Agro Notícias
Parceria entre Faesc, Senar e Banco do Brasil capacitará produtores na gestão rural
Levar informação, capacitação e treinamento são os objetivos do Circuito Agro BB – Gestão das Propriedades Rurais – que o Banco do Brasil e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC), vinculado à FAESC, desenvolverão nos meses de junho a agosto em Santa Catarina.
O objetivo dessa parceria é levar informações técnicas, gerenciais e de crédito rural para produtores rurais para melhorar a gestão da atividade e, com isso, aumentar os resultados econômicos, realça o presidente do Sistema FAESC/SENAR-SC José Zeferino Pedrozo. O tema dominante será a cadeia produtiva da bovinocultura de leite.
Serão realizados 15 eventos e cada edição do circuito terá duração de oito horas, com turmas entre 25 a 30 participantes. O conteúdo programático está distribuído nos módulos técnico, gerencial e crédito rural.
A clientela-alvo do Circuito Agro BB é formada por produtores rurais em geral e por aqueles que participam ou participaram do programa de assistência técnica e gerencial (ATeG) ministrado pelo SENAR. A formatação do Circuito de Treinamento Agro obedecerá a um plano instrucional que delineará todo o conteúdo programático a ser discorrido durante o evento, assim como as cargas horárias de cada módulo, informa o superintendente do SENAR/SC, Gilmar Zanluchi.
Dessa forma, o evento será divido em três módulos distribuídos no decorrer da carga horária. O Módulo Técnico compreende as principais cadeias produtivas da região onde será realizado o evento. A Administração Regional do Senar determinará os assuntos técnicos a serem apresentados nas 4 horas de duração.
O Módulo Gerencial, com duas horas de duração, abordará as questões de gerenciamento da atividade rural, com foco em receitas, componentes do custo (custo operacional efetivo, custo operacional total e custo total), entendendo o fluxo de caixa, diferenças entre os custos de produção e o fluxo de caixa. Também entrará na pauta a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) prestada pelo SENAR em Santa Catarina.
O Módulo Crédito Rural abordará, nas duas horas finais, o que o produtor rural precisa para acessar o crédito rural e quais as principais linhas de crédito disponíveis.
Os módulos Técnico e Gerencial em Santa Catarina serão ministrados pelo prestador de serviço de instrutoria do SENAR/SC Henrique Rodrigues da Fonseca. O módulo Crédito Rural será ministrado pela equipe designada pelo Banco do Brasil.
A coordenação, na esfera do Sistema FAESC/SENAR-SC, estará a cargo da assessora técnica Paula Araújo Dias Coimbra Nunes.
CALENDÁRIO DEFINIDO
Está programada a realização do Circuito Agro BB em 15 municípios: Irineópolis (01 de junho), São Joaquim (14 de junho), Pinhalzinho (06 de julho), Tangará (14 de julho), Joaçaba (15 de julho), Araranguá (19 de julho), Meleiro (20 de julho), Anita Garibaldi (21 de julho), Major Vieira (01 de agosto), Rio do Oeste (01 de agosto), Ituporanga (02 de agosto), Seara (10 de agosto), Concórdia (11 de agosto), Itapiranga (23 de agosto) e São Miguel do Oeste (24 de agosto).
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CIRCUITO AGRO BB |
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Cidade |
Região |
Supervisor |
Data |
Cadeia Produtiva |
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Irineópolis |
Norte |
Carine Weiss |
01/jun |
Bovinocultura de leite |
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São Joaquim |
Planalto Serrano |
Sthephanye Fanton |
14/jun |
Fruticultura |
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Pinhalzinho |
Extremo Oeste |
Grasiane Bittencourt |
06/jul |
Bovinocultura de leite |
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Tangará |
Meio Oeste |
Jeam Carlos Palavro |
14/jul |
Bovinocultura de leite |
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Joaçaba |
Meio Oeste |
Jeam Carlos Palavro |
15/jul |
Bovinocultura de leite |
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Araranguá |
Sul |
Sueli Silveira Rosa |
19/jul |
Bovinocultura de leite |
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Meleiro |
Sul |
Sueli Silveira Rosa |
20/jul |
Bovinocultura de leite |
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Anita Garibaldi |
Planalto Serrano |
Sthephanye Fanton |
21/jul |
Bovinocultura de leite |
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Major Vieira |
Norte |
Carine Weiss |
01/ago |
Bovinocultura de leite |
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Rio do Oeste |
Vale do Itajaí |
Darci. A. Wollmann |
01/ago |
Bovinocultura de leite |
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Ituporanga |
Vale do Itajaí |
Darci. A. Wollmann |
02/ago |
Bovinocultura de leite |
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Seara |
Oeste |
Helder Jorge Barbosa |
10/ago |
Bovinocultura de leite |
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Concórdia |
Oeste |
Helder Jorge Barbosa |
11/ago |
Bovinocultura de leite |
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Itapiranga |
Extremo Oeste |
Grasiane Bittencourt |
23/ago |
Bovinocultura de leite |
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São Miguel do Oeste |
Extremo Oeste |
Grasiane Bittencourt |
24/ago |
Bovinocultura de leite |
Agro Notícias
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.





