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Moradora de Mato Grosso vence Miss Mato Grosso do Sul e gera controvérsia no concurso

A eleição da empresária mato-grossense Lauriane Pires como Miss Mato Grosso do Sul tem gerado forte repercussão e críticas nas redes sociais e no meio cultural dos concursos de beleza. Moradora de Rondonópolis (MT), a candidata conquistou o título em 21 de dezembro, mesmo sem residir no estado que agora representa oficialmente.

De acordo com a organização do concurso, Lauriane foi eleita como representante de Campo Grande, capital sul-mato-grossense, embora viva a cerca de 492 quilômetros da cidade. O resultado causou estranhamento entre moradores de Mato Grosso do Sul, que questionaram como uma candidata de outro estado pôde ser escolhida para representar o MS em um concurso estadual.

A coordenadora do Miss Universe Mato Grosso do Sul, Jade Nunes, afirmou que o concurso segue integralmente as normas do Miss Universe Brasil, franquia nacional dirigida por Rodrigo Ferro. Segundo ela, o regulamento permite que mulheres de qualquer parte do país concorram em concursos estaduais, independentemente do local de residência.

Jade declarou ainda que houve baixa adesão de candidatas sul-mato-grossenses consideradas aptas ao padrão exigido pelo concurso. Em declaração que ampliou a polêmica, a coordenadora afirmou que três mulheres do próprio estado chegaram a se inscrever, mas não avançaram no processo seletivo. Segundo ela, nenhuma teria atendido aos critérios adotados pela organização.

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A fala repercutiu negativamente e foi interpretada por muitos como desrespeitosa com as mulheres de Mato Grosso do Sul. Questionada sobre as críticas, Jade reforçou que as inscrições ficaram abertas por três meses e que o resultado seguiu as regras vigentes. Para a coordenação, a vencedora está legitimamente apta a representar o estado no Miss Universe Brasil.

A reportagem também questionou como uma moradora de Mato Grosso pode representar oficialmente Mato Grosso do Sul, estados que estão politicamente separados há quase cinco décadas. Em resposta, a organização reiterou que o regulamento nacional permite essa possibilidade e que a vitória de Lauriane valida automaticamente sua representação.

Procurada pela reportagem, Lauriane Pires informou, por mensagem, que estava no cinema com a filha e que responderia posteriormente. Ao ser questionada sobre sua relação com Campo Grande e a representação do estado, ela perguntou se as informações seriam usadas em matéria jornalística e foi informada que sim. Até o fechamento desta reportagem, não houve retorno com posicionamento oficial da vencedora.

O espaço segue aberto para manifestação da empresária. Enquanto isso, o episódio reacende o debate sobre critérios, identidade regional e representatividade nos concursos de beleza estaduais, especialmente quando envolvem candidatos de fora do território que representam.

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Fonte:Teatri Netv

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Agosto terá dois eclipses visíveis em diferentes partes do mundo; eclipse lunar poderá ser visto no Brasil

Fenômeno lunar ocorre na madrugada de 28 de agosto e poderá ser observado a olho nu de todos os estados; eclipse solar será visível principalmente no Hemisfério Norte

O mês de agosto será marcado por dois fenômenos astronômicos: um eclipse solar total, previsto para o dia 12, e um eclipse lunar parcial, que poderá ser observado de diversas regiões das Américas, Europa e África, incluindo todo o território brasileiro.

O eclipse lunar ocorrerá na madrugada de 28 de agosto, com início às 23h30 do dia 27, no horário de Brasília, e terá o auge por volta de 1h do dia 28. Segundo a previsão, até 95% da Lua poderá adquirir uma coloração avermelhada durante o fenômeno.

De acordo com a astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional, os eclipses acontecem quando Sol, Terra e Lua ficam alinhados. No caso do eclipse lunar, a Terra fica entre o Sol e a Lua e projeta sua sombra sobre o satélite natural.

“Na Lua cheia você tem, nessa ordem, o Sol, a Terra e a Lua. E aí, o Sol batendo na Terra forma essa sombra no espaço, e quando a Lua entra nessa sombra, é que acontece o eclipse”, explicou a pesquisadora.

Eclipse lunar poderá ser observado sem equipamentos
O eclipse lunar poderá ser acompanhado a olho nu, sem a necessidade de óculos ou equipamentos especiais.

Para observar o fenômeno, a recomendação é procurar um local aberto, com visão livre do céu e, de preferência, pouca interferência de iluminação artificial.

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A coloração avermelhada da Lua ocorre porque parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre antes de atingir o satélite.

Eclipse solar acontece no dia 12
Já o eclipse solar total está previsto para o dia 12 de agosto. O fenômeno poderá ser observado em sua totalidade em regiões de países como Espanha, Portugal, Rússia, Islândia e Groenlândia.

Também haverá possibilidade de observação parcial em outras áreas do Hemisfério Norte e no norte do continente africano.

No eclipse solar, a Lua passa entre o Sol e a Terra e projeta uma sombra sobre determinada região do planeta.

“Já aqui você tem Sol, Lua e Terra, e a sombra da Lua vai fazer um caminho pela Terra. Só quem está neste caminho é que vê o eclipse do Sol. Esse caminho é um caminho de 300 quilômetros de largura”, explicou Josina.

Observação do eclipse solar exige proteção
Diferentemente do eclipse lunar, o eclipse solar não deve ser observado diretamente a olho nu.

Para acompanhar o fenômeno com segurança, é necessário utilizar óculos especiais certificados pela norma ISO 12312-2 ou máscaras de soldador equipadas com vidro de proteção número 14.

Óculos de sol comuns, filtros caseiros, películas ou outros materiais improvisados não protegem adequadamente os olhos. A observação direta do Sol pode provocar danos graves à visão e até cegueira.

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Por que acontecem os eclipses?
O eclipse solar ocorre durante a Lua Nova, quando a Lua passa entre o Sol e a Terra e bloqueia total ou parcialmente a luz solar para determinadas regiões.

O fenômeno é resultado de uma coincidência astronômica: embora o Sol seja cerca de 400 vezes maior que a Lua, ele também está aproximadamente 400 vezes mais distante da Terra. Por isso, vistos do nosso planeta, os dois corpos celestes aparentam ter tamanhos semelhantes no céu.

Já o eclipse lunar acontece somente durante a Lua Cheia, quando a Terra fica entre o Sol e a Lua.

Dependendo da posição da Lua em relação às sombras projetadas pela Terra, o eclipse pode ser total, parcial ou penumbral.

A sombra terrestre possui duas regiões: a umbra, que é a parte mais escura, e a penumbra, onde a sombra é mais fraca.

No eclipse previsto para agosto, a Lua não entrará completamente na umbra, caracterizando um eclipse lunar parcial. Mesmo assim, grande parte do satélite poderá ficar avermelhada.

Transmissão ao vivo
Quem não conseguir acompanhar os fenômenos diretamente poderá assistir às transmissões realizadas pelo Observatório Nacional, que fará a cobertura dos eclipses gratuitamente pela internet.

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