escolhida para a eleição.

Também pesa o argumento da continuidade administrativa. Segundo defensores da proposta, uma eleição realizada com antecedência pode reduzir o período de indefinição política dentro da entidade, permitindo que a nova diretoria participe da preparação das principais pautas municipalistas para o ano seguinte.

As críticas à proposta

O ex-presidente da AMM e ex-prefeito de Primavera do Leste, Leonardo Bortolin (MDB), manifestou preocupação com uma eventual alteração no calendário eleitoral.

Na avaliação de Bortolin, um eventual retorno ao modelo anterior poderia permitir que gestores em fim de mandato participassem da definição da direção da entidade para um período em que já não estarão mais à frente de seus municípios.

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Para os críticos, esse modelo reduziria a representatividade dos prefeitos que efetivamente exercerão seus mandatos durante a gestão da próxima diretoria da AMM.

Decisão caberá aos prefeitos

Independentemente das posições favoráveis ou contrárias, a decisão será tomada pelos próprios prefeitos associados durante a Assembleia Geral Extraordinária, órgão máximo de deliberação da entidade.

Caso as alterações estatutárias sejam aprovadas pelo quórum previsto no Estatuto Social, as novas regras passarão a orientar o funcionamento institucional da AMM, incluindo, eventualmente, o calendário das próximas eleições.

O debate evidencia duas visões distintas sobre a governança da associação. De um lado, há quem defenda maior flexibilidade para adequar o Estatuto às necessidades administrativas da entidade.

De outro, gestores sustentam que o modelo atual fortalece a legitimidade da representação municipalista ao assegurar que a diretoria seja escolhida pelos prefeitos que exercerão efetivamente seus mandatos.

A expectativa é que a assembleia esclareça o alcance das alterações propostas e permita que os prefeitos deliberem sobre o futuro da principal entidade representativa dos municípios de Mato Grosso.

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