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Agro Notícias

Mapa investiga bancos por impor juros de 25% na renegociação de dívidas de produtores rurais de MT

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou uma forte reação contra práticas abusivas de instituições financeiras na renegociação de dívidas rurais. Relatos indicam que bancos estariam cobrando juros de até 25% ao ano para alongar operações de produtores de Mato Grosso e outras regiões, que sofreram forte quebra de safra devido à crise climática.

O secretário-executivo do Mapa, Irajá Lacerda, condenou a prática, ressaltando que ela viola o Manual de Crédito Rural (MCR). A lei determina que, em casos de perda por fator climático, a prorrogação do financiamento deve manter as condições originais do contrato, incluindo a taxa de juros.

“Se o produtor contratou um crédito a 10%, ele tem direito de renegociar a 10%. Isso não é escolha do banco, é lei. E nós vamos garantir que a lei seja cumprida.” — Irajá Lacerda

Grupo de Trabalho e Denúncias
O Mapa considera que nenhum banco pode transformar o direito de prorrogação do produtor em um “novo produto” mais caro, especialmente em um cenário de eventos climáticos extremos.

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Para combater o problema, o Ministério criou um Grupo de Trabalho Especial (GT) em todos os estados, que atuará no recebimento de denúncias e no acompanhamento direto de cada caso.

Chamado aos Produtores: O Mapa reforça que a participação ativa dos produtores é crucial.

Canal de Denúncia: Produtores que identificarem juros fora das regras, recusa de prorrogação ou qualquer descumprimento do MCR devem enviar o relato para o e-mail do GT de Mato Grosso: [email protected].

Lacerda garantiu que o governo irá defender o produtor rural e que “quem descumprir o MCR vai responder”. O recado é direto ao sistema financeiro: abusos na renegociação de dívidas rurais não serão tolerados.

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Agro Notícias

Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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