Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agro Notícias

Produtor de Nova Mutum mantém legado familiar no agronegócio

O produtor rural Cristiano Costa Beber, de Nova Mutum (MT), compartilhou sua trajetória de vida e trabalho no campo, destacando a importância da herança familiar na construção de sua carreira no agronegócio. A história de Cristiano reflete décadas de mudanças, dificuldades e superação, enquanto ele segue os passos de antecessores que apostaram na agricultura como forma de sustento e desenvolvimento.

Nascido no Rio Grande do Sul, Cristiano chegou ainda criança a Mato Grosso com a família, movido pelo sonho de prosperar no setor agrícola. A migração ocorreu em um período em que a região, ainda pouco estruturada, apresentava desafios significativos, como estradas sem pavimentação, falta de infraestrutura de água e energia e condições adversas de trabalho no campo.

Ao longo dos anos, a família enfrentou momentos difíceis, incluindo perdas pessoais e crises no setor agrícola que chegaram a ameaçar a continuidade das atividades. Em meio a esses obstáculos, Cristiano e seus familiares optaram por permanecer na produção de soja e outras culturas, impulsionados pela união e pelos valores transmitidos de geração em geração.

Leia Também:  Crescimento da população mundial é grande oportunidade para o agro brasileiro, diz ex-presidente do “Banco do Brics”

Hoje, Cristiano administra a propriedade em Nova Mutum junto à sua esposa, e a próxima geração da família, representada pelos filhos que estudam agronomia, já se prepara para dar continuidade ao legado rural. Para ele, o vínculo com a terra vai além de uma atividade econômica: representa um compromisso com o solo, com a sustentabilidade e com a própria história familiar.

Essa trajetória ilustra as transformações pelas quais passou a agricultura familiar no Centro-Oeste, marcada pela resistência às adversidades e pela capacidade de adaptação e inovação no campo.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

Leia Também:  Comércio global de grãos deve bater recorde

Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

Leia Também:  Para evitar falta de nutrientes, produtores de banana apostam em fertilizante mineral de sulfato de cálcio granulado

Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA