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Hospital São João Batista terá que pagar R$ 100 mil por demora em parto, a ação é de 2013

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A ação foi proposta por Isaquiel Costa da Silva e Luziana Vieira de Souza, que pediam uma indenização por danos morais e materiais contra a médica ginecologista Eliane Lins da Silva e a Associação Beneficente e Cultural Coração de Maria (Hospital São João Batista), Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus e o Estado de Mato Grosso.
O casal narrou que a mulher deu entrada por volta da meia noite do dia 24 de maio de 2013 no Hospital São João Batista, em Diamantino, com a bolsa amniótica rompida. Ao ser atendida, foi apontado que os batimentos cardíacos do feto estarem dentro da normalidade. Com isso, a médica enviou a gestante para um apartamento, para que fosse aguardada a realização de parto normal.
No entanto, por volta das 6h da manhã, a médica decidiu realizar uma cesariana, mas o bebê nasceu com manchas roxas pelo corpo e, após tentativa de reanimação, acabou falecendo. Na causa da morte, foi apontado uma Cardiopatia Congênita Grave, diagnóstico que não havia sido apontado durante a realização dos exames pré-natais. O casal pedia uma indenização por danos morais e materiais, pedido negado pelo juízo da Primeira Vara de Diamantino. O TJMT, no entanto, reformou a decisão.
“Mesmo estando com a bolsa amniótica rompida, a Apelante Luziana Vieira de Souza permaneceu por mais de 05 (cinco) horas sem qualquer acompanhamento da médica ou da equipe de enfermagem, ou seja, não foram feitos, por exemplo, monitoramento eletrônico dos batimentos cardíacos fetais, ecografia ou mesmo a imediata realização da cesariana. Os documentos constantes dos autos confirmam que a Apelante Luziana Vieira de Souza ficou desassistida por grande período. In casu, atento aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, bem como à dupla finalidade da reparação do dano moral, penso que o valor de R$ 100mil mostra-se adequado diante das particularidades do caso”, diz o acórdão.
Cidades
“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).
O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.
A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).
ONDE FICA?
O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.
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