Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Cidades

MPF investiga uso de R$ 5,5 milhões em hospital durante pandemia

Hospital teria usado o valor para pagamento de diárias em leitos pediátricos e neonatais não habilitados para o tratamento da covid-19

A procuradora da República Denise Nunes Rocha Müller Slhessarenko, do Ministério Público Federal (MPF), determinou a abertura de Inquérito Civil para apurar o uso de R$ 5.492.518,75 em recursos federais destinados ao pagamento de diárias de UTI Covid no Hospital Regional de Colíder (632 km de Cuiabá), sem que houvesse a devida habilitação desses leitos pelo Ministério da Saúde.

A decisão foi oficializada por meio da Portaria nº 9, de 28 de janeiro de 2025, mas somente foi publicada no Diário Oficial nesta sexta-feira (7).

A investigação tem como base relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou a destinação dos valores no contrato firmado entre o Estado de Mato Grosso e a empresa Organização Goiana de Terapia Intensiva. O documento previa o gerenciamento técnico, administrativo e o fornecimento de recursos humanos e materiais para o funcionamento de dez leitos de UTI no hospital, sendo oito neonatais e dois pediátricos.

Leia Também:  "Não posso aceitar", diz comandante da PMMT sobre desfile da Vai-Vai "demonizando" policiais

No entanto, conforme análise do TCU, não houve solicitação da Secretaria Estadual de Saúde para habilitação desses leitos como UTI Covid no Ministério da Saúde, o que levanta suspeitas sobre a regularidade dos pagamentos.

“O Ministério, por meio do Despacho CGAH/DAHU/SAES/MS de 17/11/13, informou que, durante o período da pandemia da Covid-19, não houve solicitação por parte do gestor local de saúde para habilitação de leitos de UTI Covid no Município de Colíder/MT”, diz trecho da portaria.

Diante dos fatos, Slhessarenko decidiu abrir o inquérito civil para investigar possíveis irregularidades.

Propaganda

Cidades

“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.

Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.

“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.

Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.

“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.

Leia Também:  Prefeito de Diamantino foi mediador no 32º Encontro de Prefeitos Mato-grossenses

Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.

“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.

Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.

Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.

Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.

Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA