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MPMT arquiva investigação sobre compra de imóvel na gestão do ex-prefeito Maninho em Colíder

Arquivamento do procedimento

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) decidiu arquivar a investigação que apurava supostas irregularidades na compra de um imóvel urbano pela Prefeitura de Colíder, a 694 km de Cuiabá, durante a gestão do então prefeito Hemerson Lourenço Máximo, conhecido como Maninho (União). A decisão afasta definitivamente qualquer indício de ilegalidade no processo de desapropriação do terreno.

Economia aos cofres públicos

De acordo com o MPMT, a administração municipal comprovou que pagou R$ 1,75 milhão por uma área avaliada em mais de R$ 2,2 milhões. A diferença entre o valor de mercado atualizado e o montante efetivamente desembolsado representou uma economia de quase R$ 500 mil aos cofres públicos, reforçando a vantagem financeira da transação para o município.

Apuração conduzida pelo NACO

A investigação foi conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO) e teve como foco a desapropriação de um terreno destinado à construção de um conjunto habitacional com 175 moradias populares, vinculado ao programa habitacional “Casa Verde e Amarela”. A suspeita inicial era de possível superfaturamento, hipótese que não se confirmou após análise técnica e documental.

Conclusão técnica do Ministério Público

Com base em laudos periciais e documentos reunidos ao longo da apuração, o MPMT concluiu que o valor pago pelo município estava abaixo do preço de mercado do imóvel. Segundo o órgão, todos os ritos legais foram seguidos, com análise criteriosa dos atos administrativos, reconhecendo a regularidade do processo de desapropriação.

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Origem da denúncia

O procedimento investigatório teve início a partir de denúncia apresentada pela vereadora de Colíder, Leila Teixeira (Patriota), que alegava suposto superfaturamento de aproximadamente R$ 1,7 milhão. Na época, a acusação apontava discrepância entre um valor de mercado estimado em R$ 750 mil por um expert e o valor pago pela prefeitura, de R$ 1,75 milhão.

Questionamentos sobre valorização do imóvel

Na denúncia, a vereadora também destacou que a área teria sido adquirida por uma empresa privada em agosto de 2021 pelo valor de R$ 130 mil e, cerca de cinco meses depois, desapropriada de forma amigável pelo município por R$ 1,75 milhão. Argumentou ainda que a valorização não estaria compatível com indicadores econômicos como o INCC e o IPCA. Esses pontos, no entanto, foram analisados e não se sustentaram diante das avaliações técnicas atualizadas.

Busca e apreensão e esclarecimentos

Durante a fase inicial das investigações, o ex-prefeito chegou a ser alvo de operação de busca e apreensão realizada pelo NACO, em razão das suspeitas levantadas. Segundo o Ministério Público, eventuais questionamentos sobre apresentação de documentos foram posteriormente sanados no curso da apuração.

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Declaração do ex-prefeito

Após o arquivamento da investigação, Hemerson Lourenço Máximo afirmou que a decisão confirma a lisura de sua gestão.
“Agradeço primeiramente a Deus e à Justiça dos homens, que com serenidade e competência esclareceram a verdade dos fatos. Sempre confiei que a regularidade de nossos atos seria comprovada. Fico com a consciência tranquila de que sempre trabalhamos com honestidade e pelo bem da população de Colíder”, declarou.

 

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Reflexos no cenário político

Apesar do arquivamento, o caso teve forte repercussão política. Durante a campanha eleitoral de 2024, adversários utilizaram as denúncias para questionar a integridade do então prefeito, o que gerou desconfiança em parte do eleitorado. Segundo aliados, a disseminação dessas acusações, contribuiram para desestabilizar o ambiente político naquele período.

Encerramento definitivo

Com a decisão do MPMT, o procedimento foi oficialmente encerrado, reconhecendo a legalidade da desapropriação e afastando qualquer suspeita de irregularidade ou dano ao erário na condução do caso pela gestão municipal.

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Cidades

AMM projeta até 3,5 mil participantes no Encontro dos Municípios em Cuiabá

Evento reúne gestores de todo o país para debater reforma tributária, arrecadação e desafios municipais

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Léo Bortolin, projeta a participação de até 3,5 mil pessoas no II Encontro dos Municípios, que será realizado entre os dias 23 e 27 de março, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.

Segundo Bortolin, a expectativa é que esta seja a maior edição do evento já realizada no estado, com número de participantes quase dobrando em relação ao ano anterior.

“É um encontro que vai ser o maior da história aqui no estado. Nós estamos com uma expectativa de quase o dobro de participantes do ano passado. Então deve ter mais de 3,5 mil pessoas”, afirmou.

O evento é organizado pela AMM em parceria com o Tribunal de Contas do Estado e a Escola Superior do Ministério Público, o que, segundo o presidente, amplia a credibilidade e a participação de autoridades e especialistas.

Entre os nomes confirmados estão a senadora Tereza Cristina (PP), o governador Mauro Mendes (União), o presidente da Associação Brasileira de Comunicação Pública, Jorge Duarte, e o jornalista Felipe Moura Brasil.

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A programação reúne prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, secretários municipais e equipes técnicas para discutir os principais desafios da gestão pública.

Durante o encontro, serão abordados temas como reforma tributária, segurança jurídica, aumento da arrecadação, regularização fundiária, educação, assistência social, agricultura familiar e comunicação pública.

“É um evento muito dinâmico, com pessoas de vários estados. Vamos trabalhar formação e discutir temas essenciais para os municípios de Mato Grosso”, destacou Bortolin.

A proposta é oferecer diretrizes práticas e soluções aplicáveis à administração municipal, fortalecendo a gestão e a articulação entre os entes públicos.

Fonte RD News

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