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Suspeitos são pegos “tocando” gado furtado e acabam presos pela Força Tática

Uma ação da Força Tática da Polícia Militar evitou o furto de gado e terminou com três homens presos na madrugada desta sexta-feira (6), na zona rural de Rondonópolis (a 218 km de Cuiabá).

De acordo com a polícia, os militares realizavam patrulhamento rural quando receberam informações da Agência Local de Inteligência (ALI) de que uma quadrilha especializada em furto de gado pretendia invadir uma fazenda na região conhecida como Cabeceira do Almoço para levar cerca de 30 cabeças de gado.

Diante da denúncia, os policiais iniciaram um monitoramento na área. Durante as buscas, os suspeitos foram encontrados em uma caminhonete F-4000 bege, enquanto tocavam nove cabeças de gado pela estrada, sendo um deles um bezerro.

A equipe fez a abordagem e, durante a conversa com os policiais, um dos suspeitos confessou que arrombou o cadeado da porteira da fazenda para furtar os animais.

Na revista ao veículo, os policiais encontraram um revólver calibre 22 com seis munições, além de vários objetos que seriam usados na prática do crime, como alicates, corta-vergalhão, marreta, arco de serra, motosserra, rádios comunicadores e uma balaclava (toca ninja).

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Os animais foram deixados em um corredor da propriedade, junto com três cavalos, para que o dono da fazenda pudesse recolhê-los posteriormente.

Os três suspeitos receberam voz de prisão e foram levados para a delegacia, onde foram entregues sem lesões.

Durante a checagem dos antecedentes, a polícia descobriu que um dos detidos possuía dois mandados de prisão em aberto, expedidos pela Justiça de Campo Grande (MS). Outro suspeito já tinha passagem por furto de gado, abatedouro ilegal e posse irregular de arma de fogo.

A arma apreendida foi encaminhada para a Polícia Civil, e o caminhão usado na ação criminosa foi levado para o pátio da delegacia. O caso agora será investigado.

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Ministério Público conclui que Cão Orelha não morreu por agressões de adolescentes e pede o arquivamento

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) anunciou, nesta terça-feira (12/5), que as evidências periciais refutam a possibilidade de que os adolescentes em investigação tenham agredido o cão comunitário Orelha, que foi encontrado ferido na Praia Brava, no norte de Florianópolis (SC).

Após revisar quase 2 mil arquivos, o MPSC concluiu que a morte do animal está relacionada a uma condição pré-existente e grave, e não a qualquer agressão por parte de humanos.

Com base nas investigações, a procuradoria solicitou na última sexta-feira (8/5) o arquivamento do caso referente à morte de Orelha.

Conforme o MP, relatórios policiais indicavam que o jovem suspeito e o animal haviam estado juntos na praia por aproximadamente 40 minutos, mas a perícia revelou um descompasso de cerca de 30 minutos entre os horários registrados pelas câmeras de um condomínio e pelo sistema de monitoramento público, conhecido como Bem-Te-Vi.

As imagens evidenciam que, enquanto o adolescente estava nas proximidades do deck da praia, Orelha se encontrava a cerca de 600 metros de distância.

“O estudo revelou que nos momentos em que o adolescente esteve na área do deck, o cão estava situado a aproximadamente 600 metros. Portanto, a suposição de que ambos compartilharam o mesmo espaço por cerca de 40 minutos não é válida”, ressaltou o MPSC.

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Adicionalmente, as análises periciais mostraram que o cão mantinha plena mobilidade e um padrão normal de locomoção quase uma hora após o momento em que se acredita que a suposta agressão teria ocorrido, o que afasta a hipótese de que ele teria retornado da praia já debilitado por agressões.

Saúde do cão Orelha

Os laudos veterinários anexados ao processo excluíram a possibilidade de traumatismo recente passível de maus-tratos. Segundo o perito que realizou a exumação, todos os ossos do animal foram analisados e não foram encontradas fraturas ou lesões relacionadas à ação humana.

Os exames revelaram sinais de osteomielite na região do maxilar esquerdo — uma infecção óssea crônica e grave, possivelmente associada a doenças periodontais avançadas.

Imagens do crânio anexadas ao processo mostram uma lesão profunda e antiga, com perda de pelos, descamação e inflamação, compatíveis com uma infecção de longo prazo. A localização da ferida, abaixo do olho esquerdo, corresponde ao edema observado pelo veterinário que atendeu o animal.

O MPSC também destacou que a fotografia obtida durante o atendimento veterinário mostrava apenas inchaço no olho esquerdo do cão, sem outros sinais evidentes de violência.

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De acordo com as Promotorias de Justiça, o conjunto de provas demonstra que Orelha faleceu devido a um quadro clínico grave que levou à eutanásia.

O órgão ainda mencionou a morte da cadela Pretinha, companheira de Orelha, ocorrida poucos dias depois, em decorrência da doença do carrapato, ressaltando a situação de vulnerabilidade sanitária dos animais.

Conclusão

Além do arquivamento do caso, o Ministério Público solicitou que cópias do processo fossem enviadas à Corregedoria da Polícia Civil de Santa Catarina para investigar possíveis irregularidades na apuração.

O órgão também pleiteou a investigação sobre eventuais vazamentos de informações sigilosas relacionadas ao adolescente investigado e anunciou a abertura de uma apuração específica sobre a possível monetização de conteúdos falsos relacionados ao caso nas redes sociais, com o suporte do CyberGAECO.

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