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Indústria

Inpasa investe R$ 9 milhões em novo Centro de Serviços Compartilhados, Nova Mutum é beneficiada


Como parte de uma estratégia de modernização e fortalecimento organizacional, o Grupo Inpasa anunciou a implantação de seu novo Centro de Serviços Compartilhados (CSC), que entra em operação no início de julho de 2025, em Campinas (SP). A nova estrutura terá como missão centralizar e padronizar processos administrativos, incluindo finanças, controladoria, contabilidade, jurídico e atendimento interno, promovendo mais agilidade, eficiência e integração entre as unidades da companhia.

Com esse movimento, a Inpasa passa a contar com oito operações em território nacional: as plantas industriais em Sinop (MT), Nova Mutum (MT), Dourados (MS), Sidrolândia (MS) e Balsas (MA), além da unidade em construção em Luís Eduardo Magalhães (BA), o escritório corporativo em São Paulo (SP) e, agora, o CSC em Campinas, que passa a integrar a espinha dorsal da governança administrativa do grupo.

“Estamos reforçando a solidez da nossa estrutura corporativa com foco em governança e crescimento sustentável. O CSC vai aprimorar os serviços internos, beneficiando diretamente os colaboradores e dando suporte ao desempenho estratégico da empresa nos próximos anos”, afirma Fernando Zioli Alfini, vice-presidente de Gestão e Finanças da Inpasa.

O novo centro administrativo recebeu um investimento de R$ 9 milhões e foi projetado dentro de um plano amplo de eficiência operacional. A unidade adota processos padronizados, baseados em metodologias de melhoria contínua, como o ciclo PDCA (planejar, fazer, verificar, agir), e contará com setores operando em regime de 24 horas para garantir fluidez nas demandas e atendimento eficaz às demais unidades.

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A estrutura física será complementada por interfaces digitais de atendimento, incluindo aplicativo para dispositivos móveis, totens de autoatendimento e plataforma web, facilitando o acesso de colaboradores, parceiros e clientes aos serviços da companhia.

O projeto teve início no primeiro semestre de 2024 e entrou em fase de implantação em outubro do mesmo ano. Com o início das operações, a Inpasa também iniciou a contratação de novos profissionais, consolidando seu compromisso com a valorização de pessoas como alicerce do crescimento sustentável.

“O CSC reforça nosso compromisso com a excelência. Ele aprimora a experiência interna dos nossos times e eleva o padrão dos serviços entregues aos nossos públicos. Essa evolução está em plena sintonia com a nossa missão de fornecer soluções limpas e sustentáveis diante da crescente demanda global por energia”, completa Alfini.

Em 2024, a Inpasa registrou uma receita bruta de R$ 14,9 bilhões e investimentos da ordem de R$ 4,9 bilhões, voltados principalmente à expansão da capacidade produtiva. Embora ainda não tenha anunciado novos aportes para 2025, a empresa mantém uma trajetória de crescimento contínuo, marcada por decisões ágeis, estruturadas e com forte viés de inovação.

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Sobre a Inpasa

Fundada em 2006 no Paraguai e presente no Brasil desde 2018, a Inpasa é uma das principais referências latino-americanas em inovação, eficiência e sustentabilidade no setor agroindustrial. A companhia atua na produção de biocombustíveis, etanol neutro, DDGS (farelo proteico), óleo vegetal e energia renovável.

Com estrutura industrial altamente tecnológica, a Inpasa possui capacidade anual de produção de 5,8 bilhões de litros de etanol, 3 milhões de toneladas de DDGS, 245 mil toneladas de óleo vegetal e 1.513 GWh de energia elétrica. São processadas diariamente cerca de 35 mil toneladas de milho e sorgo, sustentadas por uma capacidade de armazenagem de 6,2 milhões de toneladas de grãos.

A empresa integra práticas sustentáveis com soluções industriais de alto desempenho, posicionando-se na vanguarda da bioeconomia global e contribuindo ativamente para a transição energética e a construção de cadeias produtivas mais limpas e circulares.

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Economia

Setor produtivo reage à manutenção da Selic em 15% ao ano

Setor produtivo reage à manutenção da Selic em 15% ao anoIndústria, construção e centrais sindicais criticam decisão do Copom
Por: Redação/Agitos Mutum Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
28/01/2026 às 23h14
Setor produtivo reage à manutenção da Selic em 15% ao anoDivulgação
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa Selic em 15% ao ano, anunciada nesta quarta-feira (28), teve repercussão negativa entre representantes da indústria, da construção civil e de entidades sindicais, que apontam impactos sobre o crescimento econômico, o crédito e o emprego.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que o atual patamar dos juros impõe um custo elevado à economia e desconsidera a trajetória recente de desaceleração da inflação. Para o presidente da entidade, Ricardo Alban, o Banco Central deveria ter iniciado o ciclo de flexibilização monetária.

“Ao manter a Selic em nível insustentável, o Copom prejudica a economia e aprofunda a desaceleração do crescimento. É indispensável iniciar a redução dos juros já na próxima reunião”, afirmou em nota.

Segundo a CNI, a inflação corrente e as expectativas inflacionárias caminham para o centro da meta. O IPCA fechou 2025 em 4,26%, abaixo do teto de 4,5%, enquanto projeções do Boletim Focus indicam inflação de 4% em 2026 e convergência gradual para 3% nos anos seguintes. Ainda assim, a taxa real de juros segue em torno de 10,5% ao ano, cerca de 5,5 pontos percentuais acima da taxa neutra estimada pelo próprio Banco Central.

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O setor da construção civil também manifestou preocupação. Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, os juros elevados restringem o crédito imobiliário, reduzem a demanda por novos empreendimentos e dificultam a viabilização de projetos. “Uma política monetária contracionista desacelera a atividade e afeta toda a cadeia produtiva, com reflexos prolongados sobre emprego e renda”, disse.

Em tom mais moderado, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) avaliou que a decisão reflete cautela diante de incertezas fiscais e externas. O economista Ulisses Ruiz de Gamboa destacou que, apesar da desaceleração da atividade, inflação e expectativas ainda se mantêm acima da meta. Para ele, o comunicado do Copom será decisivo para entender se há sinalização de início do ciclo de cortes.

Centrais sindicais
Já as centrais sindicais reagiram de forma mais dura. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) afirmou que a manutenção da Selic mantém o Brasil no topo do ranking mundial de juros reais e penaliza a população. “Juros altos encarecem o crédito, reduzem o consumo e resultam em menos empregos”, afirmou Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

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Segundo a entidade, cada ponto percentual da Selic acrescenta cerca de R$ 50 bilhões aos gastos públicos com juros da dívida.

A Força Sindical classificou a decisão como “irresponsabilidade social” e acusou o Banco Central de favorecer a especulação financeira em detrimento do setor produtivo. Para o presidente da entidade, Miguel Torres, a política monetária atual restringe o crédito, eleva o endividamento das famílias e trava o desenvolvimento econômico.

Apesar das críticas, o Copom manteve a Selic pela quinta vez consecutiva em 15% ao ano, o maior nível desde 2006. A decisão veio em linha com a expectativa da maioria dos analistas de mercado, em um cenário de inflação ainda acima da meta, incertezas fiscais e riscos externos.

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