Investigação Polícial
Vítima de bullying, menor esfaqueia dois colegas em escola de MT
Estudantes de 13 e 15 anos foram esfaqueados por um colega, na tarde de segunda-feira (10), na Escola Estadual Domingos Aparecido dos Santos, em Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá). O agressor, de 16 anos, foi apreendido com uma faca e alegou que estava sendo vítima de bullying praticado pela menina de 13. Ele ainda deixou um bilhete de despedida no caderno.
De acordo com as informações apuradas pelo GD, a tentativa de homicídio aconteceu por volta das 15h25 e foi registrada pela câmera de segurança da unidade de ensino. Quando a Polícia Militar chegou na escola, encontrou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) fazendo o atendimento médico.
Vídeo mostra a vítima na porta de uma sala quando o colega chega, ele desfere vários golpes na altura da barriga dela. A menina, em seguida, entra para uma sala. O vídeo só registra até esse momento.
Segundo os médicos do Samu, ela foi atingida por 3 golpes, sendo um na virilha, outro na barriga e o último na altura do peito. Ela teve o pulmão perfurado, foi encaminhada para o Hospital Regional e aguarda por cirurgia.
Um colega de 15 anos, quando flagrou a cena, tentou ajudar a vítima e acabou esfaqueado na mão. Ele teve um corte profundo e também foi encaminhado para uma unidade de saúde.
O autor do crime foi apreendido, junto com um canivete, e encaminhado para a delegacia junto coma direção da escola e o Conselho Tutelar. Ele alega que era vítima de bullying na escola e praticado pela colega que foi alvo do ataque.
A ação do menor foi premeditada, tanto é que os policiais encontraram um bilhete de despedida no caderno. Em um trecho ele cita que “o que eu vou fazer não vou me arrepender, não sei o que é arrependimento e dó”, diz.
Em seguida ele continua: “não sei o que é felicidade, faz tempo que não sinto isso” e finaliza despedindo da mãe, da avó e do irmão. Caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Investigação Polícial
Justiça marca audiência de policial acusado de estuprar detenta dentro da delegacia

A Justiça marcou para o dia 11 de junho de 2026, às 16h30, a audiência de instrução e julgamento do policial civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos, acusado de estuprar uma detenta dentro da delegacia de Sorriso. A data foi definida pela 2ª Vara Criminal do município.
Manoel Batista da Silva, que atuava como investigador da Polícia Judiciária Civil, está preso preventivamente desde a denúncia feita pela vítima, que permanecia detida havia cerca de 50 dias.
A decisão foi assinada pelo juiz Arthur Moreira Pedreira de Albuquerque, que analisou pedidos apresentados tanto pela vítima quanto pela defesa do policial.
A vítima solicitou autorização para atuar oficialmente no processo ao lado do Ministério Público, auxiliando na acusação. Antes de decidir sobre o pedido, o magistrado determinou que o Ministério Público se manifeste.
Já a defesa do policial questionou supostas irregularidades nas provas digitais do processo. Os advogados alegam que parte do material estaria incompleta e também contestam a forma de armazenamento e preservação das provas. Além disso, pediram que a audiência fosse realizada de forma presencial.
Na decisão, o juiz afirmou que os apontamentos da defesa ficam registrados para eventual análise futura, mas destacou que, neste momento, não há motivos para rever decisões já tomadas no processo. Segundo o magistrado, a validade das provas será discutida posteriormente, após a fase de depoimentos e produção probatória.
Com isso, a Justiça manteve o andamento da ação penal e definiu que a audiência ocorrerá por videoconferência. Nessa etapa, deverão ser ouvidos o acusado, testemunhas e demais envolvidos no caso.
A defesa de Manoel Batista da Silva, de 52 anos, investigador da Polícia Civil que foi preso após acusação de ter estuprado uma detenta dentro da delegacia de Sorriso, pediu a anulação da ação penal feita pelo Ministério Público após a promotora Fernanda Pawelec, que fez um pedido formal e por escrito ao Ministério Público, para não atuar em inquérito onde o delegado Bruno França tenha participado, pois a mesma se coloca como SUSPEITA.
A manifestação de suspeição, ocorreu após o delegado Dr. Bruno França atuar em uma abordagem na casa da promotora que ocorreu em 2023.
Dr. Bruno e os outros delegados também atuaram na investigação e inquérito do caso do investigador Manoel Batista da Silva, o que chamou atenção da defesa de Manoel, que teve acesso ao pedido de SUSPEIÇÃO da promotora em todos os casos que o delegado Bruno tenha envolvimento.
A promotora fez o pedido para não atuar em qualquer feito em cujo qual atue ou tenha atuado o Delegado da Polícia Civil Bruno França na Comarca de Sorriso.
Com estas informações, a defesa de Manoel, ao saber que a mesma promotora estava atuando no caso em que Manoel é acusado de estupro de uma detenta, pediu um Habeas Corpus para soltura do mesmo e também o pedido de anulação da ação penal, pois como o delegado foi importante no processo, a promotora não poderia atuar na ação penal, pois a mesma já tinha pedido a SUSPEIÇÃO outrora.
A anulação de um inquérito policial ou de uma ação penal baseada na suspeição de um promotor de justiça (ou membro do Ministério Público) é possível, mas depende da comprovação de prejuízo concreto e da demonstração de parcialidade que tenha afetado a lisura das investigações.
A suspeição gera, em regra, nulidade relativa. Isso significa que os atos praticados pelo promotor considerado suspeito só serão anulados se a defesa demonstrar que eles causaram prejuízo real ao investigado/réu.
A suspeição do membro do MP não se baseia apenas em um ato isolado, mas sim quando se demonstra um comportamento contínuo, sequencial e métodos pouco ortodoxos que indicam o objetivo de condenação a qualquer custo, configurando parcialidade.
INQUÉRITO
A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu o inquérito que apurou o crime de estupro de uma mulher praticado pelo investigador Manoel Batista da Silva, dentro da delegacia de Sorriso.
O servidor foi indiciado pelos crimes de estupro e abuso de autoridade, após exames periciais confirmarem o abuso sexual. O inquérito foi remetido ao Poder Judiciário e Ministério Público para prosseguimento da ação penal.
De acordo com a defesa, a vítima sofreu quatro episódios de violência sexual entre a noite de 9 de dezembro de 2025 e a madrugada do dia 10.





