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Agro Notícias

STF mantém prisão de dupla acusada de furtar R$ 800 mil em soja em MT

Dois homens apontados como integrantes de um esquema de furto de soja em Mato Grosso seguem presos após decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou pedido de habeas corpus e manteve a prisão preventiva da dupla investigada por um prejuízo superior a R$ 800 mil envolvendo o desvio de oito carretas de grãos.

A decisão foi publicada na última segunda-feira (27) e confirma o entendimento das instâncias anteriores de que há elementos suficientes para sustentar a manutenção da custódia cautelar, diante da suspeita de atuação estruturada em organização criminosa voltada ao furto de cargas no estado.

De acordo com as investigações, os suspeitos Guilherme Justmann Fobrich e Jorciney Nascimento Silva teriam papéis definidos dentro do esquema. Jorciney seria responsável pelo transporte das cargas furtadas, atuando como motorista, enquanto Guilherme é apontado como o articulador do grupo, responsável pela logística e pelo contato com demais envolvidos na operação.

O caso tramita também na 2ª Vara Criminal de Barra do Garças e descreve uma atuação coordenada, com divisão de funções e planejamento para a subtração das cargas de soja. Ao todo, foram oito carretas desviadas, gerando prejuízo estimado em mais de R$ 800 mil.

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Ao analisar o pedido da defesa, o ministro Cristiano Zanin entendeu que não havia ilegalidade flagrante na prisão e destacou ainda que o caso não poderia avançar naquele momento no STF por questões processuais, já que não houve análise prévia pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o que configuraria supressão de instância.

A defesa dos investigados alegou falta de fundamentação na decisão que decretou a prisão preventiva e sustentou que ambos possuem residência fixa e ocupação lícita, pedindo a substituição por medidas cautelares. Os argumentos, no entanto, foram rejeitados.

Na decisão, Zanin reforçou que a existência de condições pessoais favoráveis não é suficiente para revogar a prisão quando há elementos que apontam risco à ordem pública. Ele também destacou que a prisão preventiva pode ser mantida como forma de interromper a atuação de suposta organização criminosa, caso haja indícios consistentes da prática reiterada de crimes.

Com a decisão, os investigados permanecem presos enquanto o processo segue tramitando nas instâncias competentes.

Fonte Folhamax

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Agro Notícias

Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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