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CNA e Famato iniciam missão AgroBrazil em Mato Grosso


Cuiabá/MT (28/03/2022) – A comitiva formada por embaixadores e representantes de 11 delegações estrangeiras esteve na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), na segunda (28), para o início da missão AgroBrazil. Os diplomatas conheceram o potencial agropecuário do Estado e projetos inovadores da instituição.

A ação faz parte da sétima edição do Programa de Intercâmbio AgroBrazil, iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) que aproxima as delegações estrangeiras do agronegócio brasileiro.

O grupo é formado por representantes da Alemanha, Austrália, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, Índia, Indonésia, Malásia, Países Baixos, Singapura e União Europeia.

O vice-presidente de Relações Internacionais da CNA, Gedeão Pereira, destacou que o AgroBrazil é uma oportunidade de mostrar que o estado é um dos que têm maior produção agrícola do país.

“Os diplomatas terão a oportunidade de ver na prática os dados apresentados no primeiro dia da missão na Famato. O Brasil é uma grande potência na produção de alimentos de maneira sustentável e eficiente, prova disso é que fornece produtos do agro para mais de 160 países”, observou Gedeão.

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Vice-presidente de Relações Internacionais da CNA, Gedeão Pereira.

O presidente da Famato, Normando Corral, deu as boas-vindas à comitiva e apresentou a estrutura do Sistema Famato/Senar-MT. 

“É com grande expectativa que recebemos a missão para apresentar o desenvolvimento da produção do Estado de Mato Grosso, que avançou respeitando uma rigorosa legislação ambiental e seguindo conceitos técnicos e científicos” destacou.

Presidente da Famato, Normando Corral.

O setor agropecuário representa 50% da atividade econômica no Estado, que é o maior produtor de soja do Brasil, com 28% do grão produzido no país. Na pecuária, o rebanho bovino em 2021 registrou 32 milhões de cabeças, das quais 4,7 milhões foram abatidas. Em torno de 57% da carne é destinada ao mercado interno.

A comitiva assistiu apresentações sobre o potencial agropecuário do estado, teve informações econômicas do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária e conheceu as instalações do AgriHub Space, iniciativa que oferece suporte às startups e às empresas para o desenvolvimento de soluções inovadoras do agro. Também foi apresentada a iniciativa Soja Livre, que estimula a produção de soja convencional. 

Comitiva conheceu as instalações do AgriHub Space.

AgroBrazil – O Programa de Intercâmbio AgroBrazil é desenvolvido pela CNA com o objetivo de apresentar a realidade da produção agropecuária nacional para representantes de delegações estrangeiras e permitir um contato próximo e direto entre os diplomatas e os produtores rurais brasileiros.

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Fonte: CNA Brasil

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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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