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Investigação Polícial

“Fim da picada”: Homem é preso por quebrar braço de mulher de 55 anos que recusou beijo em hotel

Um homem de 24 anos foi preso em flagrante por tentativa de homicídio qualificado após agredir a recepcionista de um hotel onde ele estava hospedado, em Curitiba, no sábado (7).

O que aconteceu
Homem espancou a vítima, uma mulher de 55 anos, após ela se recusar a beijá-lo. No dia do ocorrido, a vítima estava no posto de trabalho, quando o homem se aproximou e pediu para beijá-la na boca, mas ela negou, disse ao UOL o advogado dela, Jackson Bahls.

Após a recusa, ele pulou o balcão da recepção para agredir a mulher. Imagens do circuito interno de segurança do hotel registraram o momento em que a recepcionista corre e o homem vai atrás dela.

Mulher entrou em um banheiro exclusivo para funcionários, fechou a porta, mas o homem conseguir abrir e entrar. Lá dentro, a vítima teria sido agredida com diversos golpes, de acordo com o advogado.

Alguns minutos depois, o agressor sai do banheiro e volta para a recepção. Nesse momento, a vítima sai e tenta correr para outra área do hotel, mas o homem volta a persegui-la.

Ele golpeia a vítima na cabeça e ela cai no chão. Com a mulher caída, o homem continua as agressões. Segundo a vítima, ele teria usado uma saboneteira de porcelana para espancá-la.

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Vítima foi socorrida e encaminhada a um hospital local. Ela sofreu diversos ferimentos no corpo, ficou com um dos olhos roxo e fraturou um dos braços, que está enfaixado.

Recepcionista afirma ter sido vítima de “uma violência muito grave”.

“Esse sujeito não pode ser solto. Como ele fez comigo, ele pode fazer com outra mulher. Ele tentou me abusar e, como não conseguiu, tentou me enforcar. Pulou o balcão, eu empurrei ele, e ele começou a desferir muitos socos. Tô toda machucada. Ele pegou uma saboneteira de porcelana e bateu na minha cabeça, fez um corte profundo no meu braço“, declarou em entrevista à Band Paraná.

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Agressor foi preso em flagrante
Polícia Militar foi acionada e o homem foi preso em flagrante. Ele é natural de Joinville (SC) e estava em Curitiba a trabalho.

Homem foi autuado por tentativa de homicídio qualificado. Ao UOL, o advogado da recepcionista disse que vai pedir que a tipificação mude para tentativa de feminicídio qualificado por entender que a agressão foi motivada pelo fato de a vítima ser mulher e ter recusado o pedido de beijo.

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Tribunal de Justiça do Paraná manteve a prisão do suspeito durante a audiência de custódia. O UOL não conseguiu localizar a defesa do agressor. O espaço segue aberto para manifestação.

Ao UOL, o Hotel Ampiezza Curitiba afirmou se solidarizar com a funcionária. “No momento estamos nos preocupando com a saúde física e mental de nossa colaboradora e equipe, bem como atendendo a todas as solicitações e apoio das investigações policiais. Nos reservamos o direito de mantermos a nossa postura acima“, disse em nota.

Em caso de violência, denuncie
Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — Central de Atendimento à Mulher — e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

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Investigação Polícial

Esposa de suposto braço direito do CV é presa no aeroporto de VG ao retornar da França

Investigação aponta que suspeita integra esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho; operação também bloqueou patrimônio milionário e prendeu outros quatro investigados

Katani Adorno Bocardi foi presa na madrugada desta sexta-feira (31), no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, logo após retornar de uma viagem a Paris, na França. A mulher é casada com Emerson Ferreira Lima, conhecido como “Gordão”, apontado pela Polícia Civil como um dos principais integrantes do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso.

A prisão foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), que cumpriram mandado expedido no âmbito da Operação Replay. As investigações apontam Katani como suspeita de participar da estrutura utilizada para ocultar e movimentar recursos financeiros atribuídos à facção criminosa, esquema que teria sido coordenado por Paulo Witer Farias Paelo, o W.T.

Levantamento feito pela reportagem mostra que Katani já integrou o quadro de servidores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), vínculo encerrado em janeiro de 2022. Em seus perfis nas redes sociais, ela costumava publicar imagens de viagens internacionais, produtos de grifes renomadas e experiências em estabelecimentos considerados de alto padrão.

De acordo com as investigações, a suspeita passou a ser acompanhada pelas forças de segurança ainda durante sua chegada ao Brasil, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A prisão ocorreu somente após o desembarque em Mato Grosso, onde policiais da Draco aguardavam para cumprir a ordem judicial. A abordagem foi registrada em vídeo.

Além dela, também foram alvos da operação a advogada Dayane Karol Moreira, o jogador de futebol amador Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como “Alex Soldado”, Emerson Ferreira Lima, o “Gordão”, e o assessor parlamentar Brunno Passos da Silva, chamado de “Brunninho”. Todos tiveram mandados de prisão preventiva cumpridos.

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A Operação Replay é resultado de uma nova etapa das investigações desenvolvidas pela Polícia Civil para desarticular a estrutura financeira do Comando Vermelho em Mato Grosso. A ofensiva amplia o trabalho iniciado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra, desta vez com base na análise de informações extraídas de aparelhos eletrônicos e outros dados telemáticos.

Segundo a Draco, o material analisado indicou que o grupo manteve suas atividades criminosas mesmo após as operações anteriores. Os investigadores identificaram uma organização dividida por funções, com pessoas responsáveis pela administração financeira, movimentação de recursos, utilização de contas bancárias de terceiros e aquisição de patrimônio incompatível com a renda declarada dos envolvidos.

As apurações também apontam que Paulo Witer Farias Paelo continuava exercendo influência sobre o grupo mesmo estando preso na Penitenciária Central do Estado (PCE). Conversas interceptadas revelariam orientações relacionadas ao recolhimento de dinheiro, distribuição de valores, conferência de planilhas financeiras e coordenação de integrantes que permaneciam fora do sistema prisional.

Outro elemento considerado relevante pelos investigadores foi a utilização de um mesmo chip telefônico em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. Para a Polícia Civil, a troca frequente de dispositivos fazia parte de uma estratégia para dificultar o rastreamento das comunicações e manter o funcionamento da organização.

Durante a investigação, foram localizadas planilhas que detalhariam a movimentação financeira atribuída ao grupo. Em um dos documentos constavam R$ 14,093 milhões classificados como valores congelados e outros R$ 1,231 milhão vinculados ao período investigado. A soma, de R$ 15,324 milhões, embasou o pedido judicial para bloqueio de ativos financeiros.

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Os registros ainda continham anotações relacionadas à prestação de contas internas, circulação de recursos, movimentação de entorpecentes e distribuição de valores entre diferentes núcleos da facção.

Além das prisões preventivas, a Justiça determinou uma série de medidas patrimoniais. Foram bloqueados imóveis, terrenos, veículos e valores financeiros atribuídos aos investigados, com o objetivo de impedir a ocultação ou transferência desses bens.

Entre os imóveis alcançados pela decisão estão um apartamento em Itapema, avaliado em cerca de R$ 3 milhões; um imóvel de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma residência em condomínio fechado na região de Camboriú, também avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões; uma casa em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; além de três terrenos cujo valor conjunto gira em torno de R$ 180 mil.

Também foram bloqueados quatro veículos, entre carros e uma motocicleta, avaliados em aproximadamente R$ 607,6 mil.

Separadamente, a Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 15,324 milhões em ativos financeiros relacionados às investigações. Conforme a Polícia Civil, esse montante representa o limite da medida cautelar e não significa que esse valor já tenha sido efetivamente recuperado.

De acordo com a Draco, a descapitalização dos investigados busca impedir que recursos supostamente obtidos por meio das atividades criminosas sejam utilizados para financiar a continuidade da atuação da organização.

O nome Replay foi escolhido em referência à repetição das práticas criminosas identificadas durante as investigações, mesmo após operações anteriores. Com a nova fase, a Polícia Civil pretende interromper a reorganização do grupo, enfraquecer seu núcleo financeiro e responsabilizar os investigados apontados como integrantes da estrutura criminosa.

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