Alerta
Quando o trânsito falha, a vida fica por um fio, criança de 11 anos é atingida por carreta após entrar em ponto cego no Cidade Nova em Nova Mutum

Na manhã desta quarta-feira (26), a rotina do bairro Cidade Nova, em Nova Mutum, foi abruptamente interrompida por um susto que poderia ter terminado em tragédia.
Uma criança de apenas 11 anos, a caminho de mais um dia comum, acabou ferida após ser atingida por uma carreta na Avenida São Paulo, por volta das 6h50.
O acidente ocorreu durante a conversão do veículo pesado, que seguia pela Avenida Brasília. No breve instante em que o caminhoneiro ajustava o percurso, a menina, que trafegava de bicicleta, acabou entrando no ponto cego da carreta — aquele espaço invisível que, quando ignorado, transforma pequenos descuidos em enormes riscos.
Um motorista que vinha logo atrás percebeu o perigo iminente. Buzinou, insistiu, tentou avisar. Mas o alerta não bastou para impedir o contato entre a carreta e a bicicleta. No impacto, a criança caiu, e sua bicicleta foi parar sob o pneu do veículo. Por um sopro de sorte — ou talvez por um desses milagres rotineiros — ela sofreu apenas escoriações. A cena, no entanto, fala por si: poderia ter sido muito pior.
O Corpo de Bombeiros de Nova Mutum chegou rapidamente, realizando a estabilização e o atendimento necessário antes de encaminhar a vítima ao Hospital Regional Hilda Strenger Ribeiro.
Enquanto isso, este episódio reforça uma verdade urgente:
“Os adultos conhecem os pontos cegos, mas as crianças não — e é por isso que cada um de nós precisa dirigir como quem protege, não como quem apenas passa.”
Que esta ocorrência sirva como um apelo coletivo por mais atenção, mais empatia e mais responsabilidade. No trânsito, cada vida conta — e a de uma criança, ainda mais.
Por: Elissa Neves / IdealMT
Alerta
Mãe denuncia racismo recorrente contra o filho em escolas estaduais e omissão em Cuiabá

O ambiente escolar, que deveria ser um espaço de acolhimento e aprendizado, tornou-se um cenário de sofrimento para o filho de Rubineia de Lourdes, um jovem de 15 anos que vem enfrentando uma persistente campanha de discriminação racial e bullying. A mãe destaca a urgência da implementação efetiva de leis de diretrizes raciais nas escolas para inibir tais situações.
A perseguição contra L.O. consolidou-se por meio do uso pejorativo do nome “Jamal”. Segundo os relatos, o termo refere-se a um meme que utiliza a imagem de um jovem negro para personificar “culpado” por crimes, mesmo sendo inocente. O bullying começou de forma pontual no 7º ano e generalizou-se no ano passado, quando o jovem tinha 14 anos.
A situação atingiu um ponto crítico na Escola Estadual Professora Ana Maria do Couto, em Cuiabá, em que, durante a exibição de um vídeo sobre racismo, colegas começaram a gritar “Cadê o Jamal?”. Em um episódio de retaliação a insultos homofóbicos, L.O. chegou a ser suspenso, mas sua mãe questionou a disparidade na punição, já que o racismo sofrido pelo filho não recebia o mesmo tipo de advertência.
“Só que o L.O. estava tão cansado de tantas dessas atitudes que ele não quis mais voltar para a escola. Isso aconteceu em novembro e eu não podia tirá-lo da escola antes do ano acabar. Ele teve que concluir o ensino fundamental lá, apesar de tudo o que aconteceu e dos apelidos”, desabafa a mãe.
Ao ser transferido para a Escola Estadual Dione Augusta Silva Souza, também na região do Morada da Serra, em 2026, quando iniciou o ensino médio, o problema persistiu. Estudantes criaram um grupo fechado no Instagram dedicado a atacar o rapaz com montagens e ofensas. Em abril deste ano, o jovem sofreu uma crise de ansiedade severa em sala de aula, apresentando dormência nos braços e visão turva.
A mãe do estudante denunciou a negligência ao responsável na escola, mas, segundo ela, ao procurar o coordenador para relatar os ataques digitais, encontrou um profissional indiferente, que usava fones de ouvido e se recusou a registrar formalmente a reclamação no momento. Ainda alegou que o próprio aluno deveria ter feito a denúncia antes.
“Na primeira reunião de pais, eu expliquei que ele estava vindo da Ana Maria do Corpo e que lá aconteceu essa situação. Que já no primeiro dia de aula o L. O. chegou no Dione e os colegas começaram a chamar novamente ele de Jamal. Pedi demais para a coordenação ir às salas do primeiro ano para conversar e tentar resolver essa situação de uma forma mais fácil. E não foi feito nada. Sempre que meu filho chegava em casa, eu perguntava se a minha coordenação tinha procurado ele, e a resposta era sempre que não”, explica Rubineia.
Mudança
Atualmente, o menor encontra-se em uma nova escola em que, após novas tentativas de bullying, a intervenção imediata de um mediador educacional foi eficaz. Ao conversar com a turma e estabelecer penalidades claras para o racismo, o profissional conseguiu garantir que o jovem voltasse a ser chamado pelo seu nome e respeitado pelos colegas.
“Eu não estou à procura de nenhum tratamento especial para o meu filho, eu só estou à procura de respeito e justiça. Vamos agora registrar um boletim de ocorrência, vamos ao Conselho Tutelar, à Delegacia da Infância. Iremos usar todos os recursos necessários para que a gente possa trazer justiça para o meu filho e para todos os outros alunos que também estão passando por essa situação”, desabafou Rubineia ao Gazeta Digital.
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