Agro Notícias
PA Summit 2026: especialistas explicam cenários políticos e de mercado, e antecipam dicas para venda para grãos

Marcos Araújo, da Agrinvest, vai apresentar panorama da safra 25/26, estratégias de comercialização e proteção de preços durante evento, em Diamantino (MT).
O comportamento dos preços das commodities, o equilíbrio entre oferta e demanda global e as estratégias para proteger a rentabilidade da produção estarão no centro das discussões da 13ª edição do PA Summit, o maior dia de campo de Mato Grosso, e que será realizado na Fazenda São Paulo, distrito de Deciolândia, município de Diamantino (MT), com expectativa de público superior a 2,6 mil participantes. O evento será no dia 31 de janeiro, a partir das sete horas da manhã.
Entre os destaques da programação, está a palestra do engenheiro agrônomo e professor Marcos Araújo, referência nacional em comercialização agrícola e gerenciamento de risco de preços, com mais de 25 anos de atuação no mercado físico nacional e internacional, além de experiência nas bolsas B3 e CME Group.
Um dos assuntos abordados por Marcos Araújo será o Panorama Agrícola Safra 25/26. “Esse tema é muito importante para que os produtores rurais acompanhem como está o quadro de oferta e demanda mundial e as expectativas para os próximos anos. Quais serão as influências no preço da soja, do milho e do algodão e também quais serão as principais commodities produzidas aqui no Brasil”, comentou o professor.
Além da leitura de mercado, a palestra trará orientações práticas sobre o uso de ferramentas de proteção de preço, como derivativos, contratos futuros, contratos a termo e opções, mostrando como o produtor pode estruturar estratégias comerciais mais seguras.
“Vamos discutir quais estratégias comerciais podem ser utilizadas pelo produtor nesta atual safra, e principalmente, o que fazer com a própria produção agrícola,” explica Araújo.
Além de Marcos Araújo, o evento contará com a presença de Caio Coppolla, comentarista político e analista de economia, atualmente no canal SBT News, ampliando o debate sobre cenários político-econômicos e seus reflexos no agronegócio.
O idealizador do evento e diretor presidente do Grupo P.A, engenheiro agrônomo Paulo Asunção trará informações técnicas de alto nível para resolução de problemas nas áreas de plantas daninhas, pragas e doenças, além de resultados obtidos nas áreas de pesquisas supervisionadas pelo grupo.
A 13ª edição do PA Summit vai apresentar uma área com aproximadamente 60 cultivares em avaliação, consolidando o evento como uma vitrine tecnológica e técnica para a agricultura do cerrado.
Estrutura e programação
João Vitor Asunção, um dos organizadores do evento e diretor de marketing do Grupo P.A, destaca que a edição de 2026 contará com uma estrutura totalmente planejada para proporcionar conforto, segurança e melhor experiência ao público.
“Teremos uma estrutura indoor, com cerca de 3,5 mil metros quadrados, que será totalmente climatizada, com área exclusiva para palestras e um pavilhão com capacidade para 50 expositores. Toda estrutura foi pensada para favorecer o networking, a segurança e o conforto dos visitantes”, afirma.
A programação será dividida em três momentos, começando com as visitas às áreas de cultivares pela manhã, na sequência a realização de palestras com conteúdos técnicos e político-econômicos, e o encerramento com foco em comercialização agrícola.
“O P.A Summit tem a tradição de ser um espaço de conexão entre os produtores, empresários e especialistas. Quem visita o dia de campo tem informações antecipadas e certamente, poderá fazer bons negócios”, conclui João Vitor.
Um dos estandes que promete ser muito procurado nesta edição de 2026 é o P.A Woman, um espaço pensado e estruturado para que produtoras e profissionais do agro possam trocar experiências.
Ingresso solidário – Uma novidade desta edição é o ingresso solidário, no valor de R$80,00, cuja arrecadação será destinada à APAE e à Assovida, instituições que prestam serviços assistenciais na região oeste de Mato Grosso. O ingresso garante acesso ao café da manhã, almoço, kit do participante e, para estudantes, certificado de participação.
As inscrições podem ser feitas pelo site: www.agropa.com.br/eventos
SERVIÇO:
PA SUMMIT 2026
Dia: 31 de janeiro, a partir de 7h
Localização: Fazenda São Paulo, distrito de Deciolândia.
Rod. BR-364 , KM 724 + 15Km à direita – Zona Rural, Diamantino-MT
Agro Notícias
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
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