Alerta
Garota leva faca para a escola para revidar ataque de colegas em MT

Uma adolescente de 14 anos foi encaminhada à Delegacia de Polícia Militar na segunda-feira (1º) após ser flagrada com uma faca em uma sala de aula no município de Juscimeira (MT).
O caso foi registrado na Escola Estadual Dom Vunibaldo. A equipe de coordenação da instituição acionou a Polícia Militar, que foi até o local.
Segundo relato da adolescente, ela vinha sendo atacada por colegas de turma e levou a faca para se proteger de duas estudantes que a ameaçaram, dizendo que iriam “pegar ela” na saída da escola.
No momento da abordagem, a gestão escolar entregou aos policiais o celular da adolescente.
Dentro da capinha do aparelho foi encontrado um cigarro contendo uma substância análoga à maconha.
A equipe apreendeu o celular da adolescente, o cigarro e a faca, e a encaminhou, acompanhada da mãe, à delegacia de polícia.
Uma equipe do Conselho Tutelar também foi acionada.
Alerta
Mãe denuncia racismo recorrente contra o filho em escolas estaduais e omissão em Cuiabá

O ambiente escolar, que deveria ser um espaço de acolhimento e aprendizado, tornou-se um cenário de sofrimento para o filho de Rubineia de Lourdes, um jovem de 15 anos que vem enfrentando uma persistente campanha de discriminação racial e bullying. A mãe destaca a urgência da implementação efetiva de leis de diretrizes raciais nas escolas para inibir tais situações.
A perseguição contra L.O. consolidou-se por meio do uso pejorativo do nome “Jamal”. Segundo os relatos, o termo refere-se a um meme que utiliza a imagem de um jovem negro para personificar “culpado” por crimes, mesmo sendo inocente. O bullying começou de forma pontual no 7º ano e generalizou-se no ano passado, quando o jovem tinha 14 anos.
A situação atingiu um ponto crítico na Escola Estadual Professora Ana Maria do Couto, em Cuiabá, em que, durante a exibição de um vídeo sobre racismo, colegas começaram a gritar “Cadê o Jamal?”. Em um episódio de retaliação a insultos homofóbicos, L.O. chegou a ser suspenso, mas sua mãe questionou a disparidade na punição, já que o racismo sofrido pelo filho não recebia o mesmo tipo de advertência.
“Só que o L.O. estava tão cansado de tantas dessas atitudes que ele não quis mais voltar para a escola. Isso aconteceu em novembro e eu não podia tirá-lo da escola antes do ano acabar. Ele teve que concluir o ensino fundamental lá, apesar de tudo o que aconteceu e dos apelidos”, desabafa a mãe.
Ao ser transferido para a Escola Estadual Dione Augusta Silva Souza, também na região do Morada da Serra, em 2026, quando iniciou o ensino médio, o problema persistiu. Estudantes criaram um grupo fechado no Instagram dedicado a atacar o rapaz com montagens e ofensas. Em abril deste ano, o jovem sofreu uma crise de ansiedade severa em sala de aula, apresentando dormência nos braços e visão turva.
A mãe do estudante denunciou a negligência ao responsável na escola, mas, segundo ela, ao procurar o coordenador para relatar os ataques digitais, encontrou um profissional indiferente, que usava fones de ouvido e se recusou a registrar formalmente a reclamação no momento. Ainda alegou que o próprio aluno deveria ter feito a denúncia antes.
“Na primeira reunião de pais, eu expliquei que ele estava vindo da Ana Maria do Corpo e que lá aconteceu essa situação. Que já no primeiro dia de aula o L. O. chegou no Dione e os colegas começaram a chamar novamente ele de Jamal. Pedi demais para a coordenação ir às salas do primeiro ano para conversar e tentar resolver essa situação de uma forma mais fácil. E não foi feito nada. Sempre que meu filho chegava em casa, eu perguntava se a minha coordenação tinha procurado ele, e a resposta era sempre que não”, explica Rubineia.
Mudança
Atualmente, o menor encontra-se em uma nova escola em que, após novas tentativas de bullying, a intervenção imediata de um mediador educacional foi eficaz. Ao conversar com a turma e estabelecer penalidades claras para o racismo, o profissional conseguiu garantir que o jovem voltasse a ser chamado pelo seu nome e respeitado pelos colegas.
“Eu não estou à procura de nenhum tratamento especial para o meu filho, eu só estou à procura de respeito e justiça. Vamos agora registrar um boletim de ocorrência, vamos ao Conselho Tutelar, à Delegacia da Infância. Iremos usar todos os recursos necessários para que a gente possa trazer justiça para o meu filho e para todos os outros alunos que também estão passando por essa situação”, desabafou Rubineia ao Gazeta Digital.
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