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Apostadores do RS fazem bolão de R$ 300 mil na Mega da Virada, que paga R$ 1 bilhão neste ano

Apostadores do RS fazem bolão de R$ 300 mil na Mega da Virada, que paga R$ 1 bilhão neste anoReunir grupo grande de pessoas que colaboram aumenta a probabilidade de ganho. Especialistas, no entanto, alertam que não há maneira garantida de ser sorteado na premiação.
Por: Redação/Agitos Mutum Fonte: Conteúdo G1
28/12/2025 às 10h07
Apostadores do RS fazem bolão de R$ 300 mil na Mega da Virada, que paga R$ 1 bilhão neste anoReprodução
“É 99% certo que a gente ganha uma quadra! E partindo de um acerto de quadra, só faltam dois números para a gente conseguir ganhar a Mega. Essa é a nossa grande jogada!”, empolga-se a advogada Patrícia Alosivi, uma das participantes do bolão.
Apesar da empolgação, os números mostram o tamanho do desafio. A probabilidade de acertar um jogo convencional, com seis números, é de uma chance em 50 milhões.

Segundo o professor Fernando Sabino, de Estatística e Economia da UFRGS, a única forma real de aumentar as chances é realmente o que está por trás dos bolões: jogar mais combinações.

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“O bolão é uma forma inteligente de participar, porque aumenta a chance de acerto, e o valor pago é menor”, afirma.

Ainda assim, o professor faz um alerta: a Mega Sena é totalmente aleatória. Datas de aniversário, sequências ou números da sorte não ajudam. “Todas as combinações têm exatamente a mesma chance”, diz.

“As chances aumentam, mas continuam pequenas. A loteria não é investimento, é entretenimento. As pessoas precisam jogar o que cabe no bolso”, reforça.
E não foi só apostadores experientes e convictos que o prêmio recorde da Mega da Virada atraiu: há também que tenha medo de não participar e acabar ficando de fora do novo grupo de milionários, como a jornalista Daniele Brito, que entrou em um bolão com colegas em Porto Alegre pela primeira vez.

“Eu nem costumo apostar, mas pensei: vai que os colegas ganham e eu sou a única que fica de fora”, brinca.

Mais números, mais chances e mais custo
Para tentar melhorar as probabilidades, alguns grupos optaram por apostas mais robustas. Em um bolão formado por vizinhos, a escolha foi jogar com 12 números. Segundo os participantes, a chance passa de uma em 50 milhões para cerca de uma em 54 mil.

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O gerente comercial Alex Pereira destaca que o bolão torna viável um tipo de jogo que seria inviável individualmente. “Um jogo de 12 dezenas custa em torno de R$ 5,5 mil. Para um apostador só, é inviável. Dividindo entre 30 pessoas, como no nosso caso, aumenta a chance e torna possível jogar”.

O valor da aposta cresce rapidamente conforme o número de dezenas escolhidas:

A aposta simples, com seis números, custa R$ 6;
Com sete números, o valor sobe para R$ 42;
Uma aposta com 20 números pode chegar a R$ 232 mil.

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Agosto terá dois eclipses visíveis em diferentes partes do mundo; eclipse lunar poderá ser visto no Brasil

Fenômeno lunar ocorre na madrugada de 28 de agosto e poderá ser observado a olho nu de todos os estados; eclipse solar será visível principalmente no Hemisfério Norte

O mês de agosto será marcado por dois fenômenos astronômicos: um eclipse solar total, previsto para o dia 12, e um eclipse lunar parcial, que poderá ser observado de diversas regiões das Américas, Europa e África, incluindo todo o território brasileiro.

O eclipse lunar ocorrerá na madrugada de 28 de agosto, com início às 23h30 do dia 27, no horário de Brasília, e terá o auge por volta de 1h do dia 28. Segundo a previsão, até 95% da Lua poderá adquirir uma coloração avermelhada durante o fenômeno.

De acordo com a astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional, os eclipses acontecem quando Sol, Terra e Lua ficam alinhados. No caso do eclipse lunar, a Terra fica entre o Sol e a Lua e projeta sua sombra sobre o satélite natural.

“Na Lua cheia você tem, nessa ordem, o Sol, a Terra e a Lua. E aí, o Sol batendo na Terra forma essa sombra no espaço, e quando a Lua entra nessa sombra, é que acontece o eclipse”, explicou a pesquisadora.

Eclipse lunar poderá ser observado sem equipamentos
O eclipse lunar poderá ser acompanhado a olho nu, sem a necessidade de óculos ou equipamentos especiais.

Para observar o fenômeno, a recomendação é procurar um local aberto, com visão livre do céu e, de preferência, pouca interferência de iluminação artificial.

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A coloração avermelhada da Lua ocorre porque parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre antes de atingir o satélite.

Eclipse solar acontece no dia 12
Já o eclipse solar total está previsto para o dia 12 de agosto. O fenômeno poderá ser observado em sua totalidade em regiões de países como Espanha, Portugal, Rússia, Islândia e Groenlândia.

Também haverá possibilidade de observação parcial em outras áreas do Hemisfério Norte e no norte do continente africano.

No eclipse solar, a Lua passa entre o Sol e a Terra e projeta uma sombra sobre determinada região do planeta.

“Já aqui você tem Sol, Lua e Terra, e a sombra da Lua vai fazer um caminho pela Terra. Só quem está neste caminho é que vê o eclipse do Sol. Esse caminho é um caminho de 300 quilômetros de largura”, explicou Josina.

Observação do eclipse solar exige proteção
Diferentemente do eclipse lunar, o eclipse solar não deve ser observado diretamente a olho nu.

Para acompanhar o fenômeno com segurança, é necessário utilizar óculos especiais certificados pela norma ISO 12312-2 ou máscaras de soldador equipadas com vidro de proteção número 14.

Óculos de sol comuns, filtros caseiros, películas ou outros materiais improvisados não protegem adequadamente os olhos. A observação direta do Sol pode provocar danos graves à visão e até cegueira.

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Por que acontecem os eclipses?
O eclipse solar ocorre durante a Lua Nova, quando a Lua passa entre o Sol e a Terra e bloqueia total ou parcialmente a luz solar para determinadas regiões.

O fenômeno é resultado de uma coincidência astronômica: embora o Sol seja cerca de 400 vezes maior que a Lua, ele também está aproximadamente 400 vezes mais distante da Terra. Por isso, vistos do nosso planeta, os dois corpos celestes aparentam ter tamanhos semelhantes no céu.

Já o eclipse lunar acontece somente durante a Lua Cheia, quando a Terra fica entre o Sol e a Lua.

Dependendo da posição da Lua em relação às sombras projetadas pela Terra, o eclipse pode ser total, parcial ou penumbral.

A sombra terrestre possui duas regiões: a umbra, que é a parte mais escura, e a penumbra, onde a sombra é mais fraca.

No eclipse previsto para agosto, a Lua não entrará completamente na umbra, caracterizando um eclipse lunar parcial. Mesmo assim, grande parte do satélite poderá ficar avermelhada.

Transmissão ao vivo
Quem não conseguir acompanhar os fenômenos diretamente poderá assistir às transmissões realizadas pelo Observatório Nacional, que fará a cobertura dos eclipses gratuitamente pela internet.

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