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MANDIOCA/CEPEA: Menor oferta sustenta cotações

Cepea, 07/06/2022 – As cotações da mandioca seguem firmes, sustentadas pela menor oferta. Segundo colaboradores do Cepea, a disponibilidade das lavouras de segundo ciclo, sobretudo das cultivadas na segunda metade de 2020, tem diminuído a cada semana. Além disso, mandiocultores sinalizam a intenção de postergar a comercialização das lavouras mais novas até que a produtividade agrícola e o rendimento industrial aumentem. As chuvas registradas na maior parte das regiões produtoras também limitaram a oferta na última semana, visto que atrapalharam o avanço da colheita. Assim, estimativas do Cepea apontam redução de 30% no volume de esmagamento das fecularias entre 30 de maio e 3 de junho. No mesmo período, o preço médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia subiu ligeiro 0,2% frente à média da semana anterior, para R$ 832,72 (R$ 1,4482 por grama de amido). Atualizada (deflacionamento pelo IGP-DI), essa média está 60% acima da observada no mesmo período do ano passado. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

Fonte: CEPEA

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Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

 

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.

Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.

Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.

A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.

Mercado externo preocupa

Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.

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As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.

Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.

Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.

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