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Preço do milho sobe, mas produtor segue no prejuízo em MT

Mesmo com a recente alta no preço do milho, o produtor de Mato Grosso segue sem conseguir pagar todos os custos da safra 2025/2026. Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), publicado no início desta semana, mostra que o valor recebido pela saca ainda não é suficiente para cobrir as despesas totais da produção.

O custo de produção do milho chegou a R$ 3.319,51 por hectare, alta de 2,56% em relação à safra passada. O aumento foi puxado principalmente pelo encarecimento dos fertilizantes e das sementes, impactados pela alta do dólar e pelos custos da indústria ao longo de 2025.

Na prática, para empatar a conta, o produtor precisaria vender a saca a pelo menos R$ 57,68. No entanto, em dezembro de 2025, o preço médio comercializado foi de R$ 45,95, valor que cobre apenas os custos operacionais básicos, mas não paga o custo total da lavoura.

Mesmo com a valorização semanal de 1,15%, que levou o milho a R$ 47,83 por saca em Mato Grosso, o cenário ainda é de alerta. O preço segue abaixo do necessário para garantir rentabilidade, o que aumenta o risco financeiro da atividade.

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No mercado internacional, o cenário também pressiona os preços. A produção global de milho deve crescer na safra 2025/2026, puxada principalmente pelos Estados Unidos e pela China. Com mais milho disponível no mundo, os preços em Chicago caíram mais de 5% na última semana, refletindo diretamente no mercado brasileiro.

Com custos mais altos e preços ainda insuficientes, o IMEA aponta que o produtor mato-grossense precisa redobrar o planejamento da comercialização para evitar prejuízos e garantir a sobrevivência financeira da safra.

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Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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