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Mato Grosso amplia exportação de carne bovina para Ásia em 40% até outubro

São Paulo, 1 – O Estado de Mato Grosso ampliou em 39,4% os embarques de carne bovina para a Ásia entre janeiro e outubro de 2025, na comparação com igual período de 2024, informou o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) em nota. O Estado enviou cerca de 458 mil toneladas de proteína bovina para 12 países asiáticos até outubro.

A Ásia ganhou ainda mais relevância para a pecuária mato-grossense em 2025. Neste ano, 60,6% de toda a carne exportada pelo Estado teve como destino o continente, participação maior que os 52,2% registrados em 2024. \”A Ásia é hoje o principal motor de crescimento para as exportações de carne bovina e Mato Grosso está muito bem posicionado para atender essa demanda\”, disse, em nota, o diretor de Projetos do Imac, Bruno de Jesus Andrade.

A China continua como o principal destino da carne mato-grossense. De janeiro a outubro de 2025, os chineses compraram 413,6 mil toneladas, acima das 284,1 mil adquiridas no igual intervalo de 2024.

A Indonésia teve o salto mais expressivo: passou de apenas 250 toneladas em 2024 para 3,1 mil toneladas nos dez primeiros meses de 2025, alta de 1.160%.

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Além desses mercados, Mato Grosso também ampliou embarques para Macau, Hong Kong, Filipinas, Timor-Leste, Cingapura, Malásia, Camboja, Maldivas, Casaquistão e Turcomenistão.

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Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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