Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agro Notícias

Senar, Mapa e Croplife Brasil debatem capacitação de aplicadores de defensivos agrícolas


Brasília (21/03/2022) – O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Croplife Brasil promoveram na segunda (21) o webinário “O futuro da habilitação de aplicadores de defensivos agrícolas químicos e biológicos”.

O evento discutiu a capacitação de instrutores para atender o novo programa Aplicador Legal, lançado pelas entidades na última quinta (17), que irá capacitar e registrar profissionais em aplicação de defensivos agrícolas.

A diretora de Educação Profissional e Promoção Social do Senar, Janete Almeida, afirmou que a entidade já trabalha com o conteúdo exigido pela portaria n.º 410/2022 do Mapa, que estabelece o conteúdo programático dos cursos para aplicadores previsto no programa.

“Iniciamos a parceria com a Croplife em 2021 na capacitação em saúde e segurança na aplicação de defensivos para instrutores. Nessa segunda onda será uma atualização para esses profissionais. Já temos 223 inscritos de diferentes regiões do País,” disse.

O Senar e a Croplife também vão lançar até junho deste ano cursos a distância pelo portal EaD Senar para produtores e trabalhadores rurais que precisam se capacitar e registrar no programa Aplicador Legal.

Leia Também:  ALGODÃO/CEPEA: Diferença entre preços pedidos e ofertados limita negócios, e Indicador oscila

“Nossa proposta é levar informação e formação profissional para o nosso público final para que possa trabalhar melhor dentro desse contexto da saúde e segurança no uso de defensivos. Por isso é importante a participação e engajamento dos aplicadores para atendermos o que a legislação solicita”, reforçou Janete.

Roberto Araújo, da Croplife, falou sobre uma pesquisa promovida com mais de 384 agricultores e trabalhadores rurais para saber como estão lidando com essas tecnologias e como gostariam de ser treinados, além dos temas de maior interesse.

“Nosso objetivo é contribuir com essa política pública e para isso iremos atualizar mil instrutores, pois queremos harmonizar a qualidade e aumentar a oferta de cursos para aplicadores em todo o País”.

O curso para instrutores está com inscrições abertas até o dia 25 de março e terá a participação também de gestores do Senar, explicou Mateus Tavares, assessor técnico da Diretoria de Educação Profissional e Promoção Social.

Ele mostrou o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) onde o curso irá ocorrer e disse que para participar, o instrutor deve procurar a Administração Regional da entidade no seu estado.

Leia Também:  Produtor de Sinop terá de pagar R$ 1,09 milhão de ICMS

André Peralta, coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Mapa, explicou que a capacitação dos aplicadores no programa Aplicador Legal, além de se tornar obrigatória – hoje é voluntária – será essencial para o registro do profissional nos órgãos estaduais.

Todo o processo será realizado por meio de um aplicativo que está sendo desenvolvido e em breve estará disponível. Nele, o aplicador poderá acessar seus certificados junto ao Mapa e outras informações do programa.

“Esse será o programa mais ousado que já realizamos voltado à atividade de aplicação. Será compatível com o tamanho e a importância da nossa agricultura”, concluiu.

Assista o webnário completo:

Assessoria de Comunicação CNA
Telefone: (61) 2109-1419
flickr.com/photos/canaldoprodutor
cnabrasil.org.br
twitter.com/SistemaCNA
facebook.com/SistemaCNA
instagram.com/SistemaCNA
facebook.com/SENARBrasil
youtube.com/agrofortebrasilforte

Fonte: CNA Brasil

Propaganda

Agro Notícias

Possibilidade de “Super El Niño” acende alerta no campo e exige planejamento antecipado para safra 2026/27

A possibilidade da formação de um “Super El Niño” neste ano já acende o sinal de alerta no setor produtivo, especialmente para a agricultura em Mato Grosso. O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, pode provocar mudanças significativas no regime de chuvas, elevar as temperaturas e influenciar diretamente o desenvolvimento das lavouras no estado.

Com base em dados e projeções apresentados no relatório do consultor da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Clyde Fraisse, o cenário climático exige atenção redobrada por parte dos produtores rurais, uma vez que pode afetar desde o planejamento do plantio da safra 2026/27 até a definição das estratégias de manejo ao longo do ciclo produtivo.

Na avaliação do consultor, embora ainda existam incertezas quanto à intensidade do fenômeno, o cenário indica probabilidade de alterações climáticas no Centro-Oeste, exigindo planejamento antecipado e estratégias voltadas à redução dos riscos na próxima safra.

“Os impactos do El Niño sobre a safra 2026/27 dependerão não apenas da intensidade do aquecimento do Oceano Pacífico, mas também da interação com outros sistemas climáticos, especialmente o Atlântico Tropical e os padrões atmosféricos sobre a América do Sul. Entretanto, o consenso entre os principais centros meteorológicos internacionais indica que o fenômeno aumenta significativamente a probabilidade de atrasos no início da estação chuvosa no Brasil Central. Para os produtores de Mato Grosso, isso reforça a necessidade de uma estratégia preventiva baseada na redução de riscos”, afirmou o consultor.

Diante desse cenário, Clyde Fraisse destaca que o monitoramento constante das previsões climáticas e a adoção de práticas de manejo são fundamentais para reduzir os impactos de possíveis atrasos das chuvas e garantir maior estabilidade ao sistema produtivo.

“O monitorar continuamente as previsões climáticas de médio e longo prazo; evitar a semeadura após precipitações isoladas, aguardando a consolidação da estação chuvosa; manter elevada cobertura do solo por meio do Sistema Plantio Direto e de plantas de cobertura; realizar escalonamento da semeadura para reduzir a exposição ao risco climático; utilizar cultivares adaptadas às diferentes janelas de plantio e revisar o planejamento da segunda safra considerando possíveis atrasos da soja; intensificar o monitoramento fitossanitário, uma vez que mudanças no regime de temperatura e umidade podem alterar a dinâmica de doenças e pragas”, aconselhou Clyde Fraisse.

Leia Também:  Produtor de Sinop terá de pagar R$ 1,09 milhão de ICMS

O consultor ressalta ainda que eventos climáticos dessa magnitude podem provocar reflexos em diferentes etapas da produção, afetando desde a implantação das lavouras até a logística e a comercialização dos grãos. Por isso, o uso de informações técnicas e de estudos climáticos torna-se uma ferramenta importante para orientar decisões dentro da propriedade.

“Para Mato Grosso, esses fatores representam risco elevado principalmente durante a emergência da soja, fase em que a disponibilidade hídrica é determinante para a formação do estande de plantas. A resposta climática depende da interação entre diversos modos de variabilidade climática. A climatologia baseada em eventos históricos constitui uma das ferramentas mais robustas para estimar riscos agrícolas. Estudos conduzidos pela Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, Instituto Nacional de Meteorologia e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária demonstram que existe elevada recorrência de determinados padrões regionais. Esses padrões permitem orientar decisões relacionadas ao calendário de plantio, escolha de cultivares, manejo da cobertura do solo, escalonamento da semeadura e estratégias de mitigação do risco climático”, disse.

Diante desse cenário, produtores rurais já começam a avaliar possíveis ajustes no planejamento da próxima safra. A antecipação dessas decisões pode ser determinante para minimizar perdas e garantir maior segurança produtiva. Para o vice-presidente Leste da Aprosoja MT, Diego Dall Asta, acompanhar de perto as projeções meteorológicas é indispensável para que o produtor tome decisões mais assertivas diante de um cenário de maior incerteza climática e custos elevados de produção.

Leia Também:  Produzir mais com menos: curso do Senar/MS apresenta benefícios da pecuária tecnificada

“Todo produtor acompanha as projeções climáticas com muita atenção, porque elas são fundamentais para o planejamento da próxima safra. Em um ano como este, em que os custos de fertilizantes químicos e sementes estão em patamares historicamente elevados, o produtor precisa, mais do que nunca, fazer um plantio assertivo. A forma como ele vai se adaptar para a próxima safra depende muito dessas projeções. A tendência é de um plantio com mais cautela, reduzindo, por exemplo, a área plantada no início do calendário, quando ainda há pouca umidade. O produtor não vai arriscar plantar com solo seco, chuvas esparsas ou precipitações muito antecipadas”, afirmou.

Segundo Diego Dall Asta, diante das projeções climáticas, o planejamento da próxima safra passa a exigir ainda mais atenção, desde a escolha das variedades até o momento adequado para iniciar o plantio, buscando reduzir riscos e preservar o potencial produtivo das lavouras.

“O planejamento precisa ser geral: plantar apenas com umidade suficiente para garantir uma boa germinação e um estabelecimento seguro da lavoura, pensando em um intervalo de duas a três semanas em que a planta possa suportar a falta de chuva. Além disso, é fundamental escolher materiais adaptados aos veranicos, que podem ocorrer entre outubro, novembro e dezembro. A tendência é de um ano com menos umidade, principalmente no início da safra, e com temperaturas mais altas. Então, o caminho é se adaptar: escolher bem as variedades, evitar plantar em condição de risco e trabalhar sempre com maior segurança”, orienta o vice-presidente Leste da Aprosoja MT.

A Aprosoja Mato Grosso, juntamente com especialistas, reforça que diante da possibilidade de alterações climáticas expressivas na próxima safra, o planejamento antecipado será um dos principais aliados do produtor rural.

Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA