É Direito
Troque o salto pelo tênis : Subseção da OAB-MT/Nova Mutum promove a 3ª Corrida da Mulher

A 25ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) fez o lançamento da 3ª Corrida da Mulher – “Troque o salto pelo tênis”. O evento acontece em março, em Novo Mutum, mas as inscrições já estão abertas. “Nosso convite é para que mulheres de todas as idades participem, queremos incentivar hábitos saudáveis e destacar o protagonismo feminino”, explica a vice-presidente da Subseção de Nova Mutum, Suzye Martins.
Vanessa Stefani, presidente da Comissão da Mulher Advogada da 25ª Subseção, que coordena a corrida ao lado da advogada Jéssica Portes e demais integrantes da Comissao, explica que o evento que já se consolidou no calendário esportivo e social do município. “A nossa expectativa é de mais uma edição histórica, marcada pela energia, união e fortalecimento da mulher na sociedade”.
O evento tem como objetivo valorizar, incentivar e fortalecer a participação feminina, além de promover o esporte em um momento de celebração e conscientização.
A presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, que é corredora amadora e participa de corridas com frequência, destaca que será uma oportunidade de promover a integração da advocacia com a comunidade em geral. “A OAB tem um importante papel social e eventos como esse fazem com que estejamos ainda mais próximos da população, incentivando práticas saudáveis, momentos de alegria e interação”.
Promovida pela Subseção de Nova Mutum, por meio da Comissão da Mulher Advogada, a corrida chega à sua terceira edição com o objetivo de valorizar, incentivar e fortalecer a participação feminina, reunindo advocacia, comunidade e esporte em um momento de união, celebração e conscientização.
A Corrida “Troque o salto pelo tênis” será realizada no dia 29 de março de 2026, com largada na Avenida das Arapongas, em frente à sede da OAB Nova Mutum. A corrida contará com premiação em dinheiro, contemplando tanto o público geral feminino quanto a categoria exclusiva para advogadas, divididas por faixas etária.
As inscrições para a 3ª Corrida da Mulher podem ser feitas exclusivamente pelo site Agito Esportes, confira aqui.
Animais
Ministério Público conclui que Cão Orelha não morreu por agressões de adolescentes e pede o arquivamento

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) anunciou, nesta terça-feira (12/5), que as evidências periciais refutam a possibilidade de que os adolescentes em investigação tenham agredido o cão comunitário Orelha, que foi encontrado ferido na Praia Brava, no norte de Florianópolis (SC).
Após revisar quase 2 mil arquivos, o MPSC concluiu que a morte do animal está relacionada a uma condição pré-existente e grave, e não a qualquer agressão por parte de humanos.
Com base nas investigações, a procuradoria solicitou na última sexta-feira (8/5) o arquivamento do caso referente à morte de Orelha.
Conforme o MP, relatórios policiais indicavam que o jovem suspeito e o animal haviam estado juntos na praia por aproximadamente 40 minutos, mas a perícia revelou um descompasso de cerca de 30 minutos entre os horários registrados pelas câmeras de um condomínio e pelo sistema de monitoramento público, conhecido como Bem-Te-Vi.
As imagens evidenciam que, enquanto o adolescente estava nas proximidades do deck da praia, Orelha se encontrava a cerca de 600 metros de distância.
“O estudo revelou que nos momentos em que o adolescente esteve na área do deck, o cão estava situado a aproximadamente 600 metros. Portanto, a suposição de que ambos compartilharam o mesmo espaço por cerca de 40 minutos não é válida”, ressaltou o MPSC.
Adicionalmente, as análises periciais mostraram que o cão mantinha plena mobilidade e um padrão normal de locomoção quase uma hora após o momento em que se acredita que a suposta agressão teria ocorrido, o que afasta a hipótese de que ele teria retornado da praia já debilitado por agressões.
Saúde do cão Orelha
Os laudos veterinários anexados ao processo excluíram a possibilidade de traumatismo recente passível de maus-tratos. Segundo o perito que realizou a exumação, todos os ossos do animal foram analisados e não foram encontradas fraturas ou lesões relacionadas à ação humana.
Os exames revelaram sinais de osteomielite na região do maxilar esquerdo — uma infecção óssea crônica e grave, possivelmente associada a doenças periodontais avançadas.
Imagens do crânio anexadas ao processo mostram uma lesão profunda e antiga, com perda de pelos, descamação e inflamação, compatíveis com uma infecção de longo prazo. A localização da ferida, abaixo do olho esquerdo, corresponde ao edema observado pelo veterinário que atendeu o animal.
O MPSC também destacou que a fotografia obtida durante o atendimento veterinário mostrava apenas inchaço no olho esquerdo do cão, sem outros sinais evidentes de violência.
De acordo com as Promotorias de Justiça, o conjunto de provas demonstra que Orelha faleceu devido a um quadro clínico grave que levou à eutanásia.
O órgão ainda mencionou a morte da cadela Pretinha, companheira de Orelha, ocorrida poucos dias depois, em decorrência da doença do carrapato, ressaltando a situação de vulnerabilidade sanitária dos animais.
Conclusão
Além do arquivamento do caso, o Ministério Público solicitou que cópias do processo fossem enviadas à Corregedoria da Polícia Civil de Santa Catarina para investigar possíveis irregularidades na apuração.
O órgão também pleiteou a investigação sobre eventuais vazamentos de informações sigilosas relacionadas ao adolescente investigado e anunciou a abertura de uma apuração específica sobre a possível monetização de conteúdos falsos relacionados ao caso nas redes sociais, com o suporte do CyberGAECO.
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