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Moraes intima réus de MT por falhas em tornozeleiras e ameaça prisão por descumprimento de cautelares

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a intimação de oito réus de Mato Grosso para que apresentem esclarecimentos sobre sucessivos descumprimentos de medidas cautelares, principalmente falhas no uso de tornozeleiras eletrônicas. As decisões constam em despachos publicados no Diário da Justiça desta segunda-feira (19).

Os casos fazem parte das ações penais que investigam os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do próprio STF, em Brasília. Segundo as investigações, os envolvidos integraram grupos organizados que buscavam desacreditar o resultado das eleições presidenciais de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e promover uma ruptura institucional.

Diante da gravidade dos fatos, o STF impôs medidas cautelares rígidas aos réus, como uso de tornozeleira eletrônica, restrições de deslocamento, recolhimento domiciliar e proibição de uso de redes sociais. O descumprimento dessas obrigações pode resultar na decretação imediata de prisão preventiva.

Entre os intimados está Sílvio Crispin Vitorino, denunciado por incitação ao crime e associação criminosa. Conforme a Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária de Mato Grosso, o monitoramento apontou registros de fim de bateria, bateria baixa e violação da área de inclusão entre 30 de dezembro de 2025 e 5 de janeiro de 2026. A Defensoria Pública da União deverá se manifestar em até cinco dias, sob pena de prisão.

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Situação semelhante foi identificada no caso de Vanderson Alves Nunes, que responde pelos mesmos crimes. A Coordenadoria de Monitoramento Eletrônico comunicou episódios de perda de sinal GPRS e GPS da tornozeleira. A defesa foi intimada a prestar esclarecimentos em cinco dias.

Já Vanderlei Gralak teve dois registros de ausência de sinal de GPS, nos dias 31 de dezembro de 2025 e 1º de janeiro de 2026. O ministro determinou que a defesa justifique as falhas no mesmo prazo, também sob risco de prisão.

No caso de César Guimarães Galli Júnior, acusado de crimes mais graves, como associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e danos qualificados ao patrimônio público e tombado, foram apontadas sete ocorrências de perda de sinal entre 1º e 4 de janeiro de 2026. Além dos esclarecimentos sobre as violações, a defesa deverá apresentar alegações finais em até 15 dias, sob pena de nomeação da Defensoria Pública da União.

A ré Dalvina Severino de Queiroz, cuja denúncia foi aditada para incluir crimes como golpe de Estado e dano qualificado, apresentou violações da área de inclusão do monitoramento eletrônico nos dias 30 de dezembro de 2025 e 3 de janeiro de 2026. Seus advogados também foram intimados a se manifestar em até cinco dias.

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Outro despacho envolve Jucenir Cristina Souza Oliveira dos Santos, que teve duas ocorrências de perda de sinal de GPS registradas em 2 de janeiro de 2026. Moraes determinou que a defesa apresente justificativas acompanhadas de documentos comprobatórios, advertindo para a possibilidade de prisão imediata em caso de omissão ou explicação considerada insuficiente.

Por fim, Michael Vieira de Freitas foi intimado após registros de fim de bateria da tornozeleira eletrônica nos dias 2 e 6 de janeiro de 2026. A defesa igualmente terá o prazo de cinco dias para se manifestar.

Em todos os casos, o ministro Alexandre de Moraes destacou que o descumprimento reiterado das medidas cautelares pode levar à revogação dos benefícios concedidos e à decretação da prisão preventiva dos réus.

Fonte Folhamax

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Mutirão Pai Presente oferece reconhecimento de paternidade e exame de DNA em Nova Mutum/MT

O Poder Judiciário de Mato Grosso realizará, entre os dias 3 e 8 de agosto de 2026, mais uma edição do Mutirão Pai Presente, iniciativa que incentiva o reconhecimento voluntário da paternidade e busca reduzir o número de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento.

A ação acontecerá em todas as comarcas do Estado, incluindo Nova Mutum. No município, pessoas interessadas em reconhecer a paternidade ou iniciar o procedimento de investigação com exame de DNA devem procurar o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC).

O atendimento pode ser realizado pelo WhatsApp (65) 9.9999-3003, pelo telefone (65) 3308-3434 ou presencialmente no Fórum de Nova Mutum, localizado na Rua das Helicônias, nº 444-N, bairro Jardim das Orquídeas.

Embora o mutirão seja realizado entre os dias 3 e 8 de agosto, as audiências de reconhecimento de paternidade e a coleta de material para exame de DNA são oferecidas durante todo o ano.

Durante as audiências, as partes poderão formalizar o reconhecimento espontâneo da paternidade. Quando houver dúvidas sobre o vínculo biológico, será possível agendar a coleta de material genético para a realização do exame de DNA.

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Para participar, é necessário apresentar documento oficial com foto, certidão de nascimento e cartão do SUS da criança, além do maior número possível de informações sobre o suposto pai, principalmente telefone para contato.

O Mutirão Pai Presente é coordenado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Corregedoria-Geral da Justiça, em parceria com o Governo do Estado, Ministério Público, Defensoria Pública e Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg-MT).

A iniciativa integra o movimento nacional Pai Presente, criado para ampliar o reconhecimento da paternidade e garantir às crianças e adolescentes direitos fundamentais, como identidade, cidadania e acesso aos benefícios legais decorrentes da filiação.

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