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Mato Grosso tem 15 regiões turísticas incluídas no Mapa do Turismo Brasileiro 2022


Quinze regiões turísticas mato-grossenses foram incluídas no Mapa do Turismo Brasileiro 2022, publicado pelo Ministério do Turismo, na segunda-feira (28.03). Neste ano, 80 municípios do Estado passaram a integrar o mapa. A atualização do instrumento visa nortear as políticas públicas para o setor, como a destinação de recursos do Ministério para obras de infraestrutura e oferta de cursos de qualificação profissional.

O Mapa do Turismo concentra municípios brasileiros com vocação turística ou impactados pelo setor de viagens. A participação dos destinos no Mapa garante às regiões turísticas listadas prioridade no recebimento de recursos para o desenvolvimento do turismo em cada localidade.

Em Mato Grosso houve o acréscimo de uma região ao Mapa neste ano. Em 2019 havia 14 regiões inscritas.  Atualmente as regiões turísticas integradas ao sistema são: Região Pantanal Mato-grossense, Região das Nascentes, Região Domo de Araguainha, Região Amazônia Mato-Grossense, Região Metropolitana, Região Circuito das Águas, Região Portal da Amazônia, Região Portal do Agronegócio, Região Rota dos Ipês e das Águas, Região Vale do Cabaçal, Vale do Guaporé, Região Vale do Juruena, Região Vale do São Lourenço, Região Norte Araguaia e a Região Turística Roncador Xingu.

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Em todo país, 2.542 municípios brasileiros, de 332 regiões turísticas, se cadastraram.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, agregar novas regiões ao sistema do Mapa é uma ação importante para fomentar o turismo do Estado.

“Temos incentivado os municípios a se integrarem ao Mapa do Turismo, informando as vantagens que terão ao participar desse instrumento nacional. A mais relevante delas é a preferência de recebimento de recursos que poderão ser injetados nos municípios para fortalecer o setor”, afirma.

A expansão das regiões inscritas no Mapa nacional é resultado de uma série de reuniões realizadas pela Secretaria Adjunta de Turismo junto às instâncias de governança das regionais do turismo (IGRs) e seus respectivos municípios, alega o secretário Jefferson Moreno.

“Nosso maior intuito era ampliar o número de regiões mato-grossenses no Mapa do Turismo Brasileiro, por isso nos dispusemos a ir até os municípios mostrar os benefícios de fazer parte da plataforma. Hoje, Mato Grosso é o primeiro estado do Centro-Oeste em número de regiões cadastradas, seguido por Goiás com 10 regiões inscritas. O Mato Grosso do Sul possui 8 e o Distrito Federal, apenas 1”, explica Moreno.

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Cadastro em tempo real

A partir deste ano, conforme ato normativo do Ministério do Turismo, o Sistema de Informações do Mapa do Turismo Brasileiro (SISMapa) permanecerá aberto para cadastramento dos municípios que desejam compor o Mapa ou atualizar informações. Até a edição anterior do Mapa havia um período determinado para a inclusão das informações no sistema, que era fechado após o prazo.

Para efetuar o cadastramento os municípios devem atender aos critérios determinados na Portaria MTur nº 41/2021. Dentre os requisitos estão a existência de um órgão responsável pelo setor do turismo, orçamento definido para investimentos e conselho municipal de turismo ativo.

Fonte: GOV MT

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Nova Mutum se consolida como destaque econômico de Mato Grosso com expansão de R$ 817 milhões da Inpasa

Município propõe R$ 6,28 milhões em incentivos fiscais para terceira fase da indústria de etanol de milho, em investimento que deve ampliar empregos, arrecadação e atividade industrial

NOVA MUTUM (MT) — O avanço da industrialização e a capacidade de atrair grandes investimentos vêm consolidando Nova Mutum como um dos principais polos de desenvolvimento econômico de Mato Grosso. Mais um exemplo desse movimento está na proposta encaminhada pelo prefeito Leandro Félix (União) à Câmara Municipal, que prevê a concessão de aproximadamente R$ 6,28 milhões em incentivos fiscais para a expansão da unidade da Inpasa instalada no município.

A proposta foi encaminhada às comissões durante a sessão desta segunda-feira, 10, e está relacionada à implantação da terceira fase do empreendimento, que deverá receber aproximadamente R$ 817,6 milhões em investimentos entre 2026 e 2027.

O projeto reforça uma estratégia que vem ganhando força em Nova Mutum: utilizar políticas de incentivo como instrumento para atrair e ampliar investimentos privados, fortalecer a indústria, gerar empregos e aumentar, no médio e longo prazo, a arrecadação municipal.

Incentivos ultrapassam R$ 6,2 milhões

O principal benefício previsto no projeto é a redução do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) incidente sobre os serviços de construção da nova etapa da indústria.

O incentivo está estimado em R$ 6,03 milhões e deverá ser concedido nos exercícios de 2026 e 2027, condicionado ao cumprimento do cronograma físico-financeiro da obra.

A proposta também estabelece a isenção da Taxa de Licença para Execução de Obras, referente ao alvará de construção, calculada em aproximadamente R$ 134,4 mil, além da Taxa de Licença para o Habite-se, estimada em R$ 117,7 mil.

Somados, os três benefícios representam cerca de R$ 6,28 milhões em incentivos fiscais.

Em contrapartida, a empresa deverá realizar o investimento de aproximadamente R$ 817,6 milhões na ampliação da unidade, além de assumir compromissos relacionados à geração de empregos e ao fortalecimento da atividade econômica local.

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Investimento deve gerar empregos e movimentar a economia

Entre as contrapartidas previstas está a geração de novos postos de trabalho diretos e indiretos durante a execução das obras, além da oferta de novas oportunidades de emprego diretamente após a conclusão da expansão.

O impacto, porém, não se limita ao mercado de trabalho.

A expansão também deverá contribuir para o aumento da movimentação econômica de Nova Mutum, envolvendo empresas prestadoras de serviços, fornecedores, transportadoras, comércio e outros segmentos que participam da cadeia produtiva ligada à indústria de etanol de milho.

Outro ponto previsto no projeto é o incremento do Valor Adicionado (VA) utilizado no cálculo do Índice de Participação do Município na distribuição da arrecadação do ICMS.

Para isso, a empresa deverá registrar no município as operações relacionadas aos produtos manufaturados, serviços e mercadorias comercializados a partir das instalações locais.

Na prática, o objetivo é fazer com que o crescimento da atividade industrial também se traduza em maior participação de Nova Mutum na distribuição futura das receitas tributárias.

Incentivo como estratégia de desenvolvimento

Na justificativa encaminhada à Câmara Municipal, o prefeito Leandro Félix defende que o incentivo fiscal deve ser compreendido como uma ferramenta de desenvolvimento econômico, e não apenas como uma renúncia de receita no curto prazo.

Segundo a mensagem, a medida representa uma forma de investimento público destinada a estimular o desenvolvimento econômico, com expectativa de que os resultados futuros superem os efeitos imediatos da renúncia tributária.

A administração municipal destaca entre os resultados esperados o aumento da arrecadação futura, o fortalecimento da economia local, a geração de empregos e a ampliação da competitividade industrial.

Nova Mutum ganha força como polo industrial

A nova expansão da Inpasa se insere em um cenário mais amplo de transformação econômica de Nova Mutum.

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Tradicionalmente reconhecido pela força do agronegócio, o município vem avançando na industrialização da produção agrícola, agregando valor à matéria-prima produzida na região e ampliando sua participação em cadeias produtivas de maior complexidade.

A instalação e expansão de indústrias ligadas ao processamento de milho representam justamente essa mudança de perfil: além de produzir commodities, Nova Mutum amplia sua capacidade de transformar a produção dentro do próprio território, gerando atividade econômica, empregos, serviços e novas oportunidades para empresas locais.

O movimento também reforça a posição estratégica do município dentro da economia mato-grossense.

Com investimentos privados de grande porte, expansão da infraestrutura e políticas públicas voltadas à atração e permanência de empresas, Nova Mutum passa a se destacar não apenas pela produção agropecuária, mas também pela capacidade de industrializar, agregar valor e gerar riqueza a partir de sua própria vocação produtiva.

R$ 817 milhões para uma nova etapa

A terceira fase da Inpasa representa, nesse contexto, mais do que uma nova obra industrial. O investimento de aproximadamente R$ 817,6 milhões sinaliza a confiança do setor produtivo no potencial de Nova Mutum e na capacidade do município de sustentar novos ciclos de crescimento.

Para o município, a aposta é que o incentivo concedido agora produza efeitos econômicos por muitos anos, com aumento da atividade industrial, geração de empregos, fortalecimento da cadeia de fornecedores e ampliação da participação de Nova Mutum na arrecadação estadual.

O projeto ainda será analisado pelas comissões da Câmara Municipal antes de seguir para votação em plenário.

Se aprovado, o incentivo abrirá caminho para mais uma grande etapa de expansão industrial em Nova Mutum — município que vem transformando sua vocação agrícola em uma plataforma cada vez mais diversificada de produção, industrialização, emprego e desenvolvimento econômico, reforçando sua posição entre os principais destaques de Mato Grosso.

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