Cidades
Governo de MT recebe áreas e inicia processo de regularização para beneficiar mil famílias
O governador Mauro Mendes assinou, nesta quinta-feira (24.03), o decreto que oficializa o recebimento das glebas Divisa e Maiká, que abrange parte dos municípios de Marcelândia, Novo Mundo e Peixoto de Azevedo.
No total, cerca 500 mil hectares de áreas foram repassados pelo Governo Federal ao Estado de Mato Grosso. Com a atuação do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), essas áreas serão regularizadas e documentadas, garantindo segurança jurídica aos proprietários.
“Depois de quase 40 anos, nós conseguimos trazer para Mato Grosso a responsabilização dessa regularização, que estava com a União. Com a atual estrutura do Intermat, temos condições de resolver o problema e colocar um ponto final nessa história”, declarou o governador Mauro Mendes.
Ainda de acordo com chefe do Poder Executivo, a regularização dessas áreas representa desenvolvimento em vários segmentos da sociedade para quem mora dentro dessas áreas e na região.
“Com isso, vamos ter mais produção, além da geração de emprego e mais desenvolvimento no segmento econômico. Quem ganha com isso são os proprietários e todos que estão em Mato Grosso”, concluiu.

O Presidente do Intermat, Francisco Serafim Barros, explicou que as tratativas para regularização dessas áreas estão em tramitação e um plano de ação está em execução para levar toda segurança jurídica aos proprietários que terão os títulos definitivos registrados em cartórios da sua propriedade.
“Nós estamos trabalhando graças ao apoio que o governador Mauro Mendes ofereceu ao Intermat, dando condições para que nossos servidores possam realizar todo processo de regularização que finaliza no momento que entregamos o documento nas mãos do proprietário. Só vamos parar quando não houver mais glebas com pendências, este é o nosso compromisso, é a nossa obrigação, em atender as necessidades das famílias que tanto esperam por essa resolução”, explicou o presidente da autarquia.
Já existem algumas situações de regularização que foram iniciadas na gleba Divisa e todos os processos serão revisados. Alguns dos lotes já foram georreferenciados (medição, os limites das áreas) e aguardam a emissão do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCR) junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), ação que faz parte na ação de realização dos trabalhos. Além disso, foi contabilizado que somente dentro da Gleba Divisa, cerca de 1.800 famílias estão assentadas nessas áreas e aguardam pelo documento de título definitivo.

O recebimento dessas áreas pelo Estado foi recebido com felicidade e alívio para quem mora na região. A Presidente da Associação dos Produtores de Terras do município de Novo Mundo, Silvania Garcia Miranda Martins, explicou que espera por essa regularização é aguardada há mais de quarenta décadas, mas que apenas na atual gestão está sendo concretizada.
“Muitos governadores passaram antes do senhor, muitos prometeram antes do senhor, mas nós estávamos até agora aguardados, há mais de 40 anos esperando o nosso registro de nascimento. Agora, quando um governador sensível olha para a gente e enxerga que nós precisamos da nossa certidão, este gestor e visionário, que vai marcar uma divisão de águas em Mato Grosso. Agora vamos ter dignidade, vamos poder entrar em um banco com nossas escrituras e falar ‘eu tenho meu registro de nascimento’, é isso que eu queria dizer para o senhor governador Mauro Mendes, parabéns pela sua visão”, declarou.
A solenidade de formalização ocorreu no Palácio Paiaguás e contou com a presença do secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, da secretária de Estado de Comunicação, Laice Souza, dos deputados estaduais Dilmar Dal Bosco, Wilson Santos, Thiago Silva, deputado federal Juarez Alves da Costa Carlos, dos prefeitos da região, servidores do Intermat e demais lideranças.
Cidades
Nova Mutum se consolida como destaque econômico de Mato Grosso com expansão de R$ 817 milhões da Inpasa

Município propõe R$ 6,28 milhões em incentivos fiscais para terceira fase da indústria de etanol de milho, em investimento que deve ampliar empregos, arrecadação e atividade industrial
NOVA MUTUM (MT) — O avanço da industrialização e a capacidade de atrair grandes investimentos vêm consolidando Nova Mutum como um dos principais polos de desenvolvimento econômico de Mato Grosso. Mais um exemplo desse movimento está na proposta encaminhada pelo prefeito Leandro Félix (União) à Câmara Municipal, que prevê a concessão de aproximadamente R$ 6,28 milhões em incentivos fiscais para a expansão da unidade da Inpasa instalada no município.
A proposta foi encaminhada às comissões durante a sessão desta segunda-feira, 10, e está relacionada à implantação da terceira fase do empreendimento, que deverá receber aproximadamente R$ 817,6 milhões em investimentos entre 2026 e 2027.
O projeto reforça uma estratégia que vem ganhando força em Nova Mutum: utilizar políticas de incentivo como instrumento para atrair e ampliar investimentos privados, fortalecer a indústria, gerar empregos e aumentar, no médio e longo prazo, a arrecadação municipal.
Incentivos ultrapassam R$ 6,2 milhões
O principal benefício previsto no projeto é a redução do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) incidente sobre os serviços de construção da nova etapa da indústria.
O incentivo está estimado em R$ 6,03 milhões e deverá ser concedido nos exercícios de 2026 e 2027, condicionado ao cumprimento do cronograma físico-financeiro da obra.
A proposta também estabelece a isenção da Taxa de Licença para Execução de Obras, referente ao alvará de construção, calculada em aproximadamente R$ 134,4 mil, além da Taxa de Licença para o Habite-se, estimada em R$ 117,7 mil.
Somados, os três benefícios representam cerca de R$ 6,28 milhões em incentivos fiscais.
Em contrapartida, a empresa deverá realizar o investimento de aproximadamente R$ 817,6 milhões na ampliação da unidade, além de assumir compromissos relacionados à geração de empregos e ao fortalecimento da atividade econômica local.
Investimento deve gerar empregos e movimentar a economia
Entre as contrapartidas previstas está a geração de novos postos de trabalho diretos e indiretos durante a execução das obras, além da oferta de novas oportunidades de emprego diretamente após a conclusão da expansão.
O impacto, porém, não se limita ao mercado de trabalho.
A expansão também deverá contribuir para o aumento da movimentação econômica de Nova Mutum, envolvendo empresas prestadoras de serviços, fornecedores, transportadoras, comércio e outros segmentos que participam da cadeia produtiva ligada à indústria de etanol de milho.
Outro ponto previsto no projeto é o incremento do Valor Adicionado (VA) utilizado no cálculo do Índice de Participação do Município na distribuição da arrecadação do ICMS.
Para isso, a empresa deverá registrar no município as operações relacionadas aos produtos manufaturados, serviços e mercadorias comercializados a partir das instalações locais.
Na prática, o objetivo é fazer com que o crescimento da atividade industrial também se traduza em maior participação de Nova Mutum na distribuição futura das receitas tributárias.
Incentivo como estratégia de desenvolvimento
Na justificativa encaminhada à Câmara Municipal, o prefeito Leandro Félix defende que o incentivo fiscal deve ser compreendido como uma ferramenta de desenvolvimento econômico, e não apenas como uma renúncia de receita no curto prazo.
Segundo a mensagem, a medida representa uma forma de investimento público destinada a estimular o desenvolvimento econômico, com expectativa de que os resultados futuros superem os efeitos imediatos da renúncia tributária.
A administração municipal destaca entre os resultados esperados o aumento da arrecadação futura, o fortalecimento da economia local, a geração de empregos e a ampliação da competitividade industrial.
Nova Mutum ganha força como polo industrial
A nova expansão da Inpasa se insere em um cenário mais amplo de transformação econômica de Nova Mutum.
Tradicionalmente reconhecido pela força do agronegócio, o município vem avançando na industrialização da produção agrícola, agregando valor à matéria-prima produzida na região e ampliando sua participação em cadeias produtivas de maior complexidade.
A instalação e expansão de indústrias ligadas ao processamento de milho representam justamente essa mudança de perfil: além de produzir commodities, Nova Mutum amplia sua capacidade de transformar a produção dentro do próprio território, gerando atividade econômica, empregos, serviços e novas oportunidades para empresas locais.
O movimento também reforça a posição estratégica do município dentro da economia mato-grossense.
Com investimentos privados de grande porte, expansão da infraestrutura e políticas públicas voltadas à atração e permanência de empresas, Nova Mutum passa a se destacar não apenas pela produção agropecuária, mas também pela capacidade de industrializar, agregar valor e gerar riqueza a partir de sua própria vocação produtiva.
R$ 817 milhões para uma nova etapa
A terceira fase da Inpasa representa, nesse contexto, mais do que uma nova obra industrial. O investimento de aproximadamente R$ 817,6 milhões sinaliza a confiança do setor produtivo no potencial de Nova Mutum e na capacidade do município de sustentar novos ciclos de crescimento.
Para o município, a aposta é que o incentivo concedido agora produza efeitos econômicos por muitos anos, com aumento da atividade industrial, geração de empregos, fortalecimento da cadeia de fornecedores e ampliação da participação de Nova Mutum na arrecadação estadual.
O projeto ainda será analisado pelas comissões da Câmara Municipal antes de seguir para votação em plenário.
Se aprovado, o incentivo abrirá caminho para mais uma grande etapa de expansão industrial em Nova Mutum — município que vem transformando sua vocação agrícola em uma plataforma cada vez mais diversificada de produção, industrialização, emprego e desenvolvimento econômico, reforçando sua posição entre os principais destaques de Mato Grosso.
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